27 de abr de 2015 | By: @igorpensar

Comunhão mediada por Cristo

Desmitifique a comunhão. O fundamento da comunhão não é a confraternização. Não é uma agremiação ao redor de gostos comuns. Não é uma reunião de pessoas parecidas. O cristão não congrega para satisfazer expectativas emocionais ou carências afetivas. O fundamento da comunhão é mais simples e mais sério do que se pode imaginar. Reanime-se à vida comunitária e redescubra a comunhão dos santos.



9 de abr de 2015 | By: @igorpensar

Dietrich Bonhoeffer

Como hoje celebra-se a memória do mártir Dietrich Bonhoeffer, não poderia deixar de mencionar o profundo impacto deste pastor luterano sobre minha espiritualidade e visão de igreja. De modo sintético, deixo que ele fale em um de seus textos que mais me impressionaram:
"Entre meu próximo e eu está Cristo. Por esta razão, não me é permitido desejar uma comunhão direta com meu próximo. Somente Cristo pode ajudá-lo, como somente Cristo pode me ajudar. Isto significa que devo renunciar minhas intensões apaixonas por manipular, forçar e dominar meu próximo. Meu próximo deve ser amado tal como é, independente de mim, ou seja, como aquele por quem Cristo se fez homem, morreu e ressuscitou; a quem Cristo perdoou e destinou à vida eterna." (Vida em Comunhão - D. Bonhoeffer).
Foi assim que descobri que Cristo é o mediador de toda comunhão. A falta de comunhão não é por falta de confraternizações eclesiásticas, mas por falta da centralidade de Cristo entre eu e aquele que comunga comigo do pão e do vinho que Jesus oferece.
8 de abr de 2015 | By: @igorpensar

Facetas Sutis do Legalismo

Keller* está certo, sempre temos camadas e mais camadas de auto justificação. Podemos fazer objeções justas a irmãos moralistas que querem obter benefícios salvíficos pelo desempenho moral. Mas, mesmo aqueles imersos em teologia reformada (como eu) podem se vangloriar de um tipo de segurança religiosa pela via cognitiva ou "ortodoxia morta" (Bavinck). Irmãos emocionalistas -- alguns (neo)pentecostais -- podem estar em busca de uma justificação pela experiência afetiva, caindo em uma espécie de idolatria sentimentalista. A verdade é que devemos ser frequentemente expostos ao Evangelho, pois a "salvação pelas obras" e o "legalismo" tem facetas muito mais sutis e versáteis na arte de nos iludir e perdermos a suficiência da obra de Cristo. Que afeto, cognição e moralidade se curvem diante da obra justificadora de Jesus.
 
*Igreja Centrada, p. 65.
7 de abr de 2015 | By: @igorpensar

A Alma do Orante

Silenciosa encontra-se a alma do orante.

Quieta porém aquecida.
Branda porém fascinada.
Deus está distante?
Ele não é contido por nada.
Ele é a causa de tudo e do nada.
Diante dEle não há tempo ou espaço.
Perante Ele há apenas comunhão.
Encontro marcado: Eu, Tu e Nós.
Pai nosso, em comunhão contigo e com os santos.
Sem tempo e espaço.
Nossa comunhão é no Cristo morto e ressuscitado.
Nos encontramos em um único evento, aquele que é eterno.

Continua silenciosa a alma do orante.

Calada e arrebatada de amores por Ti.
Em chamas apareces, a alma em pé agora quase desfalece.
Desmaia-se, até ser tomada pela brandura do Espírito Santo.
Ergue-se e é acolhida por um olhar penetrante.
Nada escapa, nenhum segredo, nenhum pecado.
Tudo é nitidamente iluminado por Ti.

Perdoada a alma se aquieta, e encontra-se novamente silenciosa.

Sim, silenciosa encontra-se a alma do orante.