Mostrando postagens com marcador lei e graça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lei e graça. Mostrar todas as postagens
Torah: citação de um pastor
Citação de um pastor reformado sobre a Lei:
"A graça não aboliu a lei nem dissolveu a criação. Mesmo após o princípio de nova criação em Cristo [...] Da mesma forma que a vida tem diversas cores, o cosmo criado tem diversas leis. Juntas, elas compõem a boa, perfeita e agradável vontade de Deus, a sua Torah, a sabedoria por meio da qual ele criou o mundo."*
Autor: Pr. Guilherme de Carvalho.
Autor: Pr. Guilherme de Carvalho.
Fiquei muito emocionado quando li isto pela primeira vez. Na ocasião quebraram-se meus preconceitos a respeito de um cristianismo que separava lei e graça. Aí encontrei finalmente, uma tradição dentro da fé cristã histórica que havia superado a heresia marcionista, e a insistente separação entre um Deus que cria e também redime. Sem legalismo e sem libertinagem.
Louvado seja o Senhor Jesus Cristo: Salvador, Legislador e Criador.
___________
* No livro Fé Cristã e Cultura - Ed. Ultimato.
Louvado seja o Senhor Jesus Cristo: Salvador, Legislador e Criador.
___________
Realmente Pentecostal
Por Igor Miguel
Não sou pentecostal, no sentido de que minha espiritualidade se resume à "experiência pentecostal", apesar de que a própria experiência dos apóstolos em pentecostes tinha outra conotação.
Os discípulos estavam reunidos no dia conhecido como festa das semanas (hb. shavuôt), uma referência a festa das primícias de trigo celebrada 7 semanas (49) após a celebração das primícias (hb. bikurim) de cevada (celebrada logo após a pascoa), além de ser uma celebração de conotação agrícola, era uma festa de gratidão e rememoração da dádiva da lei (hb. Torá) no Monte Sinai.
Pentecostes era uma celebração de peregrinação (Dt 16:16) o que significa que as famílias judias eram convocadas a comparecerem em Jerusalém para celebrá-la.
A grande pergunta é: por que o Espírito Santo foi derramado justamente no dia de pentecostes? A resposta está justamente na relação entre o Espírito Santo e a Dádiva da Lei.
O profeta Jeremias (31:31 e seg.) já houvera predito dias em que o Senhor (YHVH) firmaria uma Nova Aliança com a Casa de Israel e com a Casa de Judá. Dias que Ele inscreveria e imprimiria a Torá na mente e nos corações. De fato, quando Paulo assevera que seu ministério é do Espírito e não da Letra (II Co 3:6 e seg.), não despreza a lei (a Palavra/Torá) da Nova Aliança, mas admite, que ela é reabilitada e opera de forma distinta naqueles que estão sob a graça de Cristo. Nestes termos, João Calvino observa de forma brilhante:
O que ocorreu em pentecostes, foi uma "segunda" dádiva da "Torah" (lei ou instrução divina). Naquele dia, os preceitos de Deus foram inscritos nos corações dos santos, tornando-os em "testemunhas" (At 1:8). Outrora o que anunciava a vontade de Deus eram as "tábuas do testemunho" (Ex 31:18), tábuas de pedra. Agora, a partir de pentecostes, os santos testemunham a verdade de Deus, pelo Espírito Santo, em corações de carne [regenerados] e não mais de pedra (Ez 36). Afinal, o próprio verbo de Deus, Jesus Cristo, é inscrito em união misteriosa com os santos por meio da adoção, pelo Espírito Santo.
Neste sentido, os santos não andam [comportam-se] mais segundo a carne, mas segundo o Espírito (Rm 8), pois o pecado, a única barreira entre o homem e a lei, fora desfeito em sua carne, "a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito." (Rm 8:4).
Conclui-se que ser pentecostal, significa admitir a atuação do Espírito Santo em condicionar o homem a uma obediência voluntária e operosa, em permanente convite aos preceitos do Senhor, desfazendo a pretensa "autonomia" moderna, entregando-se à Lei da Liberdade (Tg 1:25). Celebrando, assim, a inscrição da lei na mente e nos corações, o que tornou os santos cartas vivas:
"Estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações." (II Co 3:3).
Os discípulos estavam reunidos no dia conhecido como festa das semanas (hb. shavuôt), uma referência a festa das primícias de trigo celebrada 7 semanas (49) após a celebração das primícias (hb. bikurim) de cevada (celebrada logo após a pascoa), além de ser uma celebração de conotação agrícola, era uma festa de gratidão e rememoração da dádiva da lei (hb. Torá) no Monte Sinai.
Pentecostes era uma celebração de peregrinação (Dt 16:16) o que significa que as famílias judias eram convocadas a comparecerem em Jerusalém para celebrá-la.
A grande pergunta é: por que o Espírito Santo foi derramado justamente no dia de pentecostes? A resposta está justamente na relação entre o Espírito Santo e a Dádiva da Lei.
O profeta Jeremias (31:31 e seg.) já houvera predito dias em que o Senhor (YHVH) firmaria uma Nova Aliança com a Casa de Israel e com a Casa de Judá. Dias que Ele inscreveria e imprimiria a Torá na mente e nos corações. De fato, quando Paulo assevera que seu ministério é do Espírito e não da Letra (II Co 3:6 e seg.), não despreza a lei (a Palavra/Torá) da Nova Aliança, mas admite, que ela é reabilitada e opera de forma distinta naqueles que estão sob a graça de Cristo. Nestes termos, João Calvino observa de forma brilhante:
Quando, porém, nos movem acusação, de que nos apegamos demasiadamente à letra que mata, nisto incorrem na pena de desprezarem a Escritura. Ora, salta à vista que Paulo está ali [2Co 3.6] a contender com os falsos apóstolos, os quais, na realidade, insistindo na lei à parte de Cristo, alienavam o povo da graça da nova aliança, na qual o Senhor promete que haverá de gravar sua lei nas entranhas dos fiéis e lhas imprimir no coração [Jr 31.33]. Portanto, morta é a letra, e a lei do Senhor mata a seus leitores, quando não só se divorcia da graça de Cristo, mas ainda, não tangido o coração, apenas soa aos ouvidos. Se ela, porém, mediante o Espírito, é eficazmente impressa nos corações, se a Cristo manifesta, ela é a palavra da vida [Fp 2.16], a converter as almas, a dar sabedoria aos símplices etc. [Sl 19.7]. (Institutas, Livro I, Cap. IX, pgf. 2).Confesso que fiquei muito feliz de ler as impressões de Calvino (no século XVI) e seu cuidado em deixar claro a perenidade da Lei na Nova Aliança, demonstrando que Paulo se opõe a uma observância legalista, desprovida de graça, da Torá (lei) que é santa, justa e boa (Rm 7:12).
O que ocorreu em pentecostes, foi uma "segunda" dádiva da "Torah" (lei ou instrução divina). Naquele dia, os preceitos de Deus foram inscritos nos corações dos santos, tornando-os em "testemunhas" (At 1:8). Outrora o que anunciava a vontade de Deus eram as "tábuas do testemunho" (Ex 31:18), tábuas de pedra. Agora, a partir de pentecostes, os santos testemunham a verdade de Deus, pelo Espírito Santo, em corações de carne [regenerados] e não mais de pedra (Ez 36). Afinal, o próprio verbo de Deus, Jesus Cristo, é inscrito em união misteriosa com os santos por meio da adoção, pelo Espírito Santo.
Neste sentido, os santos não andam [comportam-se] mais segundo a carne, mas segundo o Espírito (Rm 8), pois o pecado, a única barreira entre o homem e a lei, fora desfeito em sua carne, "a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito." (Rm 8:4).
Conclui-se que ser pentecostal, significa admitir a atuação do Espírito Santo em condicionar o homem a uma obediência voluntária e operosa, em permanente convite aos preceitos do Senhor, desfazendo a pretensa "autonomia" moderna, entregando-se à Lei da Liberdade (Tg 1:25). Celebrando, assim, a inscrição da lei na mente e nos corações, o que tornou os santos cartas vivas:
"Estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações." (II Co 3:3).
Calvino e a Lei
AS INSTITUAS DE JOÃO CALVINO - LIVRO II - CAPÍTULO VII - PARÁGRAFO 14: "A LEI ESTÁ CANCELADA NO TOCANTE À MALDIÇÃO, NÃO A SEU MAGISTÉRIO".
"Portanto, visto que agora a lei tem em relação aos fiéis o poder de exortação, não aquele poder que ate suas consciências na maldição, mas aquele que, com instar repetidamente, lhes sacode a indolência e lhes espicaça a imperfeição, enquanto querem significar sua libertação da maldição, muitos dizem que a lei (continuo falando da Lei Moral) foi suprimida aos fiéis, não significando que não mais lhes ordene o que é reto, mas somente que não mais lhes é o que lhes era antes, isto é, que não mais lhes condena e destrói a consciência, aterrando-as e confundindo-as.
E, sem dúvida, Paulo não ensina obscuramente esse cancelamento da lei. Que esse cancelamento foi também pregado pelo Senhor, disso se evidencia o fato de que ele não refutou aquela opinião de que a lei teria sido abolida por ele, a não ser que essa idéia viesse a prevalecer entre os judeus. Como, porém, não poderia ela emergir ao acaso, sem qualquer pretexto, crê-se que ela se originou de uma falsa. Primeira edição: “Pelo que, isto não refiramos a uma era única: que Davi faz permanente na meditação da Lei a vida do homem justo ...” interpretação de sua doutrina, exatamente como quase todos os erros costumeiramente se arrimam na verdade. Nós, porém, para que não tropecemos na mesma pedra, distingamos acuradamente o que foi cancelado na lei e o que permanece firme até agora.
Quando o Senhor testifica que não viera para abolir a lei, mas para cumpri-la, até que se passem o céu e a terra não deixaria fora da lei um til sem que tudo se cumpra [Mt 5.17, 18], confirma ele sobejamente que, por sua vinda, nada seria detraído da observância da lei. E com razão, uma vez que ele veio antes para este fim, a saber, para que lhe remediasse às transgressões. Por parte de Cristo, portanto, permanece inviolável o ensino da lei, a qual, instruindo, exortando, reprovando, corrigindo, nos plasma e prepara para toda obra boa."
(grifo meu)
Espiritualidade e Dinheiro
Por Igor Miguel
Em um mundo em que o poder financeiro é um ídolo, para uma pessoa que queira manter sua espiritualidade integrada com seu estilo de vida, é fundamental fazer uso de alguns princípios. Diferente do que muitos podem imaginar, não vou escrever sobre 10 passos para ficar milionário, 7 princípios para acumular tesouros ou 666 dólares para virar uma besta quadrada. O que proponho neste breve post é expor alguns princípios éticos, que pessoalmente adoto, para lidar com a dimensão financeira da vida sem tornar o "dinheiro" e o "consumo" ídolos.
Antes de tudo, digo princípios, pois diferente do que comumente ouve-se, o salvo procura uma vida de justiça, não para se justificar, pois a justificação dá-se pelos vínculos de fé com Cristo, e a salvação é exclusivamente por graça. Neste sentido, a teologia reformada é muito elucidativa.
Porém, o salvo continua no mundo e em constante conflito com os ídolos de seu tempo, sendo assim, a experiência da salvação traduz-se em missão ou na linguagem paulino-reformada, vocação.
A ideia de vocação tem raízes no "chamamento" de Israel, a teologia de Paulo é derivada de uma tradição anterior. A presença de uma nação livre da escravidão (Egito), envolveria algum tipo missão. A libertação não é só "de", mas principalmente "para". Este "para" fala de um "fim", de um "propósito", ou em grego um "télos".
A salvação é pela graça, mas a atuação do salvo, seu papel vocacional, envolve tornar-se "servo da justiça" (Rm 6), o que significa que a atuação do vocacionado pode ser iluminada pela lei, daí o conceito de teonomia* tão propalado por teólogos reformados, que pode ser definido como:
Então quais princípios "teonômicos" podem ser aplicados na relação do salvo com o dinheiro?
Segue uma sugestão, são princípios que me orientam neste sentido:
1) O dinheiro não pode se tornar um ídolo, Mamom não pode ter primazia sobre Cristo;
2) O dinheiro é meio e não fim;
3) O dinheiro deve prestar um serviço à vida humana e não um de-serviço, o que significa que brigas, discórdias, avareza e outros, não podem existir na vida de um cristão, se isso acontecer, o dinheiro é um ídolo a ser quebrado;
4) Imagine-se sem dinheiro, imagine-se lesado, se isto lhe causa algum desespero, ou passa pela cabeça abandonar a Deus por causa disso, o dinheiro é um ídolo, quebre-o;
5) Não é o dinheiro que te sustenta, mas Deus. Ele o fará como quiser, com dinheiro, com maná, com trabalho, como ele quiser.
6) Meu sustento não vem do meu trabalho, vem de Deus, que pode usar o trabalho para este fim;
7) Trabalhe porque é mandamento trabalhar, o trabalho é um culto, sendo assim o faça com diligência, criatividade e dedicação, o que vem não é resultado do trabalho, mas é graça de Deus. É mandamento "seis dias trabalharás"!
8) Não lide com o dinheiro como proprietário, mas como "gestor", "administrador", faça uso inteligente, mas lembre-se que a relação de "posse" é idólatra, o princípio bíblico é de "hospitalidade", tudo que desfrutamos de Deus é por "graça", a graça do anfitrião;
9) Não se encante com os produtos na vitrine, use roupas simples, compre um carro popular, ande de bicicleta, compre uma casa simples. Crie um equilíbrio entre "dignidade" e "modéstia". É possível viver uma vida de qualidade, com um bom café da manhã, sem ter o melhor carro, a melhor casa, etc. Economize!
10) Doe, seja generoso, doe sem limites. Dê o quanto o Senhor o mover para isso.
Esses são princípios que procuro viver, que regulam meu comportamento e minha forma de ver o mundo e as riquezas. Há outros princípios secundários, mas sem dúvida, se você elaborar uma lista de princípios você será iluminado com a "lei da liberdade" e não com a "autonomia" vendida pelo ocidente. Somente o salvo em Cristo pode desfrutar da liberdade da lei. Esses princípios poderiam ser recheados de referências bíblicas, mas nascem de um ethos judaico-cristão, de uma cosmovisão fundamentalmente monoteísta.
_____________
* Teonomia: Do grego theos (Deus) + nomos (lei).
** Geesink, William (1931) (in Dutch). Gereformeerde ethiek. Kampen. p. (pages unknown).
Em um mundo em que o poder financeiro é um ídolo, para uma pessoa que queira manter sua espiritualidade integrada com seu estilo de vida, é fundamental fazer uso de alguns princípios. Diferente do que muitos podem imaginar, não vou escrever sobre 10 passos para ficar milionário, 7 princípios para acumular tesouros ou 666 dólares para virar uma besta quadrada. O que proponho neste breve post é expor alguns princípios éticos, que pessoalmente adoto, para lidar com a dimensão financeira da vida sem tornar o "dinheiro" e o "consumo" ídolos.Antes de tudo, digo princípios, pois diferente do que comumente ouve-se, o salvo procura uma vida de justiça, não para se justificar, pois a justificação dá-se pelos vínculos de fé com Cristo, e a salvação é exclusivamente por graça. Neste sentido, a teologia reformada é muito elucidativa.
Porém, o salvo continua no mundo e em constante conflito com os ídolos de seu tempo, sendo assim, a experiência da salvação traduz-se em missão ou na linguagem paulino-reformada, vocação.
A ideia de vocação tem raízes no "chamamento" de Israel, a teologia de Paulo é derivada de uma tradição anterior. A presença de uma nação livre da escravidão (Egito), envolveria algum tipo missão. A libertação não é só "de", mas principalmente "para". Este "para" fala de um "fim", de um "propósito", ou em grego um "télos".
A salvação é pela graça, mas a atuação do salvo, seu papel vocacional, envolve tornar-se "servo da justiça" (Rm 6), o que significa que a atuação do vocacionado pode ser iluminada pela lei, daí o conceito de teonomia* tão propalado por teólogos reformados, que pode ser definido como:
[...] Teonomia é a legislação inspirada por Deus, estabelecida em sua soberana lei da criação... A peculiaridade do Calvinismo é a ideia de que Deus é Senhor e o legislador de todos os homens. Esta ideia pode ser encontrada em Calvino, em sua percepção da vida cristã, quando disse: "nós somos propriedades de Deus, e não somos proprietários de nós mesmo", e "deixe a Sua vontade, então, ser a influência fundamental sobre todos os nossos atos"[...]**O homem precisa abordar as coisas e o seres da criação segundo princípios da soberania de Deus. Uma relação desorientada, pode conduzi-lo a uma experiência de "apropriação" que é idólatra. A lei regula a relação do salvo com o mundo criado, ela evita o ascetismo, que priva o homem dos desafios das bençãos do mundo criado, mas também, o protege de um apego idólatra. A lei deixa claro, quem é criatura, criação e quem é o Criador. Este é um princípio ético do calvinismo muito próximo da abordagem dos judeus chassídicos da Europa no século XVII.
Então quais princípios "teonômicos" podem ser aplicados na relação do salvo com o dinheiro?
Segue uma sugestão, são princípios que me orientam neste sentido:
1) O dinheiro não pode se tornar um ídolo, Mamom não pode ter primazia sobre Cristo;
2) O dinheiro é meio e não fim;
3) O dinheiro deve prestar um serviço à vida humana e não um de-serviço, o que significa que brigas, discórdias, avareza e outros, não podem existir na vida de um cristão, se isso acontecer, o dinheiro é um ídolo a ser quebrado;
4) Imagine-se sem dinheiro, imagine-se lesado, se isto lhe causa algum desespero, ou passa pela cabeça abandonar a Deus por causa disso, o dinheiro é um ídolo, quebre-o;
5) Não é o dinheiro que te sustenta, mas Deus. Ele o fará como quiser, com dinheiro, com maná, com trabalho, como ele quiser.
6) Meu sustento não vem do meu trabalho, vem de Deus, que pode usar o trabalho para este fim;
7) Trabalhe porque é mandamento trabalhar, o trabalho é um culto, sendo assim o faça com diligência, criatividade e dedicação, o que vem não é resultado do trabalho, mas é graça de Deus. É mandamento "seis dias trabalharás"!
8) Não lide com o dinheiro como proprietário, mas como "gestor", "administrador", faça uso inteligente, mas lembre-se que a relação de "posse" é idólatra, o princípio bíblico é de "hospitalidade", tudo que desfrutamos de Deus é por "graça", a graça do anfitrião;
9) Não se encante com os produtos na vitrine, use roupas simples, compre um carro popular, ande de bicicleta, compre uma casa simples. Crie um equilíbrio entre "dignidade" e "modéstia". É possível viver uma vida de qualidade, com um bom café da manhã, sem ter o melhor carro, a melhor casa, etc. Economize!
10) Doe, seja generoso, doe sem limites. Dê o quanto o Senhor o mover para isso.
Esses são princípios que procuro viver, que regulam meu comportamento e minha forma de ver o mundo e as riquezas. Há outros princípios secundários, mas sem dúvida, se você elaborar uma lista de princípios você será iluminado com a "lei da liberdade" e não com a "autonomia" vendida pelo ocidente. Somente o salvo em Cristo pode desfrutar da liberdade da lei. Esses princípios poderiam ser recheados de referências bíblicas, mas nascem de um ethos judaico-cristão, de uma cosmovisão fundamentalmente monoteísta.
_____________
* Teonomia: Do grego theos (Deus) + nomos (lei).
** Geesink, William (1931) (in Dutch). Gereformeerde ethiek. Kampen. p. (pages unknown).
Assinar:
Postagens (Atom)
