21 de set de 2010 | By: @igorpensar

Meteoro

Deus desceu ao mundo como um meteoro.
Explodiu em sofrimento sobre a cruz.
O barulho foi tão estrondoso, tão terrível,
que os reis tiveram seus tronos abalados.
Eles ficaram tão surdos que não perceberam os exércitos chegando.
Vinham aos montes, não estavam montados a cavalos,
mas seguravam espadas de dois gumes:
o terrível e poderoso decreto divino.

O pacto com o homem de Ur se cumpriria, a notícia se espalharia,
as famílias mais remotas chegariam ao Anjo do Senhor.
E como o velho patriarca, o convidaria a sentar-se debaixo da tamareira.
De lá destilaria mel silvestre que insistia em ficar nos lábios do profeta.
Arrancaram-lhe a cabeça, por anunciar o escandaloso Ungido.

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Por Igor Miguel

29 comentários:

Anônimo disse...

Como assim D-us desceu ao mundo? Seria Jesus D-us? Você voltou a acreditar na trindade? Você não era judeu de origem libanesa? Estou confuso. Li artigos seus falando da divindade de Yeshua e agora vejo que mudou de opinião, o que aconteceu para essa mudança repentina? Sei que não me deve explicações mas gostaria de entender. Abraço!

@igorpensar disse...

Claro que voltei a crer na trindade. Segundo, não sou judeu, sou descendente, judeu é filho de mãe judia. O que não é meu caso. A trindade é a doutrina mais bela, mais poderosa que já conheci. Visitei o desenvolvimento da doutrina trinitária e cheguei a conclusão simples, que a formulação é monoteísta e forma a forma mais engenhosa de proteção do monoteismo, sem com isto perder a diversidade relacional e pessoal deste Deus. Escute isto: http://www.audivel.com/?p=377&sms_ss=twitter

Desconsidere meu artigo anteriormente escrito, estou preparando uma retratação pública a respeito.

Abraços!

@igorpensar disse...

Quanto ao fato de Jesus ser Deus... obviamente que sim. Do contrário, como podemos nos aproximar do Único? "Ninguem jamais viu a Deus, por isto o filho unigênito que está no seio do Pai o revelou" (Joao 1:18).

Anônimo disse...

Igor,

Realmente tudo isso é muito confuso! Uns falam que Deus é um e não três, acredito que só saberemos isto de fato quando o próprio Jesus voltar!
Agora algo que eu entendo é que quando pensamos que Jesus é Deus isso realmente dá a verdadeira honra a Ele e também a autoridade que está no nome de Jesus é maior evidenciada.
Sem a trindade parece que Jesus é muito pequeno em relação a Deus.

Mas eu não tenho nenhuma definição ainda !É a mesma história do livre arbítrio e da predestinação, não consigo ter uma certeza.

Abraços!
Dany

@igorpensar disse...

Dany,

Após longas leituras da tradição cristã, vi a coerência e os esforço dos pioneiros no testemunho de cristo no ocidente, em protegerem simultaneamente a unidade de Deus (o monoteísmo) e sua diversidade relacional. Estou preparando um texto sobre minha recentes impressões e meu recente retorno à ortodoxia cristã.

Grato,
Igor

Anônimo disse...

Para mim, quem passa pelo judaísmo, aprende o que é MONOTEÍSMO PURO (recitando o Shemá diariamente), confronta o cristianismo com a Torá, em certo aspecto até "esculacha" as doutrinas cristãs com seus artigos e acaba retornando à "ortodoxia cristã", não merece crédito. Como diria o capitão Nascimento, você é um fanfarrão!!!!

Trindade é uma proteção para o monoteísmo???? Qual a diferença da trindade para o panteão de deuses hindus??? Cada deus hindu é uma personificação de Deus assim como pai, filho e espírito santo são personificações de um mesmo Deus, de acordo com o cristianismo!

Dizer que CRISTIANISMO É MONOTEÍSMO é querer forçar muito a barra!!! Fere a inteligência até mesmo de uma besta fera. Um é Um. Três é três! E vou mais longe ainda: Se pecar contra o pai tem perdão, contra o filho também, mas contra o espírito santo não tem perdão, logo o pai é menor que o espírito. Se Jesus disse que o pai era maior que ele, então a ordem é que o espírito é maior que o pai, que é maior que o filho. E se existem maiores e menores, logo não existe igualdade entre os mesmos!!!

Fanfarrão...tanta cultura jogada fora... Quem sai do judaísmo e volta para o cristianismo, algum interesse tem.... "pede prá sair, fanfarrão"!!!

INSTITUTO ABBA disse...

Fé. Fé simples e verdadeira. É ela que nos dá a possibilidade de crer na trindade, crer num Deus que se fez carne, crer num Deus que viveu como homem (100% Deus e 100% homem), crer em sua morte e ressurreição. Que Ele está sentado à direita de Deus, o Pai e que estamos nEle (escondidos nEle). Somos igreja, corpo de Jesus e ao mesmo tempo rebanho do seu pastoreio. Como está acontece? Como isso é possível? A fé vem pela Palavra que é viva e eficaz. E o próprio Deus opera em nós o querer e o realizar, não é mesmo? Acredito que ainda veremos o crer de muitos ser ajustado à realidade da Palavra, aliás, o que é a nossa vida senão o sermos ajustados à Palavra dia após dia? oro para que o Deus de toda graça e de todo entendimento abra os nossos olhos e nos dê a conhecer estes mistérios. Um grande abraço!

@igorpensar disse...

Olá anônimo!

Obrigado por seu comentário. Claro que não agradeço por me chamar de "fanfarrão", naturalmente. Mas, agradeço por sua covardia em se esconder atrás de profile "anônimo", pois isto demonstra, que o único meio que me faz com "cara limpa" expor meu arrependimento, é a graça de Cristo, a graça que me resgatou.

Não foi o judaísmo que me regenerou, não foi o judaísmo que me transportou das trevas para a luz, foi Cristo. O mesmo Cristo que me tirou de um "movimento" que direta ou indiretamente produz pessoas como você, homens covardes, que se escondem atrás de seu orgulho como você eu fazia.

Você é a prova definitiva que minha escolha faz todo sentido, pois pessoas com seu tom de "amor" eu vi aos montes, me cansei de "produzir" pessoas orgulhosas.

O "Meteoro" destruiu com minha pretensão.

No amor de Cristo,

Paulo disse...

Igor, tenho acompanhado suas últimas postagens e confesso que fiquei bastante feliz com sua volta à ortodoxia cristã

@igorpensar disse...

Obrigado Paulo!

@igorpensar disse...

Só um detalhe... anônimo, seu jeito de escrever, de falar, de se posicionar, me lembra uma pessoa... eu te conheço meu caro, eu tenho conheço. Da próxima vez, se identifique tá? Que bom que vc anda lendo meu blog.

Paulo disse...

Igor, tenho acompanhado suas últimas postagens, e confesso que fico feliz que vc tenha voltado à ortodoxia cristã!

O conceito de Jesus Cristo do movimento judaico messiânico, por vezes me pareceu bem estranho. O conceito da divindade de Cristo também não me parecia bem ajustado, onde algumas congregações judaico-messiânicas consideram Jesus como um ser criado (remetendo em partes ao arianismo).

Muito me alegra vc ter voltado a crer na Trindade e vê-la como defesa do monoteísmo. Essa realmente é uma das doutrinas mais belas do cristianismo. Pai, Filho e Espírito Santo = Único Deus.
Tenho certeza de que é Deus quem o está conduzindo à essas mudanças. O "meteoro" sempre acaba com nossas pretensões (rsrsrs).

Quanto ao nosso ilustre "Anônimo", tenho o seguinte: quem não tem coragem de se expor para externar suas ideias, se escondendo atrás do anonimato não merece crédito.

Eu por exemplo não concordo em tudo com vc, e já deixei isso claro quando disse que não concordo com o monergismo. Porém nunca me escondi pra dizer isso. Mesmo porque maior é aquele que nos une (Cristo) do que aquilo que nos separa (diferenças teológicas e doutrinárias)

Já te admirava antes... e admiro sua coragem em mudar. Não é qualquer um que faz isso e dando a cara à tapas.

Abraços,

Paulo Dib

Metushelach Ben Levy disse...

Igor,

Com todo o respeito e admiração que cultivo por você, eu gostaria de expressar o meu abalo por ver a sua volta à defesa da "trindade", sem querer "forçar a barra” e ser dono da verdade, eu como Judeu que chegou ao conhecimento do Mashiach sem ter passado pelo cristianismo, nunca consegui enxergar a “trindade” (da forma pregada pela cristandade hoje) em nenhuma passagem bíblica, não porque não ser espiritual, nem porque sou carnal ou tenho um véu em meus olhos, mas pelo simples fato de ser algo não lógico, não cogitado pelos profetas, algo que causa muita controvérsia que mais divide do que une; Digo isso, pois ao estudar as escrituras mais profundamente após a descoberta do Mashiach Yeshu’a , pedi e supliquei ao Eterno, bendito seja Ele, que me desce a sabedoria necessária para lidar com as novas descobertas sem que isso abalasse a minha já consolidada fé, muitas coisas que me eram obscuras se tornaram límpidas e paradigmas foram quebrados e a minha pretensa soberba se tornou em pó, vi que minha linhagem sanguínea em nada me fazia melhor dos que pela graça foram alcançados, e digo que muito devo a você pois a anos tenho te ouvido e lido e sua maneira tão coerente de tratar o tema sobre a divindade do Mashiach se conformava com o que eu e minha comunidade de excluídos do judaísmo tradicional sempre aceitamos e adotamos como Tese mais coerente que fazia o Monoteísmo não ser perdido em meio a Fé no Mashiach Yeshu’a.
Para não me alongar mais eu apenas gostaria que você visitasse o meu humilde Blog nos seguintes post: http://judeu-autonomo.blogspot.com/2009/05/introducao-para-se-entender-de-onde.html e http://judeu-autonomo.blogspot.com/2010_07_01_archive.html, o primeiro é uma dissertação minha e do Mashmid, um amigo, sobre alguns aspectos bíblicos da controvérsia do tema, e o outro é um apanhado de citações dos Pais da Igreja, e a relação deles com o tema, agradeceria muito se você ao ler deixasse alguns comentários sobre a argumentação principalmente do primeiro post.
Que a Shalom do Mashiach esteja sobre você e os seus.

Guilherme de Carvalho disse...

Jóia seu texto poético. Gostei mesmo. As verdades do evangelho merecem molduras de beleza!

@igorpensar disse...

Trindade...

Vou deixar as coisas claras. Eu me converti ao Senhor em na Igreja Cristã Maranata, porém, professei minha fé e meu amor por Cristo aos meus 16-17 quando era membro da Igreja Metodista Wesleyana, onde fiz meu primeiro seminário. Naquela ocasião fora-me transmitido o ensino trinitário, que não tinha dúvida, talvez por intuição, do que por uma compreensão clara do que isto significava.

No judaísmo-messiânico, vi que existiam em sua maioria, um favorecimento quanto a doutrina trinitária, bastando apenas uma olhadela no "statement" do UMJC por exemplo.

Isto sempre me incomodou, por outro lado, o JM proposto pelo Rabino Joseph Shulam era um tanto contra esta abordagem.

Minha hostilidade quanto a trindade cresceu, até então eu tinha uma percepção preconceituosa como a maioria dos unitaristas possuem, pois criticam sem nunca darem o trabalho de ler os principais debates sobre a trindade. Neste sentido, abri mão do meu preconceito e visitei a formulação trinitária durante a história.

Um grupo de amigos, que liam a Bíblia e estudavam as relações entre judaísmo e cristianismo, já adiantados na questão me desafiaram a revisitar a tradição cristã. Foi o que fiz.

Li alguma coisa, comecei por Tertuliano que elaborou o termo, depois passei pela construção Nicena, Atanásio, os Pais Capadócios, Agostinho e João Calvino, e fiquei chocado com a conclusão desta investigação...

A trindade como fora elaborada historicamente, era outra coisa daquela que eu aprendera de forma popular na minha experiência com o cristianismo, era a elaboração teológica mais bela e mais impressionante que já vira.

Por que a trindade não era "triteísta", pois ela nascera justamente para impedir uma percepção fragmentada da divindade. O que era o arianismo? Se não ao tentar colocar Jesus como "criatura divina", o afirmava como uma outra divindade. A trindade veio para destruir doutrinas como esta, ao afirmar que Jesus era plenamente divino pois era co-eterna e co-divino com o Pai, sem qualquer fragmentação de sua divindade, e era simultaneamente distinto dEle, não quanto a natureza, mas quanto seu papel relacional e pessoalidade.

A afirmação de que Deus é um em natureza e triplo quanto a seus papéis e personalidade (hipóstase) não feria em nada o monoteísmo, justamente porque o tempo inteiro os pais querem afirmar isto, Deus é UM, mas temos que explicar sua diversidade relacional sobre o mundo.

Se o Pai não for plenamente Deus, não foi Deus quem me criou, se Jesus não for plenamente Deus, não foi Deus que me redimiu, se o Espírito não for plenamente Deus, meu relacionamento não é com Deus, mas com uma força, energia ou seja o que for. Lembro-lhes que a ocorrência do termo "Deus" 3 vezes aqui, não significa três divindade, mas que Pai, Filho e Espírito compartilham sem qualquer fragmentação de uma única e total natureza divina, absolutamente monoteísta.

Calma, estou escrevendo um texto sobre o assunto...

Um grande beijo no coração de todos!

@igorpensar disse...

Fala primo Dib!

Bom tê-lo por aqui. Desculpe-me pela demora em respondê-lo, tive que dar uma atenção ao "anônimo" já não tão "anônimo" assim.

Paulo, desde o dia que te vi a primeira vez, tive aquela experiência que Maria teve com Isabel, a profecia pulou no útero... sabe como é. Sempre digo, que quem já foi no santo-dos-santos, sabe que já teve lá. He he he!

Eu louvo a Deus por sua capacidade de diálogo e seu amor pela Palavra de Deus, o que nos faz "bons teólogos" e sem demagogia, não me jugo um deles, é sem dúvida a capacidade de considerar o que o outro tem como preciosidade, algo que chamaria de "hospitalidade teológica", acolhimento...

Um grande abraço, seus comentários são muito preciosos!

Para a glória de Deus em Cristo!

@igorpensar disse...

Gui. Obrigado meu pastor por seu comentário! Minha sensibilidade estética aflorou depois que escutei o que vocês escrevem e ensinam a respeito do senhorio de Cristo sobre o todo da vida.

Paulo Dib disse...

Primo, por incrível que pareça, eu tb senti algo parecido. Não sei explicar... e por vezes parece que eu já te conheço há muito tempo, talvez seja por isso que eu me sinta à vontade em te chamar de primo, rsrsrs.

Quem sabe não há algum propósito do Senhor para fazermos algo juntos??

Grande abraço!

victor disse...

Você crê que a pessoa que descende de pai judeu deve ser considerada judia? Por quê?

Abraço, meu caro!

victor disse...

Só mais uma coisa, você crê que Jesus, Deus e o Espírito Santo são a mesma pessoa?


ps: Anônimo, seja homem de verdade e apareça, rapaz! Muito fácil ser contra alguma coisa qd não se pode ser visto! Como cristão, eu até me sinto ofendido com o teu comentário. Não é pelo fato de discordar do Igor que vc tem direito de desrespeitá-lo. Isso, acredito eu, é o princípio de uma vida em comunidade. Ou você, do alto do seu judaísmo rebuscado,não aprendeu isso? Sou um grande admirador do judaísmo e tenho estudado bastante sobre tal forma de pensar. E o que eu mais aprendi com ele foi o amor ao próximo e não se esconder para falar mal. Ou vc via Yeshua aos cantos falando mal e dps sorrindo para a pessoa? Fica a dica!

@igorpensar disse...

Fala Vitor!

Eu não concorda com a halachá (lei rabínico-israelens) de que judeu é filho de mãe judia. Na Bíblia hebraica há fortes evidências de que há mais peso a judaicidade patrilinear do que matrilinear. Porém, não há como ser judeu legalmente fora da halachá. Podemos até gritar, espernear, mas, não há judeu fora do consenso comunitário. Neste sentido, posso não concordar com a halachá, mas tenho que admitir, que fora dela não há judeu, ao menos que ela contemple as exceções ou se adapta às novas demandas.

Eu acredito em um único Deus, que é Pai, Filho e Espírito. Que este Deus é único em sua natureza divina (monoteísmo), porém, complexo em sua pessoalidade e relacionamento, daí ser trino. A trindade historicamente foi formulada nestes termos, o que claramente não contradiz a fé monoteísta e nem a complexidade de atuações pessoais deste Deus na salvação dos homens.

Anônimo disse...

Olá Igor, tenho uma dúvida.Quando Jesus estava a beira da morte e se remete ao Pai para lhe entregar o espírito, com quem falava? Com ele mesmo? E esse espírito, qual era? o Santo ou o dele mesmo?

Abraço!

@igorpensar disse...

Jesus falava com o Pai. Qual o problema? Gente, vocês não conhecem a trindade como eu não conhecia. A trindade sempre preservou a distinção entre Pai, Filho e Espírito, porém, simultaneamente, sustenta uma unidade quanto a natureza. Qualquer leitura no "trinitae" de Agostinho resolve isto.

Michael disse...

Olá Igor.

Eu sou aquel tal "Anônimo" que disse que vc era fanfarrão. Me desculpe por ter te chamado de fanfarrão. O que eu queria dizer mesmo é que vc é um GAIATO!!

Vc só pode estar brincando...dizer que "vocês não entendem a trindade assim como eu não entendia..." e dizer que lendo Agostinho é que poderemos ter um pleno entendimento? Por favor...

Sem citar Agostinho (católico), onde a Torá ensina a trindade? Qual versículo (deturpado) vc me mostra? Insistir nesse politeísmo, (tão parecido com a tríade hindu composta por Krishna, Vishnu e Brahma) é algo desprezível. Mas cada um crê no que quiser, até em INRI Cristo...fazer o quê???

Só não se pode dizer que "a bíblia diz" e é isso o que os cristãos fazem. Eles elaboram um ensino e utilizam a bíblia para apoiar suas teorias. Isso é desonesto, injusto, profano, e tão DESPREZÍVEL quanto uma fralda suja de neném!!!

Abraços!!!

@igorpensar disse...

"Michael"(vou fazer de conta que este é seu nome), ok?

A Torá não ensina a trindade. Nem o novo testamento usa tal termo. Porém, ele emerge como a única explicação plausível a respeito da natureza de Deus único em sua natureza, mas que subsiste em 3 pessoas.

Eu pensei que você traria alguma novidade, mas não trouxe, somente adjetivos dirigidos a mim. Se sou gaiato, e isto tem um tom de denúncia a meu estado depravado e pecador carente da misericórdia de Deus, eu aceito o título e o considero uma denúncia, talvez atualizada, daquela que o evangelho me põe. Filho da Ira por Natureza... este seria um termo mais forte do que gaiato e mais forte que fanfarrão. Use adjetivos mais fortes, seus adjetivos não alcançam meu estado deplorável, como alguém, que por esta condição se lançou em braços de misericórdia. Tanto amor, que este Deus transcendente (o Pai) se dirigiu a mim, enviando seu Filho e me uniu com Ele no Espírito (Efésios 1).

Volte sempre... anônimo.

Anônimo disse...

Olá Igor, vejo que vc mudou muito e infelizmente, no meu ponto de vista, para pior. Esse seu discurso piegas só convence aqueles que ainda estão iludidos com essa estória da carochinha sobre Jesus. Vc precisa ler mais sobre a história e ver que Jesus é uma fábula inventada. Aliás de qual Jesus vc fala, pois existiram vários. A trindade não existe nos textos mas, "teólogos" como vc teimam em sustentá-la baseado em outros lunáticos religiosos. Existe alguma moralidade em Agostinho? O que vc acha de Pio XII era um homem de Deus? Penso que deveria ser mais racional pois "as muitas letras te fazem delirar"

Outro anônimo que não o anônimo.

@igorpensar disse...

Olá anônimo,

Como já falei por aqui. Cara, se Jesus é o Messias ou não, você ainda pode objetar, se ele é Deus ou não, podemos discutir, mas, que ele existiu ou não historicamente, isto sim é piegas. A historicidade de Jesus é atestada até mesmo por estudiosos ateus. Acho que você ainda não entendeu, afirmações não me atingem, você não está entendendo. A ressurreição de Jesus e sua irrefutabilidade, está nos efeitos concretos que produz na visão de mundo, de realidade e vida comunitária daqueles que foram alcançados por Ele. O evangelho não se submete aos reducionismos científicos, se o fosse, estaria submetido às mudanças e relativismos da própria ciência. Em algum sentido, Jesus é supra-teórico, apesar que sua historicidade, está aí.

Agora, piegas foi engraçado...

Anônimo disse...

Vejo que Paulo deixou muitos discípulos, talvez mais do que o próprio Jesus. Você segue o mesmo caminho trilhado pelo mestre da contradição apoiando-se em especulações e subjetividades para afirmar o improvável. Talvez seja mais conhecedor do que Josefo que dedicou mais linhas a Simão, suposto messias que se auto proclamou Rei dos Judeus e viveu no ano IV, do que a Jesus o “Filho de Deus” ou quem sabe saiba mais sobre o tema do que o historiador Plínio que nada sabia sobre Jesus pois apesar de ter vivido na época não teve a oportunidade de freqüentar uma reunião evangélica. O próprio Paulo nada sabia sobre Jesus já que seus supostos conhecimentos provinham de um provável encontro transcendental com o mestre, algo muito comum hoje em dia. Suas conclusões sobre Jesus eram importadas de tradições orais míticas e relatos sob pressão de seus perseguidos, si é que foi realmente Paulo que as escreveu. Dizer que ”A ressurreição de Jesus e sua irrefutabilidade, está nos efeitos concretos que produz na visão de mundo, de realidade e vida comunitária daqueles que foram alcançados por Ele” é no mínimo dizer que Saci e Cuca existem pelos efeitos que causam nas crianças, isso sim é piegas! Cite um historiador que conseguiu provar a existência do Jesus histórico. Não conheço nenhum sério. Realmente o evangelho não se submete aos reducionismos científicos, mas as especulações e subjetividades sim.
Gostaria de deixar bem claro que de maneira nenhuma quero te ofender quando uso as palavra piegas e outras possíveis. Ouvi de um professor na universidade e gostei do seu uso. Quero dizer que o respeito e minha refutação é apenas no campo do discurso. Parabéns pelo blog!
Um abraço “piegas” pra vc,

Outro anônimo que não o anônimo.

@igorpensar disse...

Anônimo que não é o Anônimo, he he he...

Sem problemas. Não tomo sua opinião com ofensa pessoal. Cara, como diria o Francis Schaeffer perguntas honestas merecem respostas honestas.

Você já ouviu falar de Geza Vermes, David Flusser, John Meier e outros?

Escrevi um texto inspirado em suas objeções, depois passa lá: http://pensarigor.blogspot.com/2010/10/sobrenatural-nao-existe.html

Não é uma resposta, mas fruto de inspiração teísta...

Abração!