8 de abr de 2011 | By: @igorpensar

Minha religião é o cristianismo

Por Igor Miguel

Sei que os moderninhos de plantão vão gritar. Mas, não estou preocupado. Apenas me preocupo em afirmar que a energia que dedico é mais por Cristo do que por qualquer outra coisa. Entretanto, dedico energia também para defender os que defenderam meu Senhor com suas próprias vidas, energia e capacidade. Defendo não somente Cristo, mas também seus dons, suas dádivas, e naturalmente, sua Igreja.

Tenho ouvido com frequência as pessoas usarem a frase de Ghandi (um não-cristão) de que "querem Cristo" , mas "não o cristianismo", afirmam que não querem uma "religião".

Outra balela que repetimos dos outros sem saber sua origem. Claro que temos uma religião, a vida religiosa é inescapável. Religião é um sistema de vida, uma visão de mundo, afetada por nossas convicções a respeito do que Deus é e do que somos a partir desta crença nEle. Ora, neste sentido, todos temos uma religião.

A questão é que alguns preferem se ligar a uma comunidade histórica, situada no tempo, complexa, mas presente e persistente entre as nações, para se posicionarem religiosamente. Outros, preferem o individualismo iluminista, preferem a afirmação pagã de que se é "dono do próprio nariz", alegando sutilmente, que a religião cristã é apóstata ou pagã, invertendo a alegação. Tenho ouvido isso recorrentemente por aí, infelizmente, tenho ouvido homens como Caio Fábio, Ricardo Gondim e outros, falando coisas do gênero. Tenho ouvido isso de emergentes, pessoas envolvidas em movimentos proféticos e primitivistas. Ora, o problema é que ao afirmarem que não querem nenhum vínculo com o cristianismo, ou com o que os mestres do cristianismo afirmaram, no fundo no fundo, em uma demonstração final e definitiva de arrogância, estão dizendo que preferem seus próprios créditos, do que a credibilidade daqueles que nos antecederam.

Mas, o que é o cristianismo? O pergunta difícil... honestamente, reduzi-lo a seu formato clássico institucional não seria justo. Afinal, o cristianismo transcende os muros do catolicismo romano, coisa que ela mesmo já admite. Não são poucos os teólogos católico romanos que leem teólogos protestantes, reconhecendo-os como parte da grande cristandade.

Mas, uma coisa sabemos que é ser cristão, uma estrutura de comunhão que une todos os cristãos e sempre os uniu na história:

Que nosso Deus é único, é criador de todas as coisas, eternas e temporais. Que este Deus se dirige aos homens para salvá-los. Que esta salvação envolveu a própria revelação de seu amor, por meio da encarnação de seu Filho - Jesus Cristo. Que é Ele mesmo Deus, e é Ele mesmo o rosto do Pai e reflete quem Ele é. Que este Jesus, é a provisão de Deus para o perdido. Que em seu drama de nascimento, ministério, morte, ressurreição, ascensão e retorno, efetua eficazmente os planos de salvação e redenção dos homens e da criação.

O cristianismo em unanimidade crê na atuação presente do Espírito Santo nos discípulos de Cristo, selando-os até o dia do resgate da herança (Ef 1). Que este Espírito guia, consola e inspira os santos, para que vivam a realidade da ressurreição e a realidade de Cristo, mesmo após 2 milênios após sua ressurreição. Sem qualquer evidência concreta, homens de todos os povos, línguas e nações curvam-se à persuasiva ação do Espírito, que convence o homem do pecado, justiça e do juízo.

Todo cristão sabe, que o cristianismo sempre pregou, que por um ato de graça, nos unimos misteriosamente com Jesus e que esta união inaugura uma vida nova, uma vida de fervor, missão, santidade e boas obras que glorificam a Deus. E mais do que isso, esta união nos eleva como criaturas, justificando-nos, suspendo a ira, a cédula da dívida, a condenação.

Isto é cristianismo básico, e se isso é o que o cristianismo pregou e prega, eu sou cristão e minha religião é o cristianismo. Claro que existiram péssimos cristãos, mas o foram não por falta de aviso, pois estava tudo lá. Que idealismo é este? Se na última ceia tinha um discípulo que o traiu (Judas), outro que negou (Pedro) e o amado (João), por que o cristianismo seria diferente? Lugar de joio e de trigo, por isso, digno de minha atenção, minha comunidade.

O falso-cristão não anula o testemunho histórico do que bons cristãos fizeram (e a lista é enorme destes santos) estes eram no final de contas, bons discípulos de Cristo. Assim, negar o cristianismo é negar toda esta estrutura de fé, confissão e paixão que orbita ao redor da suficiência de Jesus Cristo. Afirmar o cristianismo é fazer parte de uma comunidade com uma fé central, basilar, cristocêntrica, mas ainda uma comunidade longe de ser perfeita, ela é inacabada, eclesia casta et meretrix*. Não bate nela não! Como diria o Pr. Isaque pai do meu amigo André Tavares. Não bate nela não, pois é o abrigo, a interface cultural entre o Corpo invisível de Cristo e o presente século.

Sem frescuras: Meu Deus é Jesus Cristo, mas minha religião é o cristianismo.

_______________
*Igreja Santa e Pecadora (prostituta)

28 comentários:

Jorge Fernandes Isah disse...

Igor,

que texto, rapaz!

Também me assusto com aqueles que dizem amar a Cristo, mas odeiam a sua Igreja, pela qual ele morreu. Acham que ela é composta de espíritos flanando faceiros na eternidade, e de que não tem corpo e alma, como Paulo tão bem exemplificou.

Muitos estão tão somente preocupados em fazer parte da igreja invisível, de tal forma que também se fazem invisíveis neste mundo; impossível notar neles os traços do Senhor que dizem servir.

Em outros há apenas as manchas do pecado da arrogância, da incredulidade, da vaidade, da soberba... pois se consideram tão bons que a igreja não lhes serve, o Cristianismo não lhes serve; estão tão cheios de si mesmos que se tornaram em autoidólatras.

Esses, não realizam o bom combate.

Grande e forte abraço!

Cristo o abençoe!

Nuno disse...

A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. Tiago 1:27 - Ah, tomara Deus que eu seja visto como uma pessoa religiosa...

Anônimo disse...

Igor,

Um bom texto. Contudo, o que eu posso perceber é que você é muito hiperbólico. Quando estava no judaismo messianico não equilibrava com o cristianismo e agora que está no neoreformismo, tudo gera em torno do patristicos. Eu creio que ambos os lados têm seus lados positivo e negativo. E que um bom equilibrio entre eles faz a eleita, a Igreja crescer de maneira salutar.

Att


Um leitor

@igorpensar disse...

Olá anônimo, não posso concordar com você. Eu orbito com todos os santos ao redor de Cristo e não redor destes homens. Mas, aprendo com eles, não os defendo mais que Cristo, mas defendo Cristo e o movimento que o testemunha. Simples assim, mas valeu pelo comentário... apesar de não concordar com ele, te respeito.

Anônimo disse...

De onde vc tirou esta idéia de que o Pr. Ricardo Gondim nega o Cristianismo ? Nega a religião ? Não Igor, vc está enganado. Ele apenas a/o coloca no seu devido lugar. E pq? Pq muitas pessoas apenas se converteram à religião cristã e não a Cristo.

Muitos lideres colocam suas doutrinas e dogmas na frente de Cristo. Ou seja, fizeram da religião um impedimento para as pessoas terem acesso a Cristo. Não adianta ter o rótulo de cristão, de religioso, precisamos nascer de novo.

É neste sentido que o Pr. Ricardo critica a religião e o Cristianismo, quando se colocam no lugar de Cristo. A religião cristã não é a mediadora entre Deus e os homens. Aliás, Deus não é evangélico. Portanto é dentro deste contexto que o Pr. Ricardo faz suas críticas.

Abraços

@igorpensar disse...

Minha crítica ao Pr. Ricardo Gondim está aqui: http://pensarigor.blogspot.com/2010/03/teologia-relacional-ortodoxia-privada.html

Poliana Amaral disse...

ler esse texto me motiva dizer:
"eu amo Cristo, eu amo ser evangélica!!!"
É um prazer imenso ler uma obra como esta de tão especial conclusiva e real, escrita por um renomado doutrinador e seguidor da palavra de Deus, respeitadíssimo pelo meu coração, a saber, Igor Miguel.

@igorpensar disse...

Poli... que bom ouvir seu comentário. Quanto tempo hã? Pois é meu anjo, eu louvo a Deus por sua coragem e suas escolhas. O Espírito Santo sabe nos guiar a verdade, isto é o que conforta. Quantos aos adjetivos, me sinto honrado, mas longe de mim ser isso que você falou aí. Você precisa conhecer meus doutrinadores... :-D

Beijos

Reflexão Teológica disse...

Shalom Igor.

Eu acredito na "igreja invisível", composta de homens e mulheres santos que vivem diariamente o cristianismo em suas vidas, mas estou cada vez mais triste e decepcionado com os vários modelos de "cristianismos" que surgem na modernidade, que estão relativizando Cristo, e na maioria das vezes nem sequer o pregam, quanto mais conhecê-lo!

Cláudio Nogueira.

Daniel Gasparotto disse...

Engraçado o leitor anônimo falar em equilíbrio! Sob qual autoridade ele diz o que é equilibrado? Sob qual fundamento ele pode definir o conceito "equilibrado"? E por qual autoridade ele pode dizer que seu conceito de equilíbrio é verdadeiramente equilibrado?!

Ora, o que resta a nós a não ser sermos extremamente precisos na defesa da fé cristã? O que resta a nós a não ser o abandono dos equilíbrios do relativismo, a fim de caminhar ao absolutismo da Palavra de Deus?

A Palavra de Deus é o equilíbrio? Então tudo o que destoa dessa Palavra é desequilíbrio, loucura e equívoco.

Não há verdade fora do Cristianismo!

@igorpensar disse...

Pois é Cláudio,

Modelos de cristianismo que não fazem jus a estrutura, à narrativa cristã que afirmei no texto, já não é cristianismo.

Valeu pela contribuição!

Daniel, bem observado. O que me assombra e as vezes não me deixo entender, é que pessoas que criticam o cristianismo, sem os subsídios históricos apropriados para isso, acabam reproduzindo a crítica humanista que pavimentou o ocidente cristão ao secularismo. Nossa guerra é contra a modernidade e a doutrina pagã que apela ao indivíduo ao invés da comunidade.

Abraços,
Igor

Igor

Geração Livre disse...

Bom dia, tarde ou noite...

Acho que não me fiz entendido em relação ao equilíbrio. Eu creio em Jesus como o ser mais importante da face da Terra e de todo o universo. Também creio no seu ato redentor através da cruz do Calvário, ápice de amor, graça e misericórdia.

O que eu quis dizer é que nossa base doutrinária não pode ser apena baseada em concílios "Niceanos" ou reformados. Há muita coisa boa lá atrás nos escritos judaicos em relação ao Senhor Jesus.

O que eu não concordo com você, Igor, é que você deixou uma série de principio valiosos relacionados a Torah e as tradições judaicas e judaicas messiânicas de fora e hoje tudo gira em torno dos movimentos reformistas e neoreformistas.

Creio, e faço o uso em minha vida de muitos ensinos de Calvino, de Lutero mas não deixo de fora ensinos rabínicos que corroboram para a visão de Jesus como messias.

O que não dá para tolerar e discriminar um em razão de outro e vice versa. O equilíbrio o qual eu mencionei em postagem anterior é este:

Que Jesus, independente de terminologias tais como cristianismo ou messiânico, é o nosso Senhor e Rei, mas que haja equilíbrio para não nos tornarmos anti-semitas ou anti-cristãos.

Reafirmo

Equilíbrio traz crescimento e assim alcançaremos os perdidos da casa de Israel e do mundo

Att


Ex-Anônimo


Éder

Geração Livre disse...

Igor,

Entrou o nome errado na postagem do blog Geração Livre...O nome não é Éder, mas Everson.

Abração

@igorpensar disse...

Éder,

Vou ser mais objetivo então:

Que judaísmo você se refere? O chassídico, o rabínico, o templário, dos karaítas, de qunram? Pelo que me consta no pouco estudo sobre o universo judaico, nenhum deles sustenta Jesus como Cristo. Por este motivo simples, valorizo a minha história que é cristã. Por outro lado, assevero que não só reconheço as fontes judaicas como importantes na hermenêutica, como faço mestrado em estudos judaicos na USP, justamente por esta consideração. O que acho ridículo e profundamente pretensioso é colocar em pé de igualdade ou em status superior, a tradição judaica (que nunca sustentou Jesus como Messias) em relação à tradição cristã. Por outro lado, tenho asseverado que o cristianismo tem muitas heranças do judaísmo, mas ainda é outra coisa. Acho que você não leu meus textos:

http://pensarigor.blogspot.com/2009/12/cristianismo-sim-algum-problema.html

http://pensarigor.blogspot.com/2010/11/james-parkes-judaismo-e-cristianismo.html

http://pensarigor.blogspot.com/2010/08/raizes-que-permanecem.html

Abraços,
Igor

@igorpensar disse...

Everson, é você? Puxa cara, pensei que estava claro pra você minha posição. Fique triste que tenha se escondido atrás do anonimato anteriormente, espero que tenha sido um acidente. Cara, você precisa entender minha posição, você que não sou um ignorante absoluto em tradição judaica.

Cara, esta frase sua é completamente manca: "Não deixo de fora ensinos rabínicos que corroboram para a visão de Jesus como messias." cara, não há ensino rabínico nenhum que corrobore a visão de Jesus como Messias, se o fosse, os judeus teriam crido nele. Eu repito isso aqui no blog igual um CD arranhado. O judaísmo rabínico, que nasceu em Jamnia/Yavne em 95 d.C. emerge da resistência a Jesus, foi lá que foi criada a Birkat HaMinim (a benção contra os nazarenos/cristãos) e este judaísmo é insustentável, uma das causas da ruptura definitiva entre judaísmo e cristianismo. Você quer ver o que o ensino rabínico diz a respeito de Jesus? Leia isto aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Toledot_Yeshu

Geração Livre disse...

Igor,

O primeiro escrito foi feito de um outro computador sem o acesso deu meu login. Por isso o anonimato. Segundo, eu entendo o seu ponto de vista. Leio seus artigos e gosto bastante deles assim como gosto muito de você. Tenho você como mano.

Coloquei os comentários porque há muitos que não compreendem o seu ponto de vista. Daí ter colocado para mostrar que teríamos uma resposta a altura.

Não duvido da sua postura para com Cristo. Só precisava colocar um ponto final nesta discussão tola e ridícula que só faz as pessoas se afastarem daqueles de quem gostam.

Tenho muitos amigos meus que são seus leitores e que precisavam de uma resposta como esta sua porque estavam muito confusos com certas algumas de suas decisões.

Não me leve a mal e tampouco pense que vim te afrontar. Vim apenas mostrar para eles que você está defendendo uma causa que está acima de qualquer coisa:

Jesus e sua noiva.

Mas precisava de vir aqui para que se tornasse publico uma demonstração disso.

Espero que me compreenda.

Um forte abraço

Everson

@igorpensar disse...

Everson,

Obrigado por sua honestidade. Entendo sua posição. Mas, confesso, que é chato ficar explicando as mesmas coisas, quando já tudo por aí no blog. Eu escrevi vários textos sobre a apropriada relação entre o judaísmo e cristianismo, e que esta relação é puramente hermenêutica.

Por outro lado, tenho que asseverar, que eu vi as consequências de um fascínio desequilibrado e sem o apropriado respeito a tradição cristã. Vi as tensões identitárias que isto causa e causou em mim e em muitos que conheci. O Espírito Santo por graça, me fez ver novamente a dignidade do cristianismo, graças a grandes autores e mestres, que tenho aprendido. Agora, se eu tiver que me valer das fontes judaicas pra alguma coisa, quero me valer destas fontes, muito bem localizado dentro da tradição cristã. Por isso, sou confessionalmente cristão reformado, sem frescuras, e daí posso valer-me dos recursos heremenêuticos judaicos ou não que aprendi em minhas leituras bíblicas, para comunicar e honrar minha fé que é em Cristo (fundamentalmente) e logo, uma fé cristã, localizada no tempo, cristianismo.

Mas, o que vejo é um desprezo dogmático ao cristianismo. Cara, o anti-judaísmo que depois assumiu formas antissemitas, já foi tratado nas Igrejas históricas. Luteranismo, Igrejas Reformadas, Anglicanas e Metodistas, todos já formaram comissões de diálogo judaico-cristão, para se retratarem de seus erros históricos, o mesmo, foi feito pelos católicos. Acusar o cristianismo de antissemita, e não asseverar sua própria retratação a este respeito é anacronismo e falta de consciência do que a Igreja anda fazendo. O problema é que a maioria de nós crescemos em igrejas pentecostais, neo-pentecostais, e não em igrejas confessionais e históricas, e perdemos o senso de historicidade e identidade comunitária.

O cristianismo em seu formato histórico, é um tipo de "judaísmo" minimalista, cristocêntrico, adaptado providencialmente, para não-judeus. E eu amo isso... amo louvar Jesus, em uma liturgia calvinista genebrina, como faço hoje. Onde há a leitura pública das Escrituras (similar a aliá leTorá), a ceia todos os domingos, o envio, as orações comunitárias, recitação de salmos e prédica (drash). Esta é minha identidade como cristão. Assim, igualmente, respeito o judeu, para que se mantenha como tal, sem usurpar uma identidade que é deles, e não minha.

Espero que entenda...

Geração Livre disse...

Igor,

Sei que é chato mas as vezes necessário reafirmar nossas posições. Até mesmo para termos a certeza de nossas convicções.

Este é o ponto em comum que nos une o amor ao Cristo e a legitimidade que este nos concede. Quer gentios quer judeus, unidos nele e através dele vivendo a Igreja. Sem máscaras e sem dogmas.

Eu não tenho dúvidas do que foi dito por você. Concordo e muito com o que fora dito.


Espero que tenha entendido o meu ponto de vista. Lembrando sempre que o que nos une é mais forte do que o que nos separa: Jesus Cristo, ,Yeshua o messias. Independente de terminações ou traduções.

Daí eu compreender que a graça nos revela que ainda que com ministérios diferentes e certas visões discordantes, o alvo é o mesmo.

Santificação ao encontro do Mestre Jesus.

Um grande abraço ao meu mano distante.

Espero que não fique chateado comigo pois prezo muito por sua amizade.

Everson

PS. Se existe um reformador que eu gosto é esse tal (com todo o respeito)de Calvino. Sujeito corajoso.

Wagner Pessoa disse...

Olá meu amigo, belíssimo texto. Interessante essa sua relação Cristo-Cristianismo, pq como foi apontado aqui por algumas pessoas, infelizmente hj em nossos dias grande é a possibilidade do erro de se trocar o Mediador pela religião. Me lembro q em minhas aulas de Filosofia da religião, dei como definição de religião: "A tentativa fracassada do homem de se religar a Deus", e foi chocante, afinal eu sou um religioso, mas usei o espaço para esclarecer que quando respondo qual é minha religião, estou falando de uma relação existencial, salvífica (e como seu texto deixou muito claro)e comunitária com Uma Pessoa, e não seguindo regras, preceitos e etc. Como já lhe falei algumas vezes, acredito q o desafio hj é deixar bem claro o q queremos dizer com Cristianismo e isso mostrando a relação Fundamental q existe entre ele e esse Ser misterioso chamado Cristo.

forte abraço meu amigo,

vamos continuar lutando o bom combate da fé..

Júnior disse...

Saudações!
Eu sou jovem e já bati muito no cristianismo... hoje entendo e penso de modo diferente! Concordo como diz o pai do teu amigo; Parem de bater.
Por um lado compreendo as tuas palavras por outro fico curioso por saber mais...
Abraço.

Edivan Pimentel dos Reis disse...

http://www.youtube.com/watch?v=xXsGNW_6OCE

@igorpensar disse...

Pois é Edvan... neste ponto, concordo com o ponto de vista do Ariovaldo sobre o Caio Fábio: http://www.youtube.com/watch?v=gVrgM4eRIBc

@igorpensar disse...

Entendeu? Claramente assumimos nossa religião, optamos por fazê-lo para não cairmos em um personalismo teológico. Todo personalista, destrói expressões religiosas coletiva (alegando uma desinstitucionalização), para que ninguém entre nos domínios de seu ego expandido.

Resumindo: Anabatismo levado às últimas consequências.

Se alguma mudança tiver que acontecer no cristianismo, que seja de quem está dentro dele, e não de alguém que já excluiu da mesma.

Igor

Felipe Meireles disse...

Não acho que alguém deva ser repreendido por rejeitar o uso de "ismos" em pró de tornar central o que nunca devia ter deixado de ser: O fato de que nossa Religião é uma Pessoa Viva, e não uma "doutrina/ideologia" ou "um conjunto de regras e ritos".
Se você afirma o Cristo, dificilmente você será mal entendido, mas se afirma o "cristianismo", alguém pode te perguntar "Qual dos..?"

@igorpensar disse...

Exatamente Felipe... mas, se me perguntarem responderei com orgulho o que está neste texto. O ponto de convergência que une todos os cristãos: Um Deus que é trindade, se voltou ao mundo em puro amor comunitário, para amar homens pecadores. O que determina cristãos e falsos cristãos é basicamente a fidelidade a esta "regula fidei" (regra de fé). Daria explicações sem restrições...

fdff disse...

Shalom , meu grande amigo , pq abndounou o Judaismo-Messianico ?

@igorpensar disse...

Porque o que vivia não era judaísmo-messiânico e se o fosse não serviria para alguém que não é judeu.

Ministerio da reconciliação disse...

Muito bom sua colocação...seu artigo...Deus continue te usando!!!
Mano inclusive publiquei ele no blog da nossa rede de jovens.