30 de out de 2009 | By: @igorpensar

Conteudismo x Densidade intelectual

Por Igor Miguel

Há algumas semanas na FEUSP, tive o privilégio de ouvir uma aula interessantíssima com o Prof. Dr. Miquel Martinéz educador e ex-vice-reitor da Universidade de Barcelona, envolvido com educação de valores e qualificação de docentes. Tive a alegria de ouvir uma afirmação que me chamou muito a atenção.

Ele fez um contra-ponto ao discurso pós-moderno de crítica à educação enciclopédia da "educação tradicional", asseverando que esta contradição transformou-se em uma desqualificação da profissão docente, enquanto um profissional possuidor de boa densidade cultural/intelectual.

Eis uma crítica que compartilho. Não sou favorável a ideia corrente de que a sofisticação intelectual do educador pode ser uma reprodução do "discurso burguês". Infelizmente galgados nessa ideologia, muitos educadores tornaram-se insípidos culturalmente e intelectualmente. A consequência inevitável foi o declínio e a desvalorização da profissão docente.

Não acho que o problema da docência e da baixa qualidade educativa tenha respostas simples, mas qualquer visita à sala de aula de uma escola pública ou mesmo privada, o que se verá são excelentes docentes, mas também péssimos docentes. O problema não é o salário, como se pode imaginar, ao contrário, há docentes mal pagos, mas que são simultaneamente excelentes profissionais.

Sem dúvida, um dos fatores é a falta de reconhecimento social e público da profissão docente. O próprio professor não se valoriza, devido ao fato de que a sociedade não o reconhece, não o reconhece pois há um esvaziamento intelectual, o professor deixou de ser mestre.

Já sei, sei que pode haver algum tipo de reação aqui, uma proposta de retorno ao tradicionalismo pedagógico ou coisa do gênero. Já deixo claro que não! Não concordo com a linearidade pedagógica, com modelos de docência diretiva, com o conteudismo, a marginalização do aluno no processo e a homogeneização institucional. Ao contrário, porém, em processos revolucionários e em reformas culturais, sempre ocorrem perdas e renúncias de conquistas.

Não se pode chamar de “conteudista” um processo educativo fecundo culturalmente, ou que prima pela democratização da informação e o acesso à determinados conteúdos aos alunos. O mundo é permeado de códigos culturais, de valores e a mídia está aí. O grande volume de informação disforme, aos olhos dos jovens expectadores precisa ser criticado, articulado e retro-alimentado. Mas, como fazer isso, se muitas vezes os professores chegam como técnicos da educação, como reprodutores de livros didáticos, se muitos chegam sem articulação e sem consciência de sua autonomia docente.

Sim! O professor necessita se articular, se sofisticar e se tornar um agente criativo e fomentador de ambientes propícios à atividade intelectual, cultural, emocional e ética. Na dimensão intelectual, abordar com critério a realidade; na dimensão cultural propiciar a fecundidade criativa e uma postura interpretativa; na dimensão emocional explorando os potenciais afetivos e na esfera ética a responsabilidade dialógica. Sem sofisticação intelectual, sem emoção e sem diálogo, esvaziar-se-á a atividade docente e dar-se-á a última “pá de cal” o atual status docente.
27 de out de 2009 | By: @igorpensar

Ubuntu 9.04 experiência e 9.10 expectativas

Por Igor Miguel

Pois é, falta 1 dia (pelo menos enquanto este post está sendo escrito) para o lançamento da próxima versão do Ubuntu batizada com o nome de Karmic Koala, a versão 9.10 (outubro de 2009) da referida distribuição GNU/LINUX. Para quem não conhece o mundo Linux e dos sistemas operacionais livres, vou darei um relato de minha experiência com o OS (operational system).

A maioria dos iniciantes e usuários antigos de microcomputadores preferem o sistema operacional produzido pela Micro$oft denominado "Window$". O sistema operacional é uma interface, um mediador, entre os verdadeiros processos que ocorrem no computador e o usuário. Antigamente, por exemplo, se você desejasse criar um "diretório" (uma pasta) você deveria digitar um comando (nem sempre simples) para realizar tal efeito no computador. A idéia de um sistema operacional de "janelas" (windows) veio para facilitar e criar um ambiente gráfico, amigável, fácil e intuitivo. A moda pegou, o Windows ganhou espaço e Bill Gates ficou multimilionário. Vale lembrar que a ideia de um sistema operacional interfaceado graficamente por ícones e janelas fora criado pela Xerox e depois ROUBADA por Bill, basta assistir ao filme "Piratas do Vale do Cilício".

Pois bem, paralelamente ao universo Microsoft, houve um esforço de vários programadores voluntários ao redor do mundo de contribuir com um sistema operacional que não tivesse um código criptografado (como é o caso da Microsoft), mas que fosse aberto (open source) para que outras pessoas pudessem contribuir e desenvolvê-lo. Um destes sistemas operacionais é o Linux. Para os que querem saber mais detalhes basta "googlear". Mas, em termos bem objetivos o Linux é um sistema operacional livre, gratuíto, seguro, leve e inteligente.

O universo Linux é muito vasto, existem várias distribuições do referido sistema operacional. Cada distribuição adota uma "interface gráfica visual" específica, com aparência e versatilidade específicas. Os mais conhecidos são KDE, Gnome e Xfce.

Eu comecei no mundo Linux usando a antiga distribuição brasileira denominada Kurumim, que funcionava com a interface KDE, muito parecido com o Windows em algumas funções. Porém, por causa do incentivo de uma grande amigo André Tavares entrei de cabeça no universo livre através da distribuição Ubuntu.

O Ubuntu é uma distribuição Linux maravilhosa. Leve, rende o hardware, não precisa de antivírus, e não me deixa na mão em nada em relação ao Windows naquelas funções: editor de texto, internet, porta usb, wi-fi, editores de imagem, mídia (players mp3, wmv, etc.) e outras funções básicas.

Faço tudo com meu Ubuntu, projeto vídeos em power point nas minhas aulas, digito meus artigos, faço desenhos, administro meu blog, uso o BibleWorks (for windows emulado em Wine), escuto minhas músicas, administro minhas planilhas, etc. Faço absolutamente tudo e até mais do que faria com o Windows.

Segundo li hoje no site Ubuntu a nova versão terá muitas vantagens, inclusive a mais importante para mim: inicialização rápida. Apesar do Ubuntu já ter uma boot muito rápido se comparado ao Windows, uma melhoria na performance de inicialização nunca é de mais, com certeza.

Mas, a coisa que acho mais formidável em uma distribuição Linux é o formato de particionamento adotado pela distribuição, que ao invés de NTFS ou FAT32, usa EXT, que é um formato de particionamento inteligente que não fragmenta os arquivos no HD, o que significa nunca ter perda de rendimento e velocidade com o tempo, pois os arquivos não estão fragmentados e nunca precisa usar programas como o "defrag" do Windows.

O Windows é sempre assim, uma delícia após formatação e instalação, e depois de um ou dois meses, um inferno. Meu Ubuntu tem o mesmo desempenho (ou se não melhor) há mais de 1 ano, nunca caiu o rendimento, nunca fica naquela lentidão do Windows, que independente do poder da máquina, sempre cai o rendimento a longo prazo.

Vocês não sabem como é bom ter um sistema operacional que sempre é rápido, quase independente do processador (hi hi hi). Fica aí o estímulo, o universo livre é muito mais fácil do que você pode imaginar.
23 de out de 2009 | By: @igorpensar

Promoção: Sorteio do Livro "Noções de Hebraico Bíblico"

Prezados visitantes do blog Pensar...

Estou lançando uma promoção relâmpago com duração até o dia 23 de Novembro de 2009, quando sortearei o livro "Noções de Hebraico Bíblico" de Paulo Mendes pela editora Vida Nova, de segunda mão, mas em perfeito estado. Esta é uma forma de agredecer a todos os educadores, teólogos, filósofos, leigos e amigos que visitam nosso blog.

Para participar do sorteio é simples: basta seguir o twitter do blog Pensar... para seguir o blog no twitter clique aqui.

O sorteio será com o nome de todos os seguidores do blog no dia 23 à tarde. Postarei aqui no blog e no twitter o nome do ganhador. Basta que o ganhador entre em contato comigo pelo e-mail igor@teologo.org e enviarei imediatamente a obra pelos correios.

Em breve sortearei outra obra, um Dicionário de Hebraico-Português/Aramaico-Português da editora Sinoidal. Imperdível, divulguem!

Abraços a todos,
Igor Miguel
19 de out de 2009 | By: @igorpensar

Uma visita à filosofia do diálogo de Martin Buber


Estarei discutindo com um grupo de amigos, teólogos, estudantes, pesquisadores e leigos, a respeito da "Filosofia do Diálogo de Martin Buber" no colóquio da AKET que acontecerá hoje.

Segue aí maiores informações:

Dia:
19 de outubro de 2009.

Local:
Livraria Status - Café, cultura e arte.
Rua Pernambuco, 1150 - Savassi
Belo Horizonte - MG
Horário 19:30

Informações:
Guilherme ou Alessandra 25358962.

ENTRADA FRANCA
14 de out de 2009 | By: @igorpensar

Qual é a melhor tradução da Bíblia?

Por Igor Miguel

Qual é a melhor tradução da Bíblia? Me perguntam isso com tanta frequência que me sinto obrigado a escrever um comentário sobre o assunto. Tentarei ser breve a este respeito.

Não existe uma melhor tradução da Bíblia em termos absolutos.
Porém, existem boas traduções para determinados textos que são péssimas para outros. Então, qual seria a solução? Uma leitura comparada. O que é leitura comparada?

A leitura comparada, seria a leitura de um determinado texto bíblico comparado entre as diversas versões disponíveis em língua vernácula (em nosso caso o português) e/ou em outras idiomas que se tem domínio. Isso significa ter um monte de Bíblia aberta sobre a mesa? Não, pois hoje em dia é possível ter programas de computadores com várias versões, que podem ser abertas paralelamente, possibilitando assim, a leitura comparada entre as diversas versões.

Quais seriam as principais versões em língua portuguesa? O Brasil é o pais com mais versões e traduções da Bíblia no mundo. Existem mais versões da Bíblia em português do que em qualquer idioma. Isso é uma vantagem? Sim, sem dúvida!

O problema da tradução é que ela é limitada por natureza. O texto original em hebraico (AT) ou grego (NT) possui algumas palavras com dezenas de possibilidades de tradução, obviamente, o tradutor é limitado e só pode eleger uma tradução dentre as várias possiblidades. Resultado? Tradução é uma limitação do original, inevitavelmente. Um afunilamento das possibilidades tradutórias. Por isso, a leitura comparada é o mais indicado, e quanto mais versões para essa leitura, melhor.

Obviamente, que a melhor forma de se ler os textos bíblicos é lê-los no original (hebraico para a Bíblia Hebraica e grego para o chamado Novo Tesamento). Porém, aos que tem dificuldades para aprender alguma dessas línguas o indicado é a leitura comparada.

Segue abaixo as principais versões da Bíblia em português:

- Tradução João Ferreira de Almeida: Revista e Atualizada (ARA)
- Tradução João Ferreira de Almeida: Revista e Corrigida (ARC)
- Tradução João Ferreira de Almeida: Edição Contemporânea (AEC)
- Nova Versão Internacional (NVI)
- Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB)
- Bíblia Hebraica em Português da Editora Sêfer (BHP) - só Antigo Testamento.
- Novo Testamento Judaico - David Stern (NTJ)
- Bíblia de Jerusalém (BJ)
- King James - tradução para o português - (KJV)

Existem versões que são nativas em português, outras que já são tradução de tradução, como a BJ que veio do francês, a NTJ, NVI e a KJV que vieram do inglês.

Bíblia em outros idiomas que ajudam muito, Hebrew Bible - Jewish Publish Society (só a Bíblia Hebraica - Antigo Testamento), Young Literal Translation (uma tradução literal da Bíblia), New King James Version (nova versão da King James) e em espanhol a consagrada Reina Valera, principalmente a Nueva Version.

Importante mencionar, que não se deve confundir "versões" com "Bíblias de Estudo". Algumas pessoas me perguntam: A Bíblia Thompsom é boa? Bíblia Thompsom não é uma versão ou tradução, é uma Bíblia temática de estudo. A Thompsom é baseada em uma versão, neste caso a Almeida Edição Contemporânea (AEC). A Bíblia de Estudo Pentecostal, por exemplo, adotou a Almeida Revista e Corrigida (ARC). A Bíblia de Estudo Almeida, adotou a Almeida Revista e Atualizada (ARA) e assim por diante.

Bem, se alguém tiver mais algum dúvida sobre traduções da Bíblia é só comentar. Farei o possível para orientá-los!

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Nota: Bíblia Linguagem de Hoje não é "Bíblia" no meu ponto de vista. É uma paráfrase teológica da Bíblia, por isso não listei a referida obra acima.

9 de out de 2009 | By: @igorpensar

Sabedoria para além do racionalismo

Por Igor Miguel

Minha investigação no mestrado tem sido uma tentativa de aproximar o conceito hebraico de sabedoria (chochmá | חכמה) e as novas perspectivas educacionais, neste caso, os modelos que procuram aproximar ética, cognição e afetividade.

Uma das coisa que percebi em minha investigação, principalmente no livro
Provérbios de Salomão, também conhecido em hebraico pelo nome Mishlei [משלי], é que o conceito de sabedoria ali apresentado diferenciava em muito da forma moderna e popular da idéia de sabedoria. A primeira definição do termo no Dicionário Aurélio é: "grande conhecimento, erudição, saber, ciência.", curiosamente, não é este o conceito de sabedoria presente entre os antigos judeus.

Chochmá (sabedoria) na Bíblia é um tipo de habilidade específica, que envolve desde de habilidades técnicas como a metalurgia (p.ex. Bezalel que trabalhava com ouro e bronze), a costura (p.ex. as mulheres que faziam roupas sacerdotais e cortinas para o tabernáculo), indo até a gestão, a capacidade administrativa, por exemplo aplicado ao sábio Rei Salomão.

Porém, no livro de
Provérbios de Salomão, onde o termo ocorre com mais freqüência, a sabedoria está associada a uma série de princípios éticos de cunho comportamental. De alguma forma, não há uma separação entre o "conhecer" e o "fazer", não há dicotomia entre o "logos" e a "práxis", o que se vê é um conhecimento tácito, tão tácito, que o sábio de provérbios recorre frequentemente à natureza para obter exemplos e analogias para orientar determinados comportamentos. A orientação de que o preguiçoso deveria ir às formigas para aprender a diligência é interessantíssima. De fato o homem socrático obteria tal orientação nos mitos, ou mesmo, na metafísica, ou ainda na transcendência, mas para Salomão, a resposta esta lá na Criação, nas coisas feitas por Deus.

Chochmá tem aspectos multidisciplinares, quando envolve desde o conhecimento técnico, passando pelo comportamento ético, ao conhecimento natural e chegando até a associação rabínica de "sabedoria" à Torá.

Mas, de onde veio a concepção moderna de "sabedoria" ligada ao conhecimento enciclopédico, à performance cognitiva e à algum tipo de conhecimento puramente teórico?

São Tomas de Aquino, considerado o pai da escolástica, introduziu no pensamento europeu a dicotomia entre graça e natureza, separando a esfera
metafísica-teológico-espiritual da dimensão natural-material-objetiva. Descartes, mais tarde, foi o responsável por separar (no sopro da teologia tomista) o sujeito que pensa (res cogitans) da coisa extensa (res extensa), ou seja, Descartes separou a mente do corpo, as ideias da natureza, a inteligências das emoções, resultado? Uma ênfase na racionalidade em detrimento da dimensão física e da realidade chamada "objetiva", assim nasce o racionalismo-moderno.

A percepção cartesiana de mundo foi tão eficiente, que até hoje pessoas percebem o mundo ou si mesmas dentro do seguintes esquemas binários: razão/emoção, subjetividade/objetividade, espírito/corpo, metafísico/físico, sobrenatural/natural, teoria/prática e outros pares.

Quando retomamos a percepção bíblico-judaico-cristã de
sabedoria, encontramos um modelo pré-moderno e digamos pós-moderno, de superação da percepção de mundo cartesiana. Chochmá é integradora, sabedoria é "saber viver" e não apenas "saber pensar".

O sábio, no sentido bíblico, é alguém integrado com Deus e com a criação, está enraizado na realidade, interage com ela e com os outros seres humanos. O sábio bíblico não é um filósofo grego, não é alguém que vive em um
gueto intelectual, em um areópago de devagações metafísicas, é alguém enraizado na vida, nos círculos sociais, na comunidade e na natureza. O sábio articula toda sua integridade humana, em toda sua complexidade (alma, corpo, mente, emoções e intelecto) a serviço da vida e da existência.

A sabedoria hebraica, não é racionalista, naturalista ou materialista, ela não permite reducionismos, é integradora. A sabedoria está com a costureira, o ferreiro, o rei, o guerreiro, a dona-decasa e é o princípio ativo da criação, arquiteta do mundo.

Curiosamente, sob muitas críticas, especialistas classificam diversos tipos de inteligência (como a teoria das inteligências múltiplas de Gardner), esta abordagem é uma tentativa de superação do modelo cartesiano de restringir as habilidades humanas à dimensão da razão, à lógica. Como a história e a experiência demonstram, há pessoas profundamente articuladas no campo da racionalidade, mas são desarticuladas na vida social e nas relações humanas.


A sabedoria bíblica, não permite esta fragmentação, propõe, pode-se dizer uma "inteligência integral", um saber holístico, integrado com a ação, o comportamento e a responsabilidade ética.

Um pergunta final: então por que o mundo ocidental ignora estas fontes? Por que a modernidade é tão resistente à tradição judaico-cristã? Aí, seria necessário outro post!
7 de out de 2009 | By: @igorpensar

Eu e Tu na tenda frágil.

Por Igor Miguel

Deixe-me te acolher. Não quero te ver como estranho, não quero te ver como "Ele", "Ela" ou "Isso", quero te acolher como "Tu". Hospeda-te aqui, entra em minha tenda frágil.

Mas, o Tu Eterno se fez carne e morou aqui no meio de nós.

Não quero te ver como um estranho, não quero te ver como estrangeiro e peregrino, hospeda-te em meus domínios. Tem água fresca para acalentar tua sede. Tem pão fresco e esfumaçante para matar tua fome. E, se a noite esfriar, tenho lenha o suficiente para aquecer os teus pés. Mas, não passe de teu servo, sem antes inclinar-te sob este teto simples. Juro que te acolho, que te sentirás confortável e que não te faltará nada.

O vento costuma vir contra esta casa frágil, ouço o som dos pregos ruindo forçados pelas rajadas, mas não temo enquanto estas aqui, sei que nada acontecerá, sei que enquanto estás aqui, por graça ou por mistério o vento não prevalecerá. A única coisa que posso fazer, não por recompensa, não por interesse, mas por amor, é te servir.

Vou enfeitar a mesa, eu juro! Vou colocar frutos, flores, velas e a toalha que herdei de meus avós e te assentarás aqui, só Eu e o Tu, juntos, sem objetos, sem ilusões, pura comunidade, puro vínculo e puro encontro.

Enquanto estiveres aqui na minha tenda frágil, não poderei mais usar enquanto, pois será sempre, será eterno. "... mais vale um dia em teus átrios que milhares a meu modo..." (Sl 84:11).

Arrepia-me a tua presença, meus ossos tremem diante de tua integridade, meus olhos marejam de emoção, sinto um fogo ardendo dentro de mim e esgotam-me as palavras. Neste momento só há o Tu, puro, imediato, eterno, atemporal, inesgotável, indescritível... [silêncio].

"O homem se torna Eu na relação com Tu" (Martin Buber)
5 de out de 2009 | By: @igorpensar

Twitter: come and follow me!

By Igor Miguel (from Brazil)

Jesus said, 'Come and follow me'. If he used Twitter I'd follow him certainty. But just how to follow the man of Nazareth discipline me as a human being, in some instance the Twitter concept is disciplining me as an amateur blogger. It took me a release from the academic tendency to write articles and not "posts". The Twitter disciplined me to avoid redundancy and prolixity. I feel myself comfortable I don't feel compelled to write and to put all content in a "post" alone, I can divide it. Comfortable for those who write and comfortable for those who read.

Anyway, I will post my experience with Twitter concept for almost 3 months of user (without prolixity, I hope).

A lot of people saying that twitter is a narcissistic tool, as it is a lot of people saying a series of banalities like, I'm gonna go to the bathroom, I'm at my grandmother eating hot dogs, watching Dr. House and so on . I don't know if this can be considered narcissism, probably there is a "audience" interested in the privacy of the subject "followed", but most times no one has the patience to read such reports snapshots.

I found a secret, Twitter is good according to their criterion of subjects (or institutions) to pursue (them). My Twitter network has a lot of people and institutions that interest me, the production of mini-content interests me. I follow friends, academics, writers, readers of my blog, researchers, collectors of comic books and strangers who produce good content, indicating books, create interesting sayings, indicate breaking news and also those whose post trivia, and again, I like as my friend Marcos Custodio @marcoscustodio describing his pleasure in eating a pie at the free market with his family.

I will stop here (you see as twitter discipline me?), after all, I don't want to write something that you do not support reading, the philosophy is the same and you do not need to get my cross. In Him, I think so! @igorpensar

Twitter: vem e me segue!

Disse Jesus: 'Vem e me segue'. Se ele tivesse twitter eu o seguiria com certeza. Mas, assim como seguir o homem de nazaré me disciplina enquanto ser humano, em alguma instância o conceito twitter vem me disciplinando enquanto blogueiro amador. Custei a me libertar da tendência acadêmica de escrever artigos e não "posts". O twitter me disciplinou a evitar a redundância e a prolixidade. Sinto-me confortável por não me sentir obrigado a escrever a colocar todo conteúdo em um "post", posso dividí-lo. Confortável pra quem escreve e confortável pra quem lê.

De qualquer forma vou postar minha experiência com o conceito twitter nestes quase 3 meses de usuário (sem prolixidade, espero).

Tem muita gente dizendo que o twitter é uma ferramenta narcisista, pois fica um monte de gente dizendo uma série de banalidades do tipo: vou ao banheiro, estou na casa da minha vó, comendo cachorro-quente, assistindo Dr. House e por aí vai. Não sei se isto pode ser considerado narcisimo, desde que haja um "público" interessado na vida privada do sujeito "seguido", porém, na maioria das vezes ninguém tem paciência em ler tais relatos instantâneos.

Descobri um segredo, o twitter é bom de acordo com seu critério de sujeitos (ou instituições) a serem seguidas(os). Minha rede twitter tem um monte de gente e instituições que me interessam, cuja produção de mini-conteúdo me interessa. Sigo amigos, acadêmicos, escritores, leitores do meu blog, pesquisadores, colecionadores de revista em quadrinhos e desconhecidos que produzem bons conteúdos, que indicam livros, criam provérbios interessantes, indicam notícias de última hora e também postam trivialidades, vez ou outra, eu leio, como meu amigo Marcos Custódio @marcoscustodio descrevendo seu prazer em comer um pastel na feira em família.

Vou parar por aqui (tá vendo como o twitter me disciplina), afinal não quero escrever algo que você não suporte ler... a filosofia é a mesma e você não precisa pegar a minha cruz. A dEle, penso que sim! @igorpensar

3º Congresso da Aket: Globalização e Comunidade: Perspectivas Cristãs.

O fenômeno da globalização é um fato no qual todos estamos implicados. O acelerado avanço tecnológico em áreas como transportes e comunicação, aliado à crescente permeabilidade de antigas barreiras que restringiam as trocas entre atores globais, como aquelas apresentadas pelos Estados Nacionais, reconfiguraram grandemente as relações sociais e vidas pessoais por todo o mundo, fazendo deste um local simultaneamente muito grande e muito pequeno. Pessoas, instituições públicas e privadas passam a ter de se relacionar com este novo cenário mundial e com suas implicações para o futuro.

Mas embora a globalização seja um fato, não há unanimidade sobre ele. Intensos debates têm sido travados em torno dos riscos e reais benefícios para a vida de pessoas e instituições por todo o mundo. Será a globalização um caminho inevitável, no qual o mundo tenderá a se tornar uma aldeia global, mais consciente e mais tolerante? Ou será ela uma grande construção virtual e impessoal, destrutiva para as instâncias e instituições que sustentam a individualidade e a comunidade? Em qualquer caso, que tipo de resposta o cristianismo deve articular diante desse “mundo novo”?

Estas e outras perguntas se tornam relevantes à medida que participamos deste momento histórico sem precedentes como agentes conscientes e responsáveis. E é com prazer que a Associação Kuyper para Estudos Transdisciplinares convida os interessados para o seu 3º Congresso: “Globalização e Comunidade: Perspectivas Cristãs”, quando teremos a oportunidade de imaginar um mundo diferente.

Marque em sua agenda: 23 a 25 de Outubro de 2009.
Valor da Inscrição:
R$ 20,00 para membros da AKET
R$ 30,00 para estudantes (não associados à AKET)
R$ 40,00 para outros participantes (não associados à AKET)
Maiores informações pelo email secretaria@aket.org.br.
Informações: Guilherme | 31 8417-6211
www.aket.org.br