1 de set de 2012 | By: @igorpensar

Novo Estatuto do UMJC [denúncia]

Para quem não sabe, a Union of Messianic Jewish Congregations (União de Congregações Judaico-Messiânicas) internacional refez seu "estatuto de fé", melhorando e muito, afirmações que já eram explícitas no formato anterior, explicitando principalmente seus vínculos com a ortodoxia cristã.

O judaísmo-messiânico que chamo "kosher" é aquele composto por judeus de fato e autenticamente judeus que reconhecem em Jesus o Messias e Senhor, pleno de sua divindade, e efetivamente fonte donde procede toda salvação.  O que não pode ser confundido com movimentos compostos por gentios que se afirmam serem judeus por puro fascínio pela tradição judaica e o povo de Israel.

O problema é que existem congregações ligadas ao UMJC no Brasil que não concordariam com as afirmações da organização que supostamente as preside, como se observa abaixo.   Principalmente, depois do novo "ajuste", onde explicitamente, se reconhece o valor da Trindade e da Tradição Teológica do Cristianismo.

Quem quiser acessar a versão original clique aqui.

Alguns trechos importantes que traduzimos:

"Há apenas um Deus que se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Toda ação divina no mundo é alcançada pelo Pai, realizada através do Filho e no poder do Espírito. Este Deus se revelou na criação e na história de Israel como transmitido na Escritura." (Gn 1:1; I Co 8:6; Ef 4:4-6).
[...]
"A tradição judaica serve como ligação viva que nos conecta como judeus contemporâneos a nosso passado bíblico e prove recursos necessários para o desenvolvimento de um estilo de vida e pensamento judaico-messiânicos. Não obstante, a tradição teológica cristã oferece ricas percepções na revelação do Messias e sua vontade, e judeus-messiânicos precisam recorrer a esta riqueza (Ts 2:15; Rm 13:7; Jd 3)."
Em outras palavras, qualquer comunidade que se diga filiada ao UMJC no Brasil que não crê na Trindade nos termos aí descritos e ainda critica e rejeita a "tradição teológica cristã" simplesmente rebela-se contra aqueles a quem se dizem filiados.  A propósito, ao menos duas comunidades ligas ao UMJC no Brasil, não são trinitárias e tão pouco se posicionaram publicamente a respeito de qualquer favorecimento à tradição cristã.  O que tenho visto e vi por alguns anos, foi exatamente o contrário, como postei em artigo recente por aqui, onde destaco a alegação de alguns ligados ao movimento, que se colocam claramente contra a Trindade.  Logo, assevero, deve-se deixar claro que tais comunidades se aproximam muito mais de um formato restauracionista do que de um judaísmo-messiânico "kosher" que o UMJC se esforça em edificar.

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