9 de abr de 2015 | By: @igorpensar

Dietrich Bonhoeffer

Como hoje celebra-se a memória do mártir Dietrich Bonhoeffer, não poderia deixar de mencionar o profundo impacto deste pastor luterano sobre minha espiritualidade e visão de igreja. De modo sintético, deixo que ele fale em um de seus textos que mais me impressionaram:
"Entre meu próximo e eu está Cristo. Por esta razão, não me é permitido desejar uma comunhão direta com meu próximo. Somente Cristo pode ajudá-lo, como somente Cristo pode me ajudar. Isto significa que devo renunciar minhas intensões apaixonas por manipular, forçar e dominar meu próximo. Meu próximo deve ser amado tal como é, independente de mim, ou seja, como aquele por quem Cristo se fez homem, morreu e ressuscitou; a quem Cristo perdoou e destinou à vida eterna." (Vida em Comunhão - D. Bonhoeffer).
Foi assim que descobri que Cristo é o mediador de toda comunhão. A falta de comunhão não é por falta de confraternizações eclesiásticas, mas por falta da centralidade de Cristo entre eu e aquele que comunga comigo do pão e do vinho que Jesus oferece.
8 de abr de 2015 | By: @igorpensar

Facetas Sutis do Legalismo

Keller* está certo, sempre temos camadas e mais camadas de auto justificação. Podemos fazer objeções justas a irmãos moralistas que querem obter benefícios salvíficos pelo desempenho moral. Mas, mesmo aqueles imersos em teologia reformada (como eu) podem se vangloriar de um tipo de segurança religiosa pela via cognitiva ou "ortodoxia morta" (Bavinck). Irmãos emocionalistas -- alguns (neo)pentecostais -- podem estar em busca de uma justificação pela experiência afetiva, caindo em uma espécie de idolatria sentimentalista. A verdade é que devemos ser frequentemente expostos ao Evangelho, pois a "salvação pelas obras" e o "legalismo" tem facetas muito mais sutis e versáteis na arte de nos iludir e perdermos a suficiência da obra de Cristo. Que afeto, cognição e moralidade se curvem diante da obra justificadora de Jesus.
 
*Igreja Centrada, p. 65.
7 de abr de 2015 | By: @igorpensar

A Alma do Orante

Silenciosa encontra-se a alma do orante.

Quieta porém aquecida.
Branda porém fascinada.
Deus está distante?
Ele não é contido por nada.
Ele é a causa de tudo e do nada.
Diante dEle não há tempo ou espaço.
Perante Ele há apenas comunhão.
Encontro marcado: Eu, Tu e Nós.
Pai nosso, em comunhão contigo e com os santos.
Sem tempo e espaço.
Nossa comunhão é no Cristo morto e ressuscitado.
Nos encontramos em um único evento, aquele que é eterno.

Continua silenciosa a alma do orante.

Calada e arrebatada de amores por Ti.
Em chamas apareces, a alma em pé agora quase desfalece.
Desmaia-se, até ser tomada pela brandura do Espírito Santo.
Ergue-se e é acolhida por um olhar penetrante.
Nada escapa, nenhum segredo, nenhum pecado.
Tudo é nitidamente iluminado por Ti.

Perdoada a alma se aquieta, e encontra-se novamente silenciosa.

Sim, silenciosa encontra-se a alma do orante.
31 de mar de 2015 | By: @igorpensar

Não Coagula

Semana de intensa reflexão pascal. Corações aquecidos pelo reunião comunitária ao redor do Cordeiro de Deus. Mentes cativas pela paixão e ressurreição. De fato, o cristianismo é uma fé assombrosa, vai de encontro a todas as previsões e divagações.

Os zelotes esperavam uma revolução política, os fariseus uma reformador, os essênios o restaurador do Templo, os saduceus pouca coisa esperavam. Em meio a trevas teológicas, ergue-se o filho de Davi surrado e respingando sangue. Em tosca e farpada cruz levanta-se o Verbo e o Unigênito de Deus.

Que escândalo! Que dor! Nossa fúria, nossa inimizade contra Deus devoraram sua carne. Mas, em cada gesto de violência sobre o galileu Deus salvava o mundo. Cada ação violenta produzia uma reação misericordiosa. Jesus inaugurou com sua cruz a regeneração, a conversão, a fé, a justificação, a adoção, a santificação e a glorificação. Tudo estava lá contabilizado. Da última vez que um cristão orou autenticamente, que se colocou graciosa e providencialmente de joelhos em nome de Jesus, lá na cruz este evento estava contabilizado.

O sangue da cruz não coagula, continua fresco, respingando sobre cada pessoa que no Cristo descansa de suas fadigas.
27 de mar de 2015 | By: @igorpensar

Domingo de Ramos

De acordo com o calendário cristão, o próximo domingo (dia 29), o que antecede a páscoa, é o Domingo de Ramos.  Neste dia rememora-se a entrada triunfal de Jesus montado em jumento em Jerusalém (Mc 11:1-11).  Peregrinação rumo a sua paixão e crucificação.

Jerusalém está cheia de peregrinos, a Páscoa Judaica é uma das festas de peregrinação (Dt 16:16).  Jesus é recebido com o Salmo 118, o salmo de romagem entoado aos peregrinos  que passavam pelos portões de Jerusalém.   Um salmo cantado pela realeza, sacerdotes, levitas e todo o povo (v.1-4).  Um cântico responsivo.

O salmo e a entrada triunfal de Jesus em um jumento formam um quadro harmônico, uma performance do drama messiânico com trilha sonora.  O rei retorna de suas batalhas, escapa de seus inimigos  por muito pouco: "Todas as nações me cercaram, mas eu as destruí em nome do Senhor" (Sl 118:11). Sim, o Rei quase sucumbiu, afinal, "empurraram-lhe com força para derrubá-lo" (v.13).  Mas, ouviu-se o brado messiânico: "não morrerei; pelo contrário, viverei e anunciarei as obras do Senhor" (v. 17).  É verdade, ele foi castigado e ferido (Is 53), como bradou aos porteiros da cidade “O Senhor me castigou duramente, mas não me entregou à morte” (v.18), ele ressuscitou, ou melhor, ressuscitaria!  

Diante dos portões, brada o Ungido: “Abri as portas da justiça para mim, para que eu entre por elas e renda graças ao Senhor.” (v.19), os porteiros respondem: “Esta é a porta do Senhor; os justos entrarão por ela” (v.20), Jesus acertou a senha! 

Os portões se abriram e desta forma entrou “a pedra angular” (v.22), no “dia que o Senhor fez” (v.24).  Já dentro da cidade, é dito ao Rei Messias: “ana Adonai, hoshiah na” (Oh Senhor, salva-nos!), o famoso “hosana!”.  Sim, abençoam os sacerdotes ao Rei Messias: “Bendito o que vem em nome do Senhor! Nós vos abençoamos da casa do Senhor.” (v.26).

Assim, fazem um tapete de vestes e ramos, pois foi dito: “preparai a festa com ramos até as pontas do altar” (v.27).  Quão grande salvação! (v.21), por isso, repete-se o início do cântico (v.1): “Rendei graças ao Senhor, pois ele é bom; seu amor dura para sempre!” (v.29).
20 de mar de 2015 | By: @igorpensar

Cristianismo Total 2015


Vira crente rapá!

O cristianismo é uma visão de mundo.  Implica em uma postura diante da realidade.  Tem implicações existenciais absurdas, é verdade, porém tem implicações éticas e públicas igualmente muito sérias.  Sei que cristãos ainda vivem sob uma espécie de cativeiro secularista, algo que se reflete naquela tensão: a fé que se prega e a fé que se vive.

As críticas honestas da parcela não cristã da sociedade tem um fundo -- às vezes não tão fundo assim -- uma verdade: ele é crente mas dá cheque sem fundo.  Claro, isto pode resultar em uma falácia: ele dá cheque sem fundo porque é crente.  Inconsistente, claro.  Porém, fato é: as pessoas percebem um contrassenso em alguém que se diz cristão e age de forma inescrupulosa.  Afinal, é o que não se espera de alguém que se associe ao nome de Cristo.

Claro, isto se deve muito a uma série de movimentos que torna o cristianismo dessas pessoas frágil e inconsistente.  Mas vale a pena dizer que uma pequena olhadela na história, sem a narrativa ideologizada e secularista, será surpreendente.

Mas o que importa é afirmar que cristãos realmente crentes brilham com uma intensidade impressionante.  Lembro-me da história de meu amigo Froiid Caco​, na ocasião, não era cristão, e que debochava de um colega de trabalho "crente", ironizava-o, até que jogou um avental na cara dele.  O rapaz, ao invés de apelar, simplesmente, controlou-se e continuou seu trabalho.  Bem, ali estava um cristão reagindo de forma cristã à ofensa.  Resultado? Por causa disso, Foiid também virou crente e hoje ensina arte pra crianças socialmente vulneráveis e espalha sua presença cristã pelo mundo.

Então, é disso que estou falando.  Cristãos precisam ser mais cristãos, e se seu cristianismo tornou-se sem sabor, não salga mais, converta-se do nominalismo para Cristo mesmo.  E, você não-cristão, continue exigindo de seus vizinhos e amigos cristãos que o sejam: o mundo agradece.
13 de mar de 2015 | By: @igorpensar

Repentina Estreia

Então imagine a cena: todos vivendo suas rotinas, e lá vai ele, um cristão ordinário, junto a suas tarefas diárias. Liberto dos ideais de sucesso, de projetos fúteis e secularizados de felicidade. É verdade, ele vê a deformidade, a feiura, mesmo quando seu mundo parece esteticamente limpo, como em ruas civilizadas, mas tudo é excessivamente árido, impessoal e frio. Mesmo assim, ele vê a vida pelas lentes da esperança, realista é verdade, mas ele espera. Pacientemente espera um dia quando a tela se rasgará, o véu se romperá e tudo ruirá à voz estrondosa. Sim, as cortinas da nova realidade se abrirão! Então, o real de outrora se parecerá uma ilusão, uma apática e entendiante sombra.

Naquele dia, uma luz de doer invadirá o mundo, neste dia, tudo será muito rápido, repentino, não haverá tempo para artimanhas, brincadeiras conspiratórias e engenharia social. Ela descerá pronta, a Cidade de Deus virá edificada com sangue de mártires e com orações de santos. Naquele dia, tudo que não foi feito sobre fundamento eterno, se tornará transitório e se dissolverá. Só haverá uma cidade e um trono. Até as experiências antes consideradas mais concretas, se tornarão utopias diante da densidade desta nova realidade. Nela se ouvirá a Canção de Moisés e a Canção do Cordeiro. A justiça e a misericórdia serão seu fundamento.

Bem, é bem assim, que um cristão toma seu café e sai para o trabalho todos os dias: apenas esperando as cortinas se abrirem e um novo mundo fazer a sua estreia.

"Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" (Apóstolo Paulo, Tt 2:13).


23 de fev de 2015 | By: @igorpensar

Cruzadas e terrorismo são equivalentes?

Dizer que as cruzadas cristãs são o equivalente ao atual terrorismo islamista, equalizando forças religiosas a partir do critério "toda religião tem virtudes e vícios" é um argumento precário por algumas razões:

1) Olhe para os anos iniciais do islã e do cristianismo e veja como cada uma dessas religiões nasceram, e veja a relação de ambas com a violência no seu nascimento, são diametralmente diferentes. O jihadismo (não-progressista) do islã é sua face primitivista. Leia sobre o nascimento do cristianismo, o que você encontrará lá? Um judeu galileu crucificado. Leia sobre o nascimento do islamismo, o que você encontrará lá? A Hégira, Maomé organizando um exército em Medina para dominar a península arábica.

2) O cristianismo tem um conceito de martírio oposto ao conceito islamista (pode recorrer até a fontes progressistas), lá o martírio é passivo, aqui é ativo, lembrando que para a teologia islâmica conservadora, shahada (martírio) e jihad andam juntos, ou nas palavras de A. Ezzati da Universidade do Teerã "O conceito de martírio (shahada) no Islã apenas pode ser entendido a luz do conceito islâmico de Luta Santa (jihad).” (tradução nossa) fonte: http://www.al-islam.org/al-serat/vol-12-1986/concept-martyrdom-islam/concept-martyrdom-islam;

3) Equalizar cristianismo e islamismo a partir de possíveis crimes feitos por cada uma destas tradições é cair em um relativismo conveniente, ao invés de tratar as diferenças reais entre os dois fenômenos religiosos e suas respectivas matrizes religiosas. O cristianismo tem sua complexidade e o islamismo também, equalizá-las é evitar um honesto debate sobre a razão das cruzadas e do atual terrorismo jihadista;

4) Se alguma vez alguém em nome do cristianismo e até de Cristo cometeu algum tipo de violência, ele poderia ser disciplinado pelo "Sermão da Montanha" (por exemplo), enquanto no Alcorão não há nada equivalente a noção de "amar os inimigos" (lembra do filho do Hamás?). Em outras palavras, o cristianismo tem subsídio teológico e moral em sua matriz religiosa (a Nova Aliança) para disciplinar qualquer uso violento da mensagem de Cristo. Na matriz islâmica, o Alcorão, isto não é possível (apesar do esforço de alegorização do islã progressista). Ou seja, em caso de abusos uma "reforma" é possível a partir das fontes primárias do cristianismo, no caso do islã, uma reforma a partir do Alcorão levaria ao islamismo jihadista/wahhabista ou uma equivalência.

5) Islamofobia, no sentido de uma aversão violenta ou depreciativa ao muçulmano, não é algo cristão. Porém, rotular de islamofóbico todo tratamento teológico ou filosófico que discorde de aspectos da cosmovisão islâmica é desonestidade intelectual ou é se colocar em uma posição politicamente cômoda. Isto seria a mesma coisa que rotular Paulo de antissemita porque tinha sérias objeções sobre como o judaísmo rabínico funcionava. Não dá!

6) Jihad é uma obrigação religiosa para o islã, temo que o progressismo e o secularismo não terão forças para conter o jihadismo literalista, e o pior, temo que uma retórica cristã de não-crítica ao islã, só enfraquece o cristianismo que já sucumbe diante do crescimento islâmico e do secularismo em territórios pós-cristãos.

7) Enfim, comparar "cruzadas cristãs" com "terrorismo islâmico" é logicamente falacioso e fenomenologicamente inconsistente.   Um cristão pode alegar a partir de sua raiz histórica que as cruzadas são incompatíveis com o cristianismo, porém, infelizmente, o islã não pode relativizar a jihad a partir do mesmo critério, pelas razões supracitadas.

Nota: quanto à interpretação progressista de que jihad não implica em violência ou ação armada cito: "Depois do Alcorão, o hadith (registros sobre ditos e ações do profeta) é a segunda mais importante fonte da lei islâmica (shaaria).  Nas coleções do hadith, jihad significa ação armada; por exemplo, das 199 referências à jihad na mais padronizada coleção do hadith, Sahih al-Bukhari, todos assumem que jihad significa guerra.  Em um sentido mais amplo, Bernard Lewis afirma que "a maioria esmagadora dos teólogos clássicos, juristas, e tradicionalistas [i.e. especialistas em hadith].... entendiam a obrigação da jihad em um senso militar."  (tradução nossa) Fonte: http://www.meforum.org/357/what-does-jihad-mean
20 de fev de 2015 | By: @igorpensar

Graça não é de graça... como é?

No século XVI, o reformador Martinho Lutero se levantou contra um ensino corrente que havia em sua época que promovia a noção que: uma vez que uma pessoa era iniciada na salvação pela graça de Cristo, a manutenção desta salvação dependia de uma cooperação humana com a graça de Deus para  se obter êxito final.  Ninguém podia alegar certeza de salvação no tempo presente, pois tal coisa só poderia ser informada na ressurreição.

O Evangelho é claríssimo: a salvação é toda pela graça, do início ao fim.  A obediência humana também é fruto desta dádiva.  Um cristão quando vence o pecado, o faz por causa da obra justificadora, mas também santificadora de Deus em Cristo.  Ninguém, nenhum cristão, pode ser santo sem que Deus opere por sua graça o "querer e o realizar" (Fp 2:13).

Porém, observe o que está aí abaixo neste trecho de uma pregação do "rabino" Marcelo Miranda Guimarães do Ensinando de Sião.  Lugar que frequentei durante 10 anos e que tem atraído muitos evangélicos deseducados nos fundamentos da fé cristã.  Observe que ele alega em vários momentos que a "graça não é de graça", caindo em uma fatal ambiguidade lógica.  Negando inclusive, o sentido do termo "graça".   Ele alega várias vezes que o cristão tem que pagar um preço para ser salvo. Ele tem que fazer sua contribuição a tal obra.  Observe como ele combina obras humanas com a obra da cruz, dizendo inclusive, que esta é a parcela do cristão, separado da obra de Cristo, na salvação.  

Caros leitores, pensem por vocês mesmos: se eu tenho que cooperar com algo que a cruz já realizou, isto significa que Cristo não salva totalmente, mas que eu preciso contribuir com esta obra.  Isto, obviamente, coloca a cruz menor do que é, e assim ela se torna uma obra incompleta, carecendo de uma contribuição humana.  Honestamente, isto não é Evangelho, mas um falso evangelho.  Considere as seguintes afirmações no áudio e compare-as com os textos de Paulo abaixo.



Réplica Bíblica:


"Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça. E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça." (Rm 11:5-6)

"Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus." (Rm 3:23-24).

"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus não de obras, para que ninguém se glorie. (Ef 2:8-9).

"Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado." (Ef 1:5-6).

"Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça. E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras: Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado." (Rm 4:4-8)

"Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo." (I Cl 15:10).

"Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus." (Rm 5:1-2).

"Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus,  que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos." (II Tm 1:8-9).

"Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça. Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo." (Jo 1:16-17).
11 de fev de 2015 | By: @igorpensar

Uma dica a não-cristãos

Quero dizer algo a meus amigos que não confessam a mesma fé que eu. Você que não é cristão. Primeiramente quero te pedir desculpas por alguma impressão ruim que meus correligionários possam lhe ter causado. Admito, esporadicamente algumas pessoas que ostentam o nome "cristão" não fazem jus ao que isto significa. Quero dar uma justificativa: realmente tem gente que nós nos envergonhamos, eles maculam a imagem de Cristo e do cristianismo. Porém, gostaria que você pensasse brevemente sobre o motivo disto ocorrer. 

Tais pessoas nunca tiveram uma compreensão apropriada da mensagem, pessoa e obra de Jesus, na época de Jesus isto já acontecia. Havia uma multidão que permanecia perto dele, para desfrutar de possíveis benefícios que ele poderia conceder: milagres, curas e multiplicações. Porém, tinha um outro grupo, menor de fato, que estava ali pra aprender com Cristo, queria entender sua mensagem, e buscava algum tipo de sentido em seu discurso filosófico. E, por último, havia aqueles com um nível bem mais profundo de relacionamento, discípulos dentre os discípulos que simplesmente queriam amá-lo, queriam ancorar sua existência nele. Estes, são os verdadeiros cristãos, aqueles que fazem jus a este nome. 

Hoje em dia é a mesma coisa: tem gente que quer se beneficiar de Jesus e se dizem cristãos, é a turma dos adesivos em carros com frases ridículas sobre Jesus quase como um financiador de sonhos de consumo. Ainda tem aqueles que admiram a personalidade de Jesus, dizem ser ele um grande mestre, um iluminado, um anjo de luz ou um profeta revolucionário. E, finalmente, gente que se coloca como pecador, que se viu completamente desprovida de qualquer recurso espiritual, e implora ao Salvador a água e o pão vivo que só Ele pode oferecer. Gente, que simplesmente confia e descansa nele, que não se julga melhor do que ninguém, ao contrário, se vê como o pior dos pecadores, por isso vê em Cristo sua única escapatória. 

Então, ao se relacionar com um dos que se dizem cristãos, você amigo não-cristão, fique atento, ele pode ser um dos três, mas cristão mesmo é só o último. Você vai perceber, eles são real e agradavelmente diferentes. Se você não encontrá-los, posso lhe apresentar alguns, ou posso lhe apresentar a possibilidade de ser um deles.

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." (Jesus Cristo).