23 de novembro de 2008

Ser um rapaz oriental

Por Igor Miguel

Meu avós paternos imigraram nos anos 20 ao Rio de Janeiro, vindo da cidade portuária de Trípoli no norte do Líbano. Sempre tive profunda admiração e curiosidade pela saga de meus avós, que é a saga de muitos imigrantes que vieram fugindo de perseguições, guerras, conflitos religiosos e políticos, e encontram tranqüilidade abaixo do equador, em terras brasileiras.  Meu pai em seus setenta e poucos anos de idade, conta algumas histórias interessantes, de como minha vó era prometida a casamento a um rapaz, mas queria casar com meu avô Jorge Miguel, que segundo meu pai, tinha o nome de Oakim (Oaquim), mas teve seu nome alterado na imigração. Meu pai ainda lembra algumas cantigas em árabe de meus avós, músicas que minha avó Saide Dib Musi adorava cantar. Minha vó tinha uma quitanda na Rua Buenos Aires no Rio de Janeiro, próximo ao famoso Saara e da Rua da Alfândega no Rio de Janeiro. Meus avós eram libaneses típicos, se não fosse a menção de uma remota raiz judaica, a ligação com judeus-mizrachi (judeus orientais de fala árabe) na velha comunidade judaica de Trípoli, uma referência ao pai de minha vó (meu bisavô) Dib Abrahão, cuja única informação que tenho é a menção de seu nome na certidão de nascimento de meu pai (que fiz uma cópia) e guardo com carinho.

Não sou inatista, mas acabamos por absorver em pequenos gestos que nos são transmitidos inconscientemente por pais, primos, avós e tios, que remontam a velha terra de nossos antepassados. Esse jeito oriental de ser, de pensar e de compreender o mundo. O deserto me sensibiliza, o mediterrâneo me emociona, o cheiro de especiarias remonta a um tipo de inconsciente coletivo. As escalas de músicas hebraicas mizrachi e cantigas árabes arrepiam, quase que somos transportados aos shuks (mercados orientais).

Viver no ocidente, mas com raízes no oriente, é um desafio as vezes dolorido. Das minhas viagens ao oriente, é possível ver rostos e lugares familiares, mesmo não tendo nascido lá. Gestos, expressões e costumes, que remontam coisas que meu pai e minhas tias fazim. É impressionante ver as coisas sobre essa perspectiva. Ver as coisas a partir do oriente.

Com todo respeito à cultura askenazim, mas me orgulho de ter essas raízes, de estar ligado ao oriente, à música mizrachí e não à polca. De carregar os traços do oriente e os traços do deserto.

As gravuras ao lado foram feitas em um estilo de arte egípcio, chamado fayum um tipo de arte impressionista, antiga que se preocupa em descrever rostos orientais. Hoje em dia, essa gravuras são usadas em pesquisas antropológicas que envolvem o oriente médio.

13 de novembro de 2008

O que estou ouvindo...

Essa semana estou ouvindo:

Palavrantiga Volume 1 Do meu amigo Marquinho, músico formando-se na UEMG. Simplesmente fantásticas as letras da música, os solos de guitarras, com timbres de teclado, ótimo! Difícil encontrar letras de músicas religiosas (gospel) que tratam as coisas como são. Estou cansado de músicas sensitivas, tácitas e espiritualistas. Preciso de músicas históricas, enraizadas no homem enquanto sujeito que caminha para a redenção. Chega de "quero te sentir", "quero te abraçar", etc.

Shattered de Mataisyahu muito, mas muito bom, quatro músicas incríveis. Rap, Rock, Reggae e música mizrachí (oriental) hebraica. Simplesmente Matisyahu.

Fica aí a dica.

Bull Cloned (Touro Clonado)?

Internet é engraçado, tenho percebido que muito leitores andam lendo meu artigo "Wall Street Bull" e que o texto tem dando alguma repercursão na net.  Só me supreendi com um "textículo" (diminutivo de texto e não do touro)  que se não for uma tentativa de clonagem da produção de minha autoria, é no mínimo um dêjaví impressionante.

Meu artigo foi postado no dia 5 de outubro o do cloner foi no dia 30.  Engraçado...

Façam a comparação: 



Abraços,
Igor Miguel

5 de novembro de 2008

Obama e os Iranianos

Postei um vídeo há algum tempo, penso que vale a pena assistí-lo novamente após a vitória de Obama, para isso clique aqui.

Segue abaixo um artigo que gostei de tudo que ando lendo por aí:

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Vitória de Obama nos EUA surpreende iranianos

A vitória do candidato democrata Barack Obama nas eleições presidenciais dos Estados Unidos gerou surpresa e incredulidade no Irã.

De acordo com o correspondente da BBC em Teerã Jon Leyne, muitos iranianos aprovam a vitória do homem cujo nome, Obama, significa "ele conosco" em persa. E quase todos queriam o fim do mandato de George W. Bush.

Mas boa parte dos iranianos simplesmente não consegue acreditar que os Estados Unidos votaram em um candidato negro, segundo Leyne.

O correspondente afirma que o resultado deve ter surpreendido o governo em Teerã.

"Os que governam este país aprenderam a viver com a certeza de que os Estados Unidos, o Grande Satã, é o inimigo. De certa forma, eles prosperam com este antagonismo", disse Leyne.

Resta saber como será o comportamento do governo iraniano em relação a um presidente que já afirmou que está aberto a negociações incondicionais com o Irã.

E tudo isso ocorre no momento em que o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad enfrenta a batalha pela reeleição no próximo ano.

Muitos no país acreditam que o próprio Ahmadinejad está tentando uma reconciliação com os Estados Unidos.

Mas existem muitas opiniões conflitantes na elite governante iraniana e o presidente é conhecido por sua diplomacia que é, como afirma o correspondente, um tanto "excêntrica".

2 de novembro de 2008

KompoZer - Editor de HTML visual para Linux

Finalmente!

Depois de uma longa jornada pela web, esse universo maravilhoso, encontrei um editor visual de HTML, que ajuda muito na substituição do dream. Aqueles que tinham problemas em encontrar um editor visual e talvez apresentavam algum desconforto em uma migração total a uma distribuição Linux (em meu caso Ubuntu), podem fazer uso do KompoZer. Enxuto, prático, visual e naturalmente não é o dream, mas ajuda muito.

Eis o link e façam bom uso: http://kompozer.net/download.php podem baixar!