6 de fev de 2012 | By: @igorpensar

Tua Condição




Leproso, olhe pra cruz.  Veja tua condição, olhe para teu estado.  Estás manchado, corado e saturado de vergonha.  Ante teu fracasso, rubor em tua face se encontra.  

O que vês?  Vestes reais de uma realeza antiga agora maculada por tua rebeldia.  Do outro, pura luz, pureza absoluta, nenhuma mancha ou imperfeição, apenas santidade.  O que farás diante do ardor da retidão?  Te curvarás?  Darás alguma desculpa agora que todas as tuas vergonhas se fizeram conhecer?  O que seria óbvio?  Obviamente o teu justo julgamento.  Justo juízo.  Entretanto, aprouve a Deus, o santo Deus, te surpreender com perdão, se creres.  

Somente se negares tua justiça própria, teu orgulho em dizer que podes permanecer de pé por tua própria conta.  Gabas de teu falso testemunho hipócrita.  Renuncia tua altivez e curva-te ante a graça suficiente!  Não entendes que toda vez que te gabas em ti mesmo dizes que o feito não foi suficiente, não foi perfeito, a ponto de complementares a obra consumada com aquilo que será consumido em fogo?  

Oh altivo!  Por que teimas?  A vida está aí?  O que arriscarias por esta verdade?  Do que abririas mão por esta salvação?   Pensas que que elas são alguma coisa? Palha, obras mortas e trapos sujos.  Sim, tudo isto que te orgulhas, são como pó, ante a rocha inabalável, constituída em reta obediência.  Obediência esta que não podes realizar sem Ele.  

A única saída seria uma saída simples, tão simples que em tua pretensa sofisticação e alegada complexidade não alcanças.  Sim, esta graça alcançada por fé.  Apenas confiança no que foi suficiente e definitivamente feito.

"Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva." (Jesus Cristo em João 7:38).

*Igor Miguel

2 comentários:

Jorge Fernandes Isah disse...

Igor,

simples, mas maravilhosa... A obra maravilhosamente perfeita, suficiente, definitiva e consumada, como você disse... A demonstração mais clara do que é o amor, pelo qual Cristo se entregou por nós na cruz; não somente nos expiando e justificando, cumprindo uma "formalidade", mas clamando pelo nosso perdão em meio ao sofrimento e dor, que ainda assim não o impediu de amar com um amor sobrenatural os seus algozes [os pecadores pelos quais morreu e ressuscitou].

Bendito o nosso Pai, que gerou filhos, pelo seu Filho Amado e Eterno, Jesus Cristo.

Abração!

@igorpensar disse...

É isso aí Jorge. Bendito o nosso Pai, que gerou Filhos, pelo seu filho Amado e Eterno, Jesus Cristo. :-)