3 de dez de 2009 | By: @igorpensar

DRUI é um enigma.

Por Igor Miguel

DRUI é um enigma, que se lido da forma errada é a forma certa de uma abreviação.

Há "Igrejas Evangélicas" que não são mais evangélicas. Outras podem parecer. Mas, se continuarem reproduzindo a lógica da DRUI deixarão de ser em breve. E, por que a DRUI não é mais uma "Igreja Evangélica"?

Quando se diz que uma "Igreja" é evangélica, isto significa que ela está comprometida com o evangelho. Comprometimento com o "evangelho" significa, comprometimento com a boa-nova. E qual é a "boa-nova"? A mesma que o "jovem rico" ouviu e constrangeu-se. A "boa-nova" aterrorizou o jovem de posses, pois ele não podia obter o que sabia que era "melhor", pois tinha transformado o que era "bom" em ídolo. Ele queria juntar o "útil" ao "agradável", mas a mensagem do evangelho pregado por Jesus, não consegue dividir territórios. Não porque Jesus seja "anti-social" ou não tolere vizinhos, mas porque Ele simplesmente ocupa todas as lacunas, subjuga todo os senhores e governa absolutamente.

O desafio é entender, que Jesus foi profanado por "falsos evangélicos", o uso indiscriminado de seu nome em adesivos, placas, pichações, camisas e em orações à mesa de corruptos, manchou tudo aquilo que ele significa. Jesus foi vulgarizado, virou piada, seu nome foi profanado entre as nações. E, reconstituir Jesus de sua dignidade, agora, dá trabalho. Sabe por que? Porque, estes que "dizem que são, mas não são" roubaram as vestes do rei, arrancaram sua coroa, sepultando-0 sob os escombros do altar que derrubaram, altar onde deveriam morrer.

O resultado? Uma Igreja nada evangélica, pois o evangelho tem duplo efeito: atrai os que o Pai trouxer, mas repele aqueles que não o receberão. O evangelho é loucura, escândalo, pedra de tropeço, justamente para que só os escolhidos o alcancem, e os filhos das trevas sejam repelidos. Que pretensão! A salvação pertence ao Senhor! Nossa função? Dignificar aquele que é "rocha de escândalo" e "pedra de tropeço".

Isto é o evangelho, e ser evangélico é comprometer-se com esta "boa-nova", que não ergue altares manchados pelo desejo de possuir; que não galga o sucesso humano na posse, no desempenho e na superficialidade estética.

O evangelho é uma cruz escandalosa, onde sacrifica as ambições, a vontade pessoal e as aspirações idólatras. Se um Rei da mais alta estirpe judaica foi para a cruz, o que dirá dos pretensiosos poderosos deste século?

Que sejamos pregados em cruz de humilhação, em um madeiro de dor, sepultados em túmulo inviolável, e quando estivermos prontos, quando nossa sujeira estiver sobre Ele, que as chaves da morte e do inferno sejam colocadas na fechadura e que a porta se abra, elevando dos escombros de toda esta falsidade teológica, um novo homem à imagem d'Aquele que o criou e não à imagem de seu ídolo.

Se isso é evangelho, a DRUI não é mais Igreja Evangélica, e se ser evangélico é crer nesta boa-nova aterradora, é amor e fogo consumidor, neste sentido, sou plenamente evangélico. Plenamente crucificado! Eles não são! Eles são DRUIDAS, adeptos do DRUIDISMO, que é: "... uma religião natural, da terra baseada no animismo, e não uma religião revelada (como o Islamismo ou o Cristianismo), os druidas assumem então o papel de diretores espirituais do ritual, conduzindo a realização dos ritos..."*

5 comentários:

Carlos Coléct disse...

olá Igor

sou muito edificado com esses estudos meu irmão...

Carlos (Curitiba)

Barbara Alves disse...

Olá Igor!
te dei carona pra casa do Kaká uma vez lembra!?
nossa! muito bom seu texto!
obrigada!

Aender disse...

Cara, não tem o que dizer... Quando estive com o Eduardo na casa principal dos DRUIDAS, fiquei aterrorizado. Você traduziu brilhantemente com palavras uma sensação que vivi por alguns minutos.
Parabéns!!
Sou seu fã.

Marcus Vinicius disse...

Igor,
saúde.

Teria a bondade de disponibilizar-me seu endereço de e-mail para que eu possa lhe escrever?

Marcus.

Eric disse...

Olá Igor,
Excelente texto, principalmente o 4º e o 7º parágrafos! Valeu pelo texto, é bom termos textos que descrevam o que é o Evangelho.
Um abraço,
Eric