13 de ago de 2010 | By: @igorpensar

Novos Evangélicos

Post aqui, meu comentário ao interessante posicionamento de Wallace Corrêa responsável pelo Blog Despotês ao artigo da Revista Época sobre os "novos evangélicos".

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Wallace, esta é a pegada.

Quando li o texto da Época, depois da euforia, comecei a pensar, pensar e pensar. E claramente, ouvi as vozes de comunidades emergentes com uma ortodoxia minimalista ou a-ortodoxas, arreganhadas à pós-modernidade, mas sem uma proposta, ou com uma proposta teológica privatizada. James K.A. Smith está certo, a melhor forma de subverter a modernidade é ser pré-moderno, é erguer a Igreja de seus fundamentos, de uma boa tradição cristã.

A Época não falou, por exemplo, da retomada da tradição reformada em alguns círculos, a afirmação da clássica fé protestante, sem desconsiderar o
Missio Dei. O artigo não considerou o despertamento intelectual em alguns círculos teológicos, em que se pretende um engajamento político sem as pretensões do materialismo-histórico. O artigo não considerou, salvo os fragmentos de vozes reformadas na matéria, que há uma velha e renovada orientação teológica que afirma a soberania de Deus, sua graça comum despejada no mundo e a depravação dos homens.

No artigo, todos parecem articulados. Cobeligerantes? Mas, não! Estes são pequenos movimentos, destinados a serem engolidos pelo relativismo cultural. Honestamente, no final, só sobrarão as comunidades simples, sem grandes pretensões, que sejam fervorosas, criativas, amorosas e enraizadas em sólida tradição teológica.

Obrigado por seu texto!

Soli Deo Gloria.
Igor Miguel

6 comentários:

Daniel dliver disse...

Olá Igor,

Ed Stetzer, missiólogo batista, em recente artigo sobre as tendências futuras no evangelicalismo, assevera:

"Acho interessante que dois dos movimentos mais interessante na igreja a partir desta primeira década do milênio foram o movimento da igreja emergente e o novo movimento Reformado. Conquanto eles tivessem muitas diferenças entre si, uma coisa que eles compartilhavam em comum era o seguinte: ambos estavam buscando um evangelho melhor."

O que você pensa desses movimentos?

INSTITUTO ABBA disse...

Li este artigo da época e até fiz um desabafo no meu blog pessoal. A princípio passei também pela euforia, até reler novamente o artigo. Então senti um misto de revolta e receio.
A revolta se deve ao fato de sermos divididos, separados pelo dicionário, pelos conceitos, pela formulação de nomenclaturas que não dizem absolutamente nada verdadeiro sobre o que está acontecendo.
Já não bastasse a grande confusão em que vivem as "comunidades cristãs evangélicas" com relação a estas nomenclaturas, ainda encontramos profissionais da comunicação para fazer relatos quase sem conhecimento de causa.
Não quero ser simplista mas quero ser simples. Então seja em espaços organizados, seja em organismos com pouca organização; seja judeu, seja gentio; seja brasileiro, seja português; seja lá o que for... eu espero que esses títulos possam ser substituídos apenas por um DISCÍPULOS DE JESUS CRISTO. e que verdadeiramente sejamos um no amor do Senhor. E basta...

Wallacce Corrêa disse...

Igor, muito obrigado pela sua visita ao Déspotes. Muito mais pelo seu valioso comentário. Forte abraço.

@igorpensar disse...

Daniel, tudo bem?

Obrigado pelo comentário!

Penso que ambos procuram dar uma resposta à crise com a modernidade. Porém, metodologicamente, o movimento emergente peca por uma "ortodoxia rala", generosa de mais. Penso que uma proposta semelha a de Mark Driscoll de uma "reforma emergente" é mais interessante, pois envolve um cristianismo que sabe lidar e comunicar-se através da cultura contemporânea, sabe dar respostas que a modernidade não soube dar, e tudo isso, sem abrir mão dos fundamentos ortodoxos, da tradição cristã.

Um grande abraço e volte sempre!

@igorpensar disse...

Beth,

As delimitações são importantes para localizar que tradição determinado movimento está ligado. Porém, o que não pode ocorrer, é uma redução aos rótulo, isto não legal. Mas, de fato, vejo que muito da crítica e da consciência de crise que cresce exponencialmente, deve-se, como deixa claro a matéria, a Internet e as redes sociais (blogs, twitter etc) que ainda são grandes ferramentas para mobilizações a este respeito.

Um grande abraço!

@igorpensar disse...

Wallace,

Foi um enorme prazer mano! Seu post ficou excelente.

Abraços,
Igor