21 de jan de 2010 | By: @igorpensar

Haiti, os amigos de Jó e a oração de Ana.

Por Igor Miguel

Como previsto, ante o terror dos tremores no Haiti, o velho debate do problema do mal é levantado. Pelos blogs encontro explicações coerentes, humildes e outras um tanto infantis, não vou mencionar a explicação relacional (open theology) e emergente, pois seria entropia.

Mas, o que me cansa um pouco, foi o que encontrei no texto de Júlio Severo intitulado "Será necessário um terremoto?", no qual o autor procura dar uma explicação causal ao que ocorreu no Haiti. Sua justificativa básica, depois de articular vários textos bíblicos, em uma forma previsivelmente fideísta, é que o problema é uma suposta maldição ligada às práticas religiosas do vodu. A causa animista, conforme o Júlio destaca em seu blog, é uma paráfrase da fala do cônsul
Gerge Samuel Antoine, que em off durante uma entrevista afirmou que o povo haitiano fora amaldiçoado por causa da "macumba". Júlio deu os mesmos motivos de Gerge aos terremotos no Haiti, exceto o argumento de sua origem negro-africana.

Vou dizer o que penso desta explicação simplista. Ou melhor, começamos por uma pergunta, bem no estilo semita de pensar. Qual macumba é mais forte que: o vodu haitiano ou o capitalismo americano? O vodu haitiano ou o marxismo tupiniquim? A corrupção moral britânica ou os feiticeiro haitianos? A idolatria ao dinheiro e ao poder de alguns segmentos evangélicos ou o feitiço haitiano? Sinceramente, se a explicação para calamidades no mundo se resumirem à macumba, então, o mundo deveria ser abalado por terremotos, destruição em massa, e haja holocausto! Qual foi a macumba que os judeus fizeram por merecer o holocausto?

Sinceramente, não dá para explicar as coisas pela lógica da batalha espiritual e da esquizofrenia pseudo-pentecostal, sinceramente não dá!

Até quando não vamos entender que o dilema de Jó é a expressão máxima de que há um Deus que está para além das racionalizações humanas. O Deus que fez Jó sofrer é o mesmo Deus que agenciou seu sofrimento, tendo em vista fins misteriosos. Enquanto os amigos de Jó, procuravam dar explicações de causa e efeito, Jó se via sob a pressão dos racionalistas de seu tempo, dos jornalistas e teólogos, o círculo de sábios que não sabiam nada relevante para seu dilema existencial.

Deus é soberano e sempre será soberano sobre todas as coisas. O povo haitiano sofre como Jó. Dá explicações causais nesta altura, desculpe-me, é ridículo. Este profetismo é irritante. Querem usar de tudo que acontece como "alavanca" evangelística, este proselitismo pragmático é fatigante. A única resposta cristã possível, seria chorar com os que choram, ajudar os que carecem de ajuda, e se colocar em uma posição humilde ante o senhorio de Deus sobre todos os fenômenos.

Ontem, orando pelo povo haitiano com minha esposa, me lembrei das palavras de Ana que dizem:
Não multipliqueis palavras de orgulho, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o SENHOR é o Deus da sabedoria e pesa todos os feitos na balança. O arco dos fortes é quebrado, porém os débeis, cingidos de força. Os que antes eram fartos hoje se alugam por pão, mas os que andavam famintos não sofrem mais fome; até a estéril tem sete filhos, e a que tinha muitos filhos perde o vigor. O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz subir. O SENHOR empobrece e enriquece; abaixa e também exalta. Levanta o pobre do pó e, desde o monturo, exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do SENHOR são as colunas da terra, e assentou sobre elas o mundo. (1 Samuel 2:3-8 ).
O que me impressiona nesta oração, é que Ana era uma mulher que sofria com sua esterilidade. Em sua angústia, uma judia sem filhos, considerada infrutífera, ampara sua confiança em Deus, com coração modesto, ante a arrogância dos homens e o deboche de sua comunidade. Mas, sua oração é definitiva: 'não multipliques palavras de orgulho, nem coisas arrogantes', pois o mesmo Deus que tira é o que gera a vida. Ele é Senhor do faminto e do que tem pão em abundância. Ele é o Senhor que empobrece e enriquece. Ele abate príncipes e eleva humilhados. Ele é Senhor absoluto!

Enfim, se Ele fosse Deus só da coisa boa, da paz e não da guerra, da alegria e não da tristeza, da cura e não da dor, Ele não seria Deus, seria um demiurgo, um "deus" (com 'd' minúsculo), senhor de uma fatia da realidade. Como Atenas senhora só da sabedoria, ou Apolo senhor só da luz, mas o Deus de Abraão, Isaque e Jacó é Senhor de toda terra.
"Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas." (Isaías 45:7).

25 comentários:

victor disse...

Acredito que tudo está dentro de um plano maior de Deus cuja finalidade nós somos muito limitados para entender. Acho que é hora de os ditos cristão pararem de apontar o dedo na cara dos outros, tirarem as travas dos olhos, se consertarem com Deus e ajudarem os necessitados.

Igor Miguel disse...

Exatamente Vitor!

Erike Couto disse...

Igor, parabéns pelo post!

Os cristãos, na época da queda do Império Romano e das invasões bárbaras - que estavam massacrando aquela cidade soberana e seus cidadãos - em vez de fugirem (como a maior parte da população estava fazendo) e justificarem as calamidades ocorridas naquele momento, corriam no sentido contrário: corriam em direção à Cidade Invadida cheia de pagãos sofrendo e feridos com o intuíto de salvá-los e mostrar o amor de Cristo através do cuidado humano. Creio que este é o maior exemplo daqueles piedosos cristãos e que devemos seguir quando ocorrem calamidades como essas - como a ocorrido à poucos dias devido ao tremor inesperado no Haiti - e mostrar aquilo que Jesus enfantizou tanto em Sua mensagem - o Reino de Deus expresso por nossas ações de justiças.

Abraços, Erike Couto.

Jorge Fernandes Isah disse...

Igor,

interessante como a mentalidade cristã atual (mas com reminiscências de velha data) quer fracionar Deus, como se fosse possível.

A revelação escriturística nos mostra, como você disse, o Deus amoroso porém justo; o Deus que salva e condena; o Deus da graça e o Deus que pune... limitar Deus em apenas um atributo é agir antibiblicamente.

Infelizmente, as pessoas apreendem aquilo que querem da revelação especial, esquecendo-se de que assim acabam por desconhecer a Deus, ao invés de conhecê-lO.

Concordo que qualquer arrazoado visando explicar os fatos do Haiti não deixarão de ser mera especulação; contudo, a sua assertiva é verdadeira: Deus é Todo-Poderoso, soberano absoluto, e o terremoto, como furações e tsunamis não estão em hipótese alguma fora do controle divino. Se acontecem, acontecem pela vontade ativa de Deus, não pela vontade permissiva, termo que por si só desmerece-O.

Portanto, nessas situações, não nos cabe buscar motivos, mas apenas e tão somente nos render ao bom Deus, sabendo que Ele age santa e retamente, segundo a Sua vontade e Seu eterno propósito.

E, dentro de nossas possibilidades, auxiliar os necessitados... ao menos, em oração.

Abraços.

Cristo o abençoe!

PS: Em relação ao texto do Júlio Severo, não concordo; mas, a atitude dos blogs "apologéticos" é repreensível, pois, o caráter deles em nada contribui para a proclamação do Evangelho de Cristo, ao contrário, laboram pelo antievangelho, nas altas doses de sarcasmo, debote, ridicularização e cinismo em seus textos e comentários.

Wagner Pessoa disse...

Olá meu amigo...gostei do texto...acredito q nessas horas a ortopraxia é muito bem vinda. Tentar entender ("ortodoxia") não vai ajudar muito, na verdade pode piorar.Devido nossos corações rebeldes, não vai demorar muito para pecarmos julgando os atos de Deus - ai vamos querer "outro Deus", como diz Lutero. Agora estender a "mão", quer seja orando, contribuindo e etc. isso sim nos fará bem, e quem sabe irá acordar nossos corações carentes de compaixão...

José Antônio Rodrigues Dias disse...

Meu amigo,
O seu texto é excelente! Principalmente quando você diz: "Qual macumba é mais forte que: o vodu haitiano ou o capitalismo americano? O vodu haitiano ou o marxismo tupiniquim? A corrupção moral britânica ou os feiticeiro haitianos? A idolatria ao dinheiro e ao poder de alguns segmentos evangélicos ou o feitiço haitiano?"

Seria bom se todos os pensadores oriundos do iluminismo lessem e meditassem Paulo: "Ninguém se engane a si mesmo: Se alguém dentre vós se tem por sábio neste século, faça-se estulto para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de D'us; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles. E outra vez: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são pensamenos vãos. (1Co 3, 18-20).

Acho que as comparações acima, feitas no seu artigo, manifesta este último versículo. Parabéns!

Thaís Oliviera disse...

Olá, professor. Amei o seu texto. Às vezes queremos justificar o que não tem justificativa, ou pelo menos não sabemos qual é. Chorar com os que choram, orar por eles, são ações mais humanas, mais verdadeiras... Apenas um minuto de oração!!!

Ana Cláudia Monteiro disse...

Parece que o discurso não mudou muito de Adão pra cá :"... ah D'us, a mulher que tu me deste me deu do fruto e eu comi..." Enquanto o homem não retornar à simples condição de homem sem querer disputar o lugar "indisputável", não conhecerá sequer a sombra da manifestação do Poder da Glória de D'us. Quando em Apoc 13 se vê o nº da besta, pessoas imaginam tatoos (ou chips) nas mãos ou na testa com o 666 bem destacado... mas creio que essa marca é o ápice dessa obcessão do homem em ser deus. A arrogância do poder humano está sustentado no que é perecível. A supremacia do Poder Divino é a Sua Santíssima Santidade (Kadosh, Kadosh, Kadosh). A Terra está sofrendo a violação dos propósitos eternos, estabelecidos por D'us no Princípio. O que os cristãos de hoje não buscam é a Redenção dessa Terra, nem buscam o Reino de D'us e a Sua Justiça... perderam o referencial...
Mas os sinais que estamos contemplando são um alerta e quem tem ouvidos ouça o Som do Espírito e venham a Yeshua, Jesus, o Messias e comprem colírio para lavar sua visão e retornar para D'us. Yeshua disse:"Eis que estou à porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo" e ..."quem é santo santifique-se mais; quem é sujo, suje-se mais... não passará nem um yud nem um traço, sem que toda a Torá se cumpra... passarão os céus e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar...".
Que dobremos nossos corações ante a Face do Senhor, a fim de que venha o Seu Reino, um novo Céu e uma nova Terra, restaurada e alcancemos a salvação, não apenas da nossa alma, mas a plenitude de D'us habitando com os homens! Baruch Habá B'Shem Adonai!

Igor Miguel disse...

Erike, penso que é isto. Devemos nos engajar nos efeitos da queda e não tentar dar explicações à calamidade. A causa última no final das contas é a soberania dEle, temos uma ordem, fazer alunos de todas as nações, expandir o evangelho integral de Cristo, transformar comunidades atingidas pelo pecado com a abundante graça da Nova Aliança que ensina o homem a viver a Lei da Liberdade (Ap. Tiago). Go ahead!

Igor Miguel disse...

É verdade Jorge, confesso que um pouco de humor e criatividade são formas bem interessantes de expor determinadas verdades. A linha entre o deboche e o bom-humor são muito tênues. Não conheço tanto o conteúdo da Guenizah Virtual para emitir um boa opinião a respeito. Pessoalmente, apesar de não me considerar uma apologeta profissional, gosto de um estilo mais conteudista, mais um didática clássica. Sabe, aquela história de Jesus, do escriba que tira do seu baú coisas velhas e coisas novas... pois é. Vamos caminhando!

Igor Miguel disse...

Wagner, vc sabe que sou suspeito, amo esta coisa de "ortopraxia", neste sentido, aprendo muito com a cosmovisão judaica. Não culpo a tradição escolástica por sua inclinação à reflexão metafísica ou coisa do gênero. Penso que não há nada mais prático do que uma boa teoria. Porém, o engajamento concreto, o envolvimento real com as demandas da vida, carece de um "teologia". Não dá para ser "amigo de Jó", no sentido bíblico, mas se compadecer com ele, sentir suas dores. Que Deus nos de graça de transformarmos tudo isso em realidade... Ele nos dará.

Igor Miguel disse...

J. Antonio,

Brilhante. Tenho dito em vários lugares neste blog a respeito de meu desconforto (que não é só minha) quanto à proposta iluminista de "autonomia da razão", transformando-a em "deusa" do liberalismo franco-ocidental. Infelizmente, muito de nossa teologia e de nossas racionalizações, estão contaminadas com esta pretensão. Que o Deus único seja coroado acima de tudo, inclusive de nossa pretensa autonomia.

Igor Miguel disse...

Sim Thais... apenas um minuto de oração. Ao menos isto, orar por aqueles que as vezes estão metros abaixo dos escombros, cujos gritos não são ouvidos por ninguém, que Deus escute estes clamores e os salve de tamanho terror... ao menos um minuto de oração. É verdade!

Igor Miguel disse...

Ana Cláudia,

Wow... vc já pensou em ter um blog. Sua percepção é muito próxima do Antônio e de outros comentaristas. O desconforto é esse mesmo, o velho pecado, a velha tentativa de ser como Ele é. Que tentação mais irritante, não é verdade? Mas, ela esta aí, nos cerca o tempo inteiro, eu mesmo escrevi este texto, talvez explorando o momento de fraqueza de um irmão, mas eu mesmo não estou isento de cometer tais juízos. Que Ele se levante contra toda altivez!

Meire disse...

Muito lúcido seu texto e destaco: "Qual macumba é mais forte que: o vodu haitiano ou o capitalismo americano?" e tristemente percebo que essa frase pode ser reconstruída assim: Qual macumba é mais forte que: o vodu haitiano ou o capitalismo que marca o cristianismo tanto americano como o brasileiro?
Há muito tempo que o Haiti vive em condições terríveis, talvez o terremoto sirva para nos alertar sobre nossa missão de estender a mão. Apenas uma conjectura: Talvez a culpa não seja deles, seja nossa. Melhor deixar o que é mistério como ele é: mistério.
Fóssemos analizar a situação através de versículos bíblicos nós seríamos considerados aqueles que tem as mãos mirradas.
Como cantou Gilberto Gil: " A ausura dessa gente já virou um aleijão..."
Temos vivido o pior dos pecados, segundo avisou o próprio Deus: "Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria." 1Samuel 15:23
E nos esquecemos o que disse o salmista: "Se tu, Senhor, observares as iniqüidades, Senhor, quem subsistirá?" Sl 130:3

Anônimo disse...

seu blog é incrivél...nos faz realmente pensar...mostra a realidade do quão pobre somos e nos faz querer mudar.

Que Deus nos ajude a pensar como Jesus e a ter um amor verdadeiro pelo proximo!!!

Deus te abençoe

Ana Cristina disse...

Ao meu ver os bons frutos do sofrimento gerenciado pelo Eterno nutrem. Porém os frutos do nunca-sofrimento, fato irreal, engordam e dão celulite...

Paulo Dib disse...

Olá Igor, concordo quase que totalmente com o seu post.

É claro que nós, crentes em Jesus, não podemos ser minimalistas e simplistas ao ponto de creditarmos o ocorrido no Haiti unicamente à "macumba", julgando essa macumba poderosa demais.

No entanto, não podemos desprezar as consequências que são trazidas pela realidade espiritual daquele país, consequências estas, como por exemplo a miséria em que vivem.
Digo isso, pois a Palavra nos diz que "aquilo que o homem semear, isso também ceifará".

Não estou aqui defendendo Júlio Severo. Não concordei com aquele post! A "macumba" não pode ser mais forte que o nosso Deus. Também discordo da forma como ele se refere aos afro-descendentes.

Sei que todo o ocorrido está debaixo da Soberania de Deus e, creio eu, este fato no Haiti estar mais ligado ao que a profecia nos diz em Mateus 24.7 (o princípio das dores), do que com o vodu. Mas creio também que não podemos ignorar a semeadura que aquele povo fez durante séculos. Assim como Israel sofria as consequências por se desviar dos caminhos de Senhor e ir após deuses, o Haiti pode ter experimentado algo semelhante.

Finalizando, creio que as duas possibilidades, Princípio das dores e colheita estão intimamente ligadas.

Igor Miguel disse...

Fala primo!

Obrigado por sua opinião.

Sua opinião não se aproxima tanto do Júlio Severo, mas bastante dos amigos de Jó, precisamente a crítica que faço neste texto. Uma tentativa de racionalização teológica das causas de um desastre como esse. Não temos condições de compreender as causa imediatas, só podemos compreender a causa última: a soberana vontade de Deus - como vc também destacou em seu texto. As causas imediatas, podem ser várias, as quais não acho que deveríamos especular, pois cairemos no "julgamento". Não sei se estes fenômenos são os "princípios das dores", podem ser, e se forem, talvez saibamos, devemos olhar com atenção, mas jamais "afirmar" ou "especular". Não agora, e sinceramente, não sei quando poderemos fazer isso de novo, entende? Eu sei que somos tentados a darmos explicações, as pessoas pedem isso, para pessoas como nós que orientamos e aconselhamos pessoas, isto é difícil. Mas, sinceramente, opto pelo caminho da modesta, de uma postura humilde diante de um Deus amoroso, cuja justiça (numa percepção macro), não é em nada incompatível com seu amor. De qualquer forma sua opinião divergente, neste aspecto, do meu texto, é muito preciosa. Continue contribuindo por aqui.

Um abraço!
Saudades...

Ana Laura disse...

Oi Igor!

Acredito que essas "argumentações" só servem para afastar as pessoas.
Esse simplismo reduz o nosso D'US a uma pequenês ridícula, quando seu tamanho é imensurável!
Interessante você usar os deuses gregos no seu exemplo, pois muitas vezes tenho a impressão de que nosso D'US é reduzido
a exatamente isso.
Apresentam um ser que como os deuses gregos,tem um caráter questionável,e está até propenso a apresentar atitudes mesquinhas como as de Zeus.
Subverteram o verdadeiro conceito de temor, e o transformaram em uma condição deturpada para receber "favores" do ETERNO.
Perdoe-me se fui longe demais,e sinta-se livre para corrigir-me.
Mas,a apresentação de um deus que age por estímulos, é um desrespeito primeiro a ELE e depois a quem crê e busca o D'US verdadeiro, soberano e ÚNICO.

Obrigada por se expressar com tanta clareza!

abçs,

AL

@igorpensar disse...

Ana Laura,

Que bom! Que bom que a oração de Ana mãe de Samuel, tornou-se a oração de Ana mãe de Ester.

Abraços,
Igor

( Fábio Matoso ) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
( Fábio Matoso ) disse...

Bem, sabemos q Deus é soberano, porém, estas calamidades não são de sua vontade, ou seja, não foi permissão de Deus! O Deus Bíblico, o Abba de Jesus de Nazaré nunca cometeria uma atrocidade destas.(Aqui entra o famoso paradoxo cristão - "se Deus é todo-poderoso e está no controle de tudo pq permite tais calamidades?")

Nós não podemos saber muito sobre Deus [seus pensamentos], MAS sabemos muito o que Deus não é!
E uma coisa eu tenho absoluta certeza; DEUS É AMOR - e esta é a maior e melhor definição para DEUS.


Abçs/Paz

Anônimo disse...

Il semble que vous soyez un expert dans ce domaine, vos remarques sont tres interessantes, merci.

- Daniel

@igorpensar disse...

J'ai pas un expert sur le sujet, tout analyser le monde à partir d'un biais de Christian.

Igor Miguel (Brazil)