28 de mar de 2012 | By: @igorpensar

Restauração? O que é isto?


Por Igor Miguel

A proposta deste texto é explicar o uso bíblico do termo “restauração”, afinal, ele vem sendo usado de forma indiscriminada e irresponsável, o que acaba comprometendo seu sentido bíblico e original.  Sem mencionar que diversas "seitas" e "denominações" emergem da distorção deste conceito.

Começaremos este texto fazendo a seguinte afirmação: 

Biblicamente, o termo “restauração” não tem nenhuma relação com:

  • restaurar a Igreja como ela era no I século;
  • restaurar a Igreja apostólica ou primitiva;
  • restaurar as raízes bíblicas ou judaicas (hebraicas) do cristianismo;
  • avivar a Igreja; 
  • conduzir a Igreja a sua condição original;
  • voltar para a Igreja de Atos;
  • deixar “Roma” e voltar para “Jerusalém”;
  • o cristianismo abandonar o paganismo;
  • “voltar ao primeiro amor”.

Comumente, a palavra “restauração” se conecta a ideia de “restauração da Igreja”, alega-se que este seria um “chamado bíblico” ou “profético” o que é um equívoco, que pode ser constatado simplesmente analisando a principal ocorrência do termo na Bíblia:
Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados,  a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus,  ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade. (Atos 3:19-21).
No Brasil o termo “restauração” é comumente contraposto à “reforma”, valendo-se quase de forma infantil da analogia da “construção”, alegando-se que “restaurar” é melhor que “reformar”, pois um “traz a coisa ao original” e a outra dá “outra forma”.  Claro que a fraqueza deste argumento faz muito sentido para mentes ingênuas, mas precisamente por isto dispensa maiores refutações.

A questão é que há uma apropriação indevida de um termo que nada tem a ver com “restaurar a Igreja”, mas com a “restauração de todas as coisas”, ou seja, Pedro anuncia uma mensagem contida nos vários textos proféticos do Antigo Testamento, em que Deus promete “renovar” e “restaurar” sua criação, dignificando-a.   

O texto de Pedro não tem qualquer implicação eclesiológica, em outras palavras, “restauração” no texto de Pedro não envolve a “restauração” ou o "retorno" da Igreja à sua “originalidade” ou “primitividade”, como se supõe.  Pedro não anuncia a “restauração da Igreja”, o que seria uma contradição histórica, afinal, o apóstolo fala de dentro da primeira comunidade messiânica, ou seja, que tinha Cristo como centro, logo cristã.  Não havia o que “restaurar” em termos de Igreja na mensagem de Pedro, pois ele é a Igreja primitiva, ou do I século.

Como dito, o termo “restauração” vem sendo deturpado e descontextualizado de seu sentido original.  A palavra grega aí traduzida por “restauração” é apokatastaseos [αποκαταστασεως], que além deste sentido, evoca algumas possibilidades tradutórias, como será demonstrado a seguir.   

O uso do radical grego apokatastasis é usado na Bíblia (Novo Testamento Grego e na Septuaginta – Antigo Testamento Grego) com os seguintes sentidos:
A “cura” ou “restauração” da pele de Moisés quando do sinal, em que Deus lhe feriu com lepra e imediatamente ficou curado (Ex 4:7).   Nos profetas aparece associado à restauração dos exilados de Israel, o retorno à terra, a restituição dos territórios e o restabelecimento da justiça (Jr 16:15; Os 11:11; Am 5:15).  Já no Novo Testamento, o verbo “restaurar” ocorre nas palavras de Jesus associando o ministério de João Batista ao de Elias como aquele que primeiro vem para “restaurar todas as coisas”  (Mc 9:12).  E finalmente, no monte das oliveiras, os discípulos perguntam, às vésperas da ascensão de Jesus, se  naquele momento ele “restauraria” o Reino a Israel (At 1:6).
Se reunidas as poucas ocorrências do termo, como substantivo ou verbo, na maioria dos casos ele aparece associado à “restauração” da nação de Israel ou da retomada da ordem na criação.  Pedro evoca esta expectativa judaica, derivada de outros textos dos profetas, onde  o termo "restauração" não aparece diretamente citado, mas o tema é diretamente tratado.

Ao menos, pelo contexto de Atos 3:19-21 Pedro conecta sua ideia de “restauração” ao que fora “dito pela boca dos profetas”.  Ao ouvido de seus ouvintes judeus, a conexão do termo “restauração” com “retorno do exílio” e “restauração da criação” seria inevitável.  

Enfim, o uso do termo “restauração” como se fosse uma expressão bíblica associada à restauração da Igreja a seu formato original é puramente especulativa ou uma apropriação desonesta.   "Restauração" biblicamente envolve a “renovação da criação” e a “restauração das promessas abraâmicas” dirigidas ao retorno dos filhos de Israel do exílio.  

Movimentos “restauracionistas” em geral, desde seus primórdios no movimento de Thomas Campbell (1763-1854) que deu origem a várias seitas e denominações “primitivistas”, até aos atuais movimentos restauracionistas, como “Igreja Local”, “Igreja de Cristo” (Church of Christ), “Israelitas da Nova Aliança”, “Igreja de Deus”, “Testemunhas de Jeová”, movimentos apostólicos e o “Ministério Internacional da Restauração” do pseudo-apóstolo René Terra Nova, as doutrinas da "apóstola" Valnice Milhomens e os menos expressivos, como o “Ensinando de Sião” e similares, valem-se desta apropriação desonesta do termo “restauração”, dirigindo-o à Igreja, como se este fosse um “mandato profético”.   Sem mencionar obras como “Cristianismo Pagão” de Frank Viola e similares, que retomam a velha falácia primitivista.

Não há qualquer texto no Novo Testamento que afirme que deveríamos permanecer ou retornar à “Igreja Primitiva” ou do “I Século”.  Simplesmente as orientações apostólicas orbitam em geral ao redor de permanecer em Cristo, na graça, na fé, na Palavra, no amor, nas boas obras (ações de graça) e no Espírito Santo.  Pois estes são princípios atemporais e universais, não sendo uma exclusividade da comunidade cristã do I século, ao contrário, são virtudes universalmente encontradas em verdadeiros cristãos em diversos lugares do mundo.  Estes elementos “universais” da fé cristã podem ser encontrados em forma de credos, como aquele conhecido como “Credo Apostólico” (~ II séc. d.C.), que seria um resumo da fé cristã:

1. Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra;
2. e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
3. que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da virgem Maria;
4. padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado;
5. desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia;
6. subiu aos Céus; está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso,
7. de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
8. Creio no Espírito Santo,
9. na Santa Igreja Católica (Igreja Universal), na comunhão dos Santos,
10. na remissão dos pecados,
11. na ressurreição da carne,
12. na vida eterna.
 Amém.

A questão não é se inspirar no que os discípulos fizeram na Igreja Primitiva, simplesmente por ser ela “primitiva”, mas por ser ela “Igreja”, em sua expressividade apostólica e cristocêntrica.  Expressividade encontrada não só no I século, mas em comunidades cristãs entre os II-VI séculos, na igreja medieval, durante a reforma no século XVI e ao longo dos avivamentos do século XVIII e XIX.    

O problema de restauracionistas e primitivistas é que criam, cada um, sua versão “pessoal” e “subjetiva” de “igreja primitiva” ou do “I século”.  Algumas até se apropriam de expressões litúrgicas judaicas medievais e tardias, batizando-as como se fossem do “I século” e todos embarcam ingenuamente.  Todo tipo de esquisitices emergem de tais práticas, como poderia ser constatado em casos extremos em países da América Latina.

Por analogia, pode-se dizer que a proposta de Cristo nunca foi que a Igreja permanecesse na condição de “semente” ou “broto”, mas que crescesse e tornasse uma grande árvore, sendo enriquecida com a “glória das nações”, mas sempre se renovando internamente (reforma) tendo em vista retomar a doutrina apostólica e os valores universais da fé.

Por outro lado, claro que a reforma não deu todas as respostas.  Glória a Deus por não ter confiado todos os tesouros da fé apenas a uma confissão cristã.  Coerente e honesto seria se localizar  comunitariamente a uma confissão de fé, sem cair no denominacionalismo, considerando a catolicidade (a fé universal e comum de todos os cristão) da Igreja. 

Não se duvida que os tesouros do Reino estão por aí na visão sacramental anglicana, na dedicação metodista, no fervor carismático-pentecostal e na doutrina da salvação reformada.  Quanto a exaltar a primeira Igreja, reafirmo, o faça por ser Igreja, mas não por ser a primeira. Que seja celebrada por ser primícias, mas não por ser o propósito último da Igreja, pois sua vocação é tornar-se maior e mais complexa ao longo do tempo.

Obviamente, a Igreja Primitiva precisa ser imitada e admirada não porque simplesmente é “primitiva”, mas porque é “Igreja”, o que torna a(s) Igreja(s) em outros tempos e lugares igualmente digna(s) de admiração.   A questão não é apenas imitar o que os apóstolos viveram naquela época, mas pensar como viveriam ante os desafios do presente tempo.  E penso, que neste aspecto, se precisa da Bíblia como ela é, mas lida comunitariamente, junto com a Igreja de Cristo que está além do tempo e do espaço.  Assim, evita-se o subjetivismo teológico travestido de primitivismo, típico de todas as seitas, em todos os tempos.

Logo, que Deus toque corações em crise e os livre da rebeldia de se opor à vocação da Igreja, afinal, como foi dito: 

“Tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia  e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados,  e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel.” (Hb 12:22-24)

Soli Deo Gloria
21 de mar de 2012 | By: @igorpensar

Apadrinhe!


Um dos projetos sociais que trabalhamos com educação cognitiva é o Projeto Reconstruir.  Seu objetivo principal é atuar na sócio-educação de crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social da Vila Leonina perto da Av. Raja Gabáglia em Belo Horizonte.

Trabalho há um ano e meio com crianças neste projeto e sei da seriedade e da qualidade do atendimento destes meninos por parte de toda equipe de voluntários e coordenadores.  Uma forma de mantê-lo funcionando é contribuindo por meio de apadrinhamento.  

Eu te encorajo a conhecer e a investir neste significativo e relevante projeto social.

Para maiores informações: http://projetoreconstruir.org


16 de mar de 2012 | By: @igorpensar

Confesso!

A afirmação de uma determinada confissão de fé, não é maior que a fé que a sustenta. Coerência teológica, pra muita gente, é apenas uma questão de coerência lógico-racional, penso que teologia integra-se a minha existência. É o que me move e orienta meu engajamento nas periferias, na educação, na vida comunitária e no meu casamento. Por isso, não adoto outras confissões, que mesmo ditas cristãs, não fornecem os pressupostos apropriados para as exigências da minha existência. Preciso de um Cristo absolutamente soberano.

Igor Miguel
13 de mar de 2012 | By: @igorpensar

W.L. Craig: o cristão e a cultura

William Lane Craig brinda-nos com uma reflexão fundamental sobre a necessidade de cristãos engajados na cultura.  Um espetáculo de palestra, altamente indicado para todos os leitores do blog Pensar... 

Parte 1/5
Parte 2/5

Parte 3/5

Parte 4/5

Parte 5/5

8o. Congresso Vida Nova (Ao Vivo)

Pessoal,

O Oitavo Congresso Vida Nova 2012 está acontecendo e está sendo transmitido pela web.  Clique aqui para acessar a transmissão ao vivo.  Abaixo, segue a programação completa.  Este ano, o apologeta William Lane Craig, os teólogos Guilherme de Carvalho, Jonas Madureira e Augustus Nicodemus.  Louvor com Stênio Marcius e devocional com Russel Shedd. 


8 de mar de 2012 | By: @igorpensar

VI Simpósio Estudos Judaicos 2012


VI Simpósio Nacional de Estudos Judaicos 2012

O Centro de Estudos Judaicos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (CEJ/FFLCH/USP) informa:

Chamada de Trabalhos e Formulário de Inscrição

VI Simpósio Nacional da Área de Estudos Judaicos do Programa de Pós-Graduação em Estudos Judaicos e Árabes - 19 a 21 de Junho de 2012

APRESENTAÇÃO

O Departamento de Letras Orientais (DLO) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo procura, através da realização do VI Simpósio Nacional da Área de Estudos Judaicos do Programa de Pós-Graduação em Estudos Judaicos e Árabes, dar visibilidade às atividades de pesquisa dos pós – graduandos, propiciando a troca de experiências de pesquisa entre Mestrandos e Doutorandos e de áreas afins, para que possam discutir diversas abordagens teóricas e metodológicas concernentes a Língua Hebraica, a Cultura e Literatura Judaicas.

Os pesquisadores-expositores terão a oportunidade de apresentar, em mesas temáticas, o estado atual de seus trabalhos e de ouvir colegas, orientadores e professores convidados, em um diálogo produtivo entre indivíduos que transitam pela mesma área de conhecimento.

OBJETIVOS

Com o VI Simpósio Nacional de Estudos Judaicos propomos um diálogo, uma troca de exercício de experimentação com áreas afins a Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas, propiciando intercâmbio entre pesquisadores/alunos Mestrandos e Doutorandos em nível nacional.

Destacamos como nossos objetivos:

1. Realizar o debate acadêmico sobre a pesquisa discente.
2. Atualizar as questões que envolvem os objetos de pesquisa dos docentes e discentes.
3. Contribuir para estimular o diálogo entre os alunos Mestrandos e Doutorandos, e desses alunos com especialistas internos e externos ao Departamento de Letras Orientais.
4. Dar visibilidade à produção discente.

JUSTIFICATIVA

O VI Simpósio Nacional de Estudos Judaicos é importante na medida em que fomenta o debate acadêmico, a partir de discussões, contribuições e orientações, possibilitando o aperfeiçoamento na formação, na pesquisa e na atividade de ensino dos discentes. Por isso, considera-se o VI Simpósio Nacional de Estudos Judaicos como uma prática acadêmica que procura dar visibilidade a produção das pesquisas do Departamento de Letras Orientais da FFLCH – USP. Nesse sentido, esse evento contribui significativamente para disseminar, socializar e compartilhar com outras Universidades do país as pesquisas realizadas na Universidade de São Paulo.

COMUNICAÇÕES

As comunicações versarão sobre temas de livre escolha de seus autores, com a ressalva de que deverão estar vinculados ao contexto das áreas concernentes aos estudos judaicos, a saber: língua, literatura, cultura, história, filosofia e áreas afins. Este critério será observado como condição necessária para a aceitação do trabalho.

CRONOGRAMA

20/02/2012

Chamada de trabalhos e abertura de inscrições.

30/04/2012

Prazo máximo para envio de ficha de inscrição e resumo da apresentação, preenchendo o formulário abaixo.

30/05/2012

Prazo máximo para envio do texto integral para publicação na Revista Vértices - página de submissões online:


(Aqueles que ainda não possuem login e senha de acesso, serão redirecionados para a página de cadastro, e deverão se cadastrar como autores para submissão de textos. Aqueles que preferirem, podem enviar o trabalho para o email do simpósio: simposiojudaica@gmail.com).

19 a 21/06/2012

Simpósio

LOCAL

FFLCH - Prédio de Ciências Sociais - Salas 8 e 14 – Térreo

Avenida Professor Luciano Gualberto nº 315
Cidade Universitária, São Paulo-SP / CEP: 05508-900
E-mail: simposiojudaica@gmail.com / Fone: (11)3813-6528

PUBLICAÇÃO

Os artigos apresentados comporão o CD de Anais do VI Simpósio Nacional de Estudos Judaicos e também os Números 12 e 13 da Revista Vértices, Revista dos Pós-Graduandos da Área de Estudos Judaicos do Programa de Pós-Graduação em Estudos Judaicos e Árabes do Departamento de Letras Orientais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

As normas para publicação encontram-se no site da Revista Vértices, em Diretrizes para Autores, no endereço:http://revistas.fflch.usp.br/index.php/vertices/about/submissions#authorGuidelines.

Os artigos submetidos estarão sujeitos à aprovação da comissão editorial da referida revista.



6 de mar de 2012 | By: @igorpensar

Bonhoeffer e a Heresia

Há uma relativa tolerância a pequenas "gafes" teológicas, estamos em um processo de aprendizagem teológica.  Existem questões doutrinárias importantes, mas que não são centrais.  Agora, existem doutrinas caras à fé cristã e que são inegociáveis, como a Trindade, a centralidade de Cristo e do evangelho.  Estes pontos não são periféricos, e qualquer oposição a eles deve ser tratado pastoralmente e biblicamente.  O grande teólogo luterano e mártir cristão, que se opôs ao nazismo e protegeu judeus, Dietrich Bonhoeffer, nos brinda com uma breve reflexão sob o tratamento apostólico dado à heresia.  Não dá para ser politicamente corrento quando o que está em jogo é o núcleo identitário do cristianismo: Jesus Cristo
"Por doutrina falsa se deteriora a fonte da vida da igreja e da disciplina eclesiástica. Por isso, pesa mais o pecado contra a doutrina que o pecado contra a disciplina cristã. Quem rouba da igreja o Evangelho merece condenação irrestrita; quem, porém, peca em sua conduta, para esse existe o Evangelho. Disciplina doutrinária refere-se, em primeiro lugar, aos ministros encarregados de ensinar o Evangelho na igreja. (...) É dever do ministro propagar, na igreja, a reta doutrina e combater qualquer perversão. Onde se instalam heresias evidentes, o ministro ordenará que "não ensinem outra doutrina" (1Tm 1.3), pois ele é portador do ministério da doutrina e tem direito de ordenar. Além disso, deverá evitar contendas de palavras (2Tm 2.14). Se for comprovada a heresia, admoeste-se o herege primeira e segunda vez; se não ouvir, rompa-se a comunhão com ele (Tt 3.10; 1Tm 6.4s.), pois ele seduz a igreja (2Tm 3.6s.)."  
Dietrich Bonhoeffer, Discipulado, p. 193-194.
Citação destacada e publica pelo filósofo e teólogo Jonas Madureira em rede social.
5 de mar de 2012 | By: @igorpensar

Igreja, Exílio e Redenção (Prezi)

Apresentação da palestra que ministramos no IV Congresso Cristianismo Autêntico sobre o tema "Igreja, Exílio e Redenção".

2 de mar de 2012 | By: @igorpensar

Série Trindade - Parte III



Dando continuidade a Série Trindade (Parte I e II), que nasceu de uma necessidade urgente de expor esta fascinante e fundamental doutrina cristã e demonstrar suas implicações práticas sobre a Igreja de Cristo, compartilho um texto que nos foi brindado pelo Pr. Guilherme de Carvalho.  Este artigo sintetiza o ensino que me vez recuperar a centralidade de Cristo, a legitimidade da Trindade e a coerência da fé cristã e do cristianismo na doutrina que delimita quem é e quem não é cristão.

Compartilho este texto com os leitores deste blog, inserindo-o dentro da referida série, precisamente pela excelente qualidade da explicação e o tratamento dado a necessidade urgente de cristão s retomarem e reafirmarem esta tão cara doutrina preservada por quase dois milênios.


Boa leitura a todos!
Igor Miguel

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