29 de dez de 2010 | By: @igorpensar

A Trindade fora d'A Cabana

Em linguagem muito simples, Mark Driskoll pastor da Mars Hill Church, pastor reformado e membro do The Gospel Coalition (organização internacional que agrega os principais pastores reformados, tendo em vista a afirmação do evangelho como ele é), fala sobre a trindade em uma crítica ao livro "A Cabana".

Observe, como em sua explicação ele destaca algo que João Calvino chamaria de "ordem hipostática" ou "ordem econômica", que apesar do Pai, o Filho e o Espírito Santo serem UM quando a natureza e a divindade -- afinal a doutrina trinitária é monoteísta -- há distinção de papéis e funções entre as pessoas da trindade, inclusive "hipostaticamente", há um tipo de "hierarquia" nestas funções. Não obstante, não há qualquer "hierarquia" quanto a natureza divina, o que seria um erro teológico antigo. Infelizmente, muitas pessoas se colocam contra a trindade (como eu fazia) por não compreenderem estes detalhes, outros até creem na trindade, mas não a compreendem. Está aí uma forma simples e didática que não explica a doutrina de forma completa, mas toca em pontos que nem sempre ficam claros para quem os estuda.

6 comentários:

Wagner Pessoa disse...

Boas colocações meu amigo. É interessante que ao se abraçar a doutrina da Trindade, temos um "leque" maior a ser considerado dentro da questão da "imago Dei", tanto na vida em comunidade (a igreja), como na vida no lar. Todos compartilham da mesma substância, mas os papeis são diferentes. Existe unidade mas também diversidade e etc. As implicações da Trindade em sua relação entre Si e em Sua relação com a Igreja, me parecem um solo muito fértil a ser cultivado.

victor disse...

Igor, eu juro que fico nervoso,agoniado, triste e com vontade de fazer não sei o que qd vejo conceitos tão deturpados. Cara, ultimamente eu tenho mais vontade de evangelizar os crentes do que os não crentes. Precisamos curar os de dentro pra querermos pensar nos de fora. Não se estou certo em pensar assim, mas tem dado desespero em ver conceitos básicos tão deturpados.

Ah, teria como vc substituir o link por esse: http://www.youtube.com/watch?v=Xvmh0JWYS8I ?

Este tá com legenda. Acredito que o alcance será maior.

Victor Bimbato

@choks23

@igorpensar disse...

Exatamente Victor! Temos uma missão interna. A resposta para a crise evangélica não é exógena (fora da Igreja), mas a resposta está lá na história da Igreja, em sua trajetória, na biografia de Calvino, Lutero, Wesley, Agostinho, J. Edwards, Bunyan, Spurgeon e outros se engajaram no anúncio da suficiência de Jesus e do evangelho. Estes homens eram zelosos pelo que parecia básico. Que no final acabando nos esquecendo por subestimação. Aí grupo heterodoxos, seitas e partidos facciosos valem-se do fracasso de algumas igreja para crescer a sua custa.

Boa observação!

Igor

Anônimo disse...

Este Mark é um fundamentalista metido a sabichão. Fala como se fosse o dono da verdade. Sem falar que não sabe nada sobre literatura e gênero literário. O Cara não sabe ler o livro A Cabana como literatura, logo não deveria emitir opniões sobre o livro.

Os comentários dele são ridículos e chega até ser vergonhoso. Eu comoc ristão sinto vergonha com gente dessse tipo que se mete a falar do que desconhece.

A trindade é um dogma cristão criado para conter as mútíplas idéias que surgiram, algumas bizarras, no começo da era cristã. A Trindade não pretende definir DEUS ou descrevê-lo, mas é uma aproximação teológica de algo que jamais podemos imaginar.

Simples.

@igorpensar disse...

Prezado anônimo,

Obrigado por sua incursão. Eu gosto do Mark, acho que ao invés de fundamentalista, prefiro dizer que é não-liberal. Um teólogo que quer ser ortodoxo sem perder a capacidade comunicar verdades antigas em uma linguagem compreensível.

Entretanto, a questão aqui não é sobre o Driskoll, mas sobre a doutrina trinitária, neste ponto, as observações levantadas por ele são relevantes sim.

Desculpe-me se minhas palavras soam indelicadas, mas, acho que uma pessoa que se diz "cristã" (me parece ser seu caso) e logo depois dizer que a continha algumas "ideias bizarras no começo da era cristã" no mínimo, não compreendeu a grandeza teológica desta doutrina. Que em um ponto concordo, não tinha pretensões de esgotar a compreensão de Deus, por outro lado, explicava questões importante, sobre como este Único Deus se revelava através das Escrituras por um complexidade relacional.

Eu seria mais cuidadoso na afirmação, talvez você me ache fundamentalista também, mas cansei de ser "moderninho" e "relativista", prefiro uma ortodoxia sóbria, que sempre será relevante em um mundo permeado por trevas e confusão religiosa.

Abraços,
Igor

Anônimo disse...

Respeito sua opnião Igor...vc pode ser ortodoxo mas não é como este cara...vc até que está aberto ao diálogo.

Porém, eu prefiro a ortopraxia dos apóstolo de Cristo e da liberdade que a graça me permite através da manifestação histórica do Ungido.

Abraços fraternos