19 de nov de 2010 | By: @igorpensar

Morar no céu ou na terra?*

Por Igor Miguel

Lembro-me quando mais jovem, ao dar início a meus estudos bíblicos, eu pensava: Se um dia houver um destino final para os santos, este destino tem que estar nos últimos capítulos da Bíblia. Minha resposta prévia e expectativa era encontrar o que lá? O céu, naturalmente, afinal, os cânticos, os pastores, minha mãe, todos falavam que um dia os justos morariam naquele lugar.

Para minha surpresa o que encontrei lá foi o seguinte texto:
Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. (Apocalipse 21:1-3)
O que me surpreendeu em uma leitura simples do texto, foi que a história bíblica não encerrava com pessoas indo ao céu, mas ao contrário, alguma coisa do céu vinha de encontro a uma terra renovada. Depois as descrições dos últimos capítulos mostram uma terra maravilhosa, com povos e nações subindo a Nova Jerusalém para levar suas riquezas e honras.

Assim, descobri que a Bíblia não é um livro que convida os homens a escaparem do mundo, a salvação envolve uma restauração da própria criação. O mundo criado por Deus é muito bom, conforme encontramos em Gênesis, e mais, assim como Deus inaugura um novo homem pela ressurreição de Cristo, ele inaugura também uma terra nova.

Outra coisa que descobri é que temos que ter cuidado com o termo "novo" na Bíblia, esta expressão não tem o sentido moderno de "algo que substitui o velho", o termo tem raízes no hebraico, a expressão chadásh [חדש]. Chadásh tem ligações semânticas com o termo hebraico para lua - chôdesh - que é um astro cuja aparição se renova de um ciclo ao outro, daí as celebrações da lua nova [rosh chodêsh] no calendário judaico, como uma celebração da renovação dos meses neste calendário lunar.

A expressão "novo céu e nova terra" não é a inauguração de um novo planeta, mas a renovação da criação de Deus inaugurada no Gênesis, que depois de processos de fusão e purificação, será reapresentada renovada, restaurada e recondicionada para os santos. Paulo em sua carta ao Romanos assevera este ponto quando diz:

A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. (Rm 8:19-23).

Interessante como o cristianismo em suas principais correntes, como aquelas oriundas do pietismo evangélico, tem dificuldade com esta abordagem. Entretanto, os discípulos e os apóstolos, bem como os ramos reformados do cristianismo, entre seus pioneiros, não acreditavam em uma fuga do mundo, um escapismo doutrinário, ao contrário, encaravam a criação e sua presença na história de forma positiva, pois sabiam que sua ação na "terra" é antecipatória do Reino que está para ser desvelar perante os homens.

Uma teologia de fuga da realidade, que propõe que a terra se destruirá em um hecatombe final, afeta profundamente a atuação dos homens em seu tempo presente. Privando-os de atuarem como co-regentes da terra que será em breve redimida e que está em gemidos, aguardando a plena revelação dos filhos de Deus.

"Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra." (Mateus 5:5)

___________
*Esta reflexão nasce inspirada na excelente palestra do amigo Rodolfo Amorim no V Ciclo de Palestras do L'Abri.

30 comentários:

INSTITUTO ABBA disse...

Quanto mais leio sobre este assunto mais me convenço de que somos agentes dessa história e responsáveis pela restauração no aspecto geral. Pena que perdi a palestra do Rodolfo mas próxima quinta lá estarei. Abraço!

Claudio Martins disse...

Olá Igor!
Louvo a Deus pela sua vida e seu amor pela Verdade.
Tenho acompanhado as coisas, mesmo que à distância. Compreendi plenamente sua posição. Prossiga para o Alvo, olhando para Jesus, Autor e Consumador da fé.
Quanto ao artigo, é maravilhoso entender que nosso Deus é coerente, porque não destruirá a criação que ele classificou de muito boa. A palavra é redimir e não destruir; restaurar e renovar céus e terra, para nela viver um novo homem.
Deus te abençoe mais e mais amado.

victor disse...

Falou e disse. Vamos lutar pela restauração da Terra. Afinal, quem sãos os responsáveis por ela? Tikun Olam =)

Ps: postando ao som de Buddy Miles!

@igorpensar disse...

Pois é Beth, foi ótima a palestra do Rodolfo...

Claudio, muito obrigado por sua sensibilidade e discernimento, principalmente sua compreensão.

Vitão... tikkun olam na veia... ao som de All or Nothing at All de Coltrane... he he he

Anônimo disse...

Não existem deuses!
Existe apenas um Criador, Pai e Senhor.
Não existem religiões!
Budismo é religião, hinduísmo e outros “ismos”.
Cristianismo é forma de pensamento.
Cristão é aquele que segue a Cristo.
Messiânico é aquele que segue o Messias.

Cristiana Evankelli

João Bosco disse...

Shabat Shalom, Igor
O entendimento de todo o desenrolar da criação tende à perfeição quando buscamos o conhecimento em comunhão com o criador. Neste caso, falando em morar no céu, o cristão se limita a questões vazias de sentido por pensar em destruição do planeta ou fim do mundo, por pensar em terra amaldiçoada e não captar o verso "Os justos herdarão a Terra".
Fala-se em corpo glorificado nos meios cristãos, mas ninguém para a pensar num planeta revestido da Glória de Deus, isto o que será o Gan Eden restaurado sob o governo do Moshiach.
Shalom

@igorpensar disse...

João Bosco,

Você não pode generalizar. Nem todos os cristãos creem desta forma. Uma das melhores obras sobre o assunto, sobre a dignificação da criação, foi escrito recentemente por um teólogo cristão anglicano N.T. Wright em seu livro Surpreendido pela Esperança. Eu mesmo tive a honra de ouvir de um teólogo cristão e político holandês Win Rietkerk que escreve o livro The Future of the Earth (O Futuro da Terra). Este não é um ensino de exclusividade judaica, ao contrário, sempre foi ensinado por ramos reformados do cristianismo. Então, tome apenas o cuidado em polarizar ou generalizar o assunto.

Obrigado por sua contribuição,

Jefferson CEBNA disse...

Igor como vai?
Cada vez que leio artigos seus ou até mesmo de outros irmãos que se submetem ao evangelho do Reino de Deus, fico constrangido pelo zelo e amor do Pai pelos Seus...
Faço parte de uma pequena congregação em Vespasiano (por sinal te esperamos no dia 12 próximo,a convite do querido Neto)e te confesso que apesar de ser muito próximo de B.H ficamos um bom tempo "isolados"do meio cristão, porém hoje vejo que foi um cuidado de Deus para conosco.
Nosso pastor não é seminarista(embora tenha passado um tempo em Pequi no CEIFAR ) nem tampouco teólogo,mas tem nos alimentado de evangelho simplesmente, e esta mensagem há anos temos ouvido ,graças a Deus pelo espírito ser o mesmo!!!
Tocar os céus e transformar a terra...

Paulo Dib disse...

Igor,

Também penso da mesma forma, concordo com a teologia de restauração da terra. Infelizmente muitos creem em algum tipo de "hecatombe" fatalista como vc mesmo mencionou.

Aliás isso é típico dos homens, estragar e jogar fora. Deus, pelo contrário, restaura, purifica.

Outro dia eu estava discutindo com um pastor de uma igreja de renome nacional sobre as questões do Apocalipse e, quando eu falei sobre a Nova Jerusalém descer a esta terra, que será totalmente restaurada por Cristo e aqui vivermos e com Ele desfrutarmos de seu reino, o pastor mudou o tom de voz e disse que eu estava equivocado e que isso era uma doutrina dos Testemunhas de Jeová.

Ao ouvir isso dei o debate por encerrado. Resolvi não falar mais nada, pois o pastor se mostrava irredutível, inclusive se vangloriando do seminário que havia feito antes de ser consagrado ao ministério.

É triste ver como há grandes correntes cristãs que não creem na restauração total efetuada por Cristo.

@igorpensar disse...

Olá Jefferson,

Será um prazer enorme estar com vcs no dia 12. Vamos crescendo juntos à imagem de Cristo, o varão perfeito...

Abraços!

@igorpensar disse...

Paulo,

Interessante. O que este pastor ignora é o fato de que ele está sob influência do dualismo tomista natureza/graça reproduzido pelos ramos anabatista e luteranos do cristianismo. Mas, nem toda reforma cria nisto. Quando retomamos a tríade bíblica criação-queda-redenção, não podemos nos esquecer do elemento "criação" e que é parte da espiritualidade cristã bíblica. Um livro indicadíssimo é Santos No Mundo - Leland Ryken - Editora Fiel.

@igorpensar disse...

Um detalhe... desculpe, esqueci de chamá-lo de primo... he he he... é sempre bom tê-lo por aqui.

Abraços!

Mêlany Verissimo disse...

Eu descobri isso a pouco tempo também... pq todo mundo sempre tenta colocar na nossa cabeça que existe um céu? ahsuhausha.. acaba sendo engraçado quando descobrimos a verdade, e só estudando mesmo a palavra do Senhor q dá para descobrir!!! amei o post.. parabens!

Eric disse...

Considerando estas idéias, acredito na interpretação pós-milenista que é esperançosa, coletiva e de expansão do reino de Cristo pela Grande Comissão originalmente alinhada com a intenção redentora imutável de Deus ao trazer bençãos espirituais a “todas as famílias da terra” (Gn 12.3); e não um movimento individual de salvação que nas entrelinhas tem uma contextualizaçao de escapismo. Um excelente livro sobre esta abordagem pós milenista é A Vitória do Reino de Cristo de John Jefferson Davis.
Um abraço,

Despertar da Graça disse...

Gostei muito da explicação da palavra "nova" é incrivel como Deus cuida dos detalhes e ama a sua criação ao ponto de restaura-la por completo.
Gostaria de perguntar uma coisa: A palavra nova aliaça tem esse mesmo significado? Isso significando que a nova aliança não destrói a antiga aliança mas sim dá um pleno entendimento da mesma.

marcia disse...

marcinha disse
igor fico feliz com voce e juliana e com todos que entenderam que existe um so DEUS agora que estou comecando a ler seu blog e que vamos desfrutar esta terra reformada igor o ESPIRITO SANTO me chamou para orar por voces e continuo orando creio que DEUS vai continuar te revelando coisas tremendas porque nosso DEUS e assim amo voces te montao.

@igorpensar disse...

Marcinha,

Nós já somos frutos de suas orações. Continue orando, para que possamos cumprir plenamente os desígnios de Deus, que soberanamente guia nossas vidas pelo méritos de Jesus.

Beijos, te amamos!
Igor & Jú

rodrigo disse...

Você está certo que céus e terra significam literalmente os céus e a terra que habitamos? Parece-me na realidade ser algo extremamente distinto.

@igorpensar disse...

Que outro "céu" e outra "terra" você tem em mente?

José Carlos disse...

Atentai, ó céus! e eu falarei; e a terra ouça as palavras da minha boca... etc. (Dt.32:1). Claramente Moisés está falando ao povo de Israel.
Ouvi, o céus e prestai atenção ó terra, porque o Senhor está falando (Isaias 1:2) Se há alguma relevância dos ouvintes nas palavras em foco, tais não são outros senão o povo de Israel.
Porque em verdade vos digo (judeus) que, até que o céu e a terra passem nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que TUDO SEJA CUMPRIDO. (Mt. 5:18)
Oras! Os céus e a terra permanecem, e, hão de permanecer por todo o sempre (Eclesiastes 1:4). Os céus (cosmológico) e aterra (geográfica), que permanecem se assim entende-se faz com que estamos, ainda, debaixo da lei porquanto o pressuposto básico para tal cumprimento seria a destruição de ambos, algo que jamais acontecerá. Portanto, e, por mais outros tantos, céus e terra são coisas distintas daquilo que se afirma popularmente.

rodrigo disse...

Eia! J. Carlos praticamente respondeu por mim. Tudo nas escrituras apontam para um significado completamente distanciado daquele popularmente conhecido por céus e terra.

Apologista Cristão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Apologista Cristão disse...
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lenilson Pinheiro disse...

Fico muito feliz em encontrar irmãos comprometidos com a verdade. Infelismente ,uns 80 a 90 por cento das instituições religiosas teimam em crer diferente. Talvez tenha uma justificativa aceitável,ou não, só sei que Jesus mostrará o intento do coração de cada um.
A Paz do Senhor Jesus permança sobre voces
Amém !!

lenilson Pinheiro disse...

Alem deste assunto da morada eterna , existem outros assuntos muito interessante também , em que muitos ainda não alcançaram.

A Salvação incondicional pela Graça
Corpo,alma e espírito
A santa Ceia com os alimentos puros
Dons epirituiais
A verdadeira espiritualidade do cristão
Costumes de homens
Arrebatamento x tribulação
Teoria da prosperidade e dízimos

Enfim são muitos assuntos que voces podem abordar

jonh lemos disse...

As pessoas lê a Biblia e n intende e cada dia mas Heresia vai surgindo,a verdade q q tds nós q fazer a vontade de Jesus e seguir seus ensinamentos vamos um dia morar no cêu.
No livro “Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra” pág.120 no tópico “Quem vai para o céu e por quê?” é explanada a doutrina Rutherfordiana dos 144 mil. É interessante que no início do tópico referido é citado que o céu é real e que “baseados em tais promessas, milhões de pessoas fixaram o coração na vida celestial” - &21. No livro das TJs são citados vários versículos que aludem ao céu; Fil 3.20, Rm 6.5, II Co 5.1-2, Jo 14.1-3, II Tm 2.12, Rev 5.9, Hb 12.22, mas eis que surge a pergunta: “Quantos vão para o Céu?”, e em resposta a essa pergunta citam Apocalípse(Rev.) 7.4-8,14.1. Daí para frente começa a distorção da Palavra de Deus! Todos os versículos citados, em forma de promessas que nos garante o céu são interpretados (lê-se distorcidos) ao gosto jeovista. Sem nenhum embasamento teológico concreto e somente baseado em um único texto do livro de Apocalipse, as TJs erigiram uma doutrina vulgar, infundada e cheia de sofismas. Digo isso, pois para eles os que têm esperança celestial são somente os 144 mil (veja: Poderá Viver… pág.125) e isso é afirmado sem nenhuma razão bíblica concreta. Talvez seja por isso que atualmente, a organização é chamada de apenas “Torre de vigia” e seus templos de “salão do reino” e não “igreja”, pois eles não se consideram como “a Igreja”, se bem que alguns anos atrás ainda traziam este nome. Chegam ao absurdo de dizerem que: “Jó, Davi e João, o batizador… constituirão a nova terra…” (Idém – pág.126 &31 Ou seja, não irão para o céu, ou melhor não foram. Para as TJs, nem um dos santos do V.T. poderam chegar ao céu, porque segundo elas, não fazem parte dos 144 mil. Outro erro grotesco cometido pelas TJs, é concluirem que somente os 144 mil são a Igreja. O que a Bíblia diz e o que eles são na verdade, é um remanescente convertido do povo judeu que pregarão na grande tribulação após o arrebatamento da Igreja: “E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel: da tribo de Judá havia doze mil assinalados; da tribo de Rúben… da tribo de Gade… da tribo de Aser… da tribo de Naftali… da tribo de Manassés… da tribo de Simeão… da tribo de Levi… da tribo de Issacar… da tribo de Zabulom… da tribo de José… da tribo de Benjamim, doze mil assinalados (de cada tribo)” ( Ap 7.4-8 – o grifo é meu)

A BÍBLIA ENSINA QUE VAMOS PARA O CÉU?

A Palavra de Deus elucida a questão quanto a nossa ida para o céu, pois logo após o Livro de Apocalipse falar dos 144 mil judeus convertidos, é mostrado as demais nações, povos, línguas e tribos, juntos ao Cordeiro: “Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos” (Ap.7.9).

SJefté disse...

Olá irmãos
Paz a todos.

Pude ler alguns artigos deste blog e os achei profundos e bem interessantes; no entanto não concordo c/ a visão passada neste artigo; creio que os filhos de Deus herdarão não só a terra quanto também os céus.
Aliás, diz assim: "E VI um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe." (Apc. 21:1)
Ora, segundo a palavra de Deus, os céus são os céus do Senhor, mas a terra deu-a ele aos filhos dos homens. (Sal. 115:16)
Isso significa, ao meu ver, que todas as coisas continuarão como inicialmente foram criadas; a saber, os céus são do Senhor; enquanto a terra deu-a Ele aos filhos dos homens.

Acontece que, os filhos de Deus gerados pelo evangelho, não mais são apenas homens; e habitarão c/ o Senhor para sempre.
Disse Jesus: "Na casa de meu Pai há muitas moradas, se não fosse assim eu vo-lo teria dito, vou preparar-vos lugar. (Jo. 14)
Além do mais, a Nova Jerusalém é cidade celestial, e não terrena.
Paz e um abraço a todos.

paldso1 disse...

Gloria a Deus poi pensei que iria morrer, e nunca ver ou ouvir alguém falar neste assunto! Enfim a promessa a Abraão é verdadeira, onde Ele disse:Te darei esta terra!

Ferreira Ferreira disse...

Oi Igor!


E A NOVA JERUSALÉM?Paulo diz:“A nossa Terra está no céu” (Cl 3.20).
“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vô-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (Jo. 14.2-3)
E os corpos transformado(2Co. 5.16-8)?Por que serão transformados?

Abraço Fraterno
Ferreira

@igorpensar disse...

Então, dê uma lida no Surpreendido pela Esperança de N.T. Wright. O termo "céu" é usado em diversos textos para se referir a uma realidade atemporal e eterna. Que se revelará, por isso, a Nova Jerusalém desce do céu. Ou seja, a nova realidade de uma criação renovada será introduzida desde a eternidade. Jesus de fato, foi a esta realidade eterna, nos preparar lugar, mas este lugar será implantado na terra. Por isso oramos, venha a nós (e não vamos nós) o teu Reino.

Não há nenhuma tensão entre corpos transformados e a nova criação. Se a criação será restaurada e transformada, os corpos também deverão passar por tal processo. Precisamente isto que Paulo fala em Romanos 8. Que a criação geme, e nós, também gememos. Ambos, aguardando a redenção. Que bom que lembrou!

Leia, vale muito a pena ler, o livro "Surpreendido pela Esperança".

Abraços,
Igor