21 de fev de 2011 | By: @igorpensar

Homem: tragédia nada grega

Aceite o agradável desafio de enveredar-se pela revelação do único Deus em trindade sob uma perspectiva teatral. Se coloque na plateia, e com um pouco de ousadia, deixe-se atrair irresistivelmente para o palco e vivencie o drama de Deus se movimentando em ação para criar e salvar os homens. Ao invés de uma leitura racional e lógica, arrisque-se a dar um salto onde não só a razão, mas a emoção, o imaginário e o estético integram-se formando uma experiência espacial e dramática de quem Deus é, ou melhor, de como Deus atua. Ao invés de explorá-lo somente pela teologia, desafie-se a explorá-lo pelo teodrama.

A tragédia aconteceu, mas pode ter certeza que o Dramaturgo não foi pego de surpresa. O homem perdeu seu figurino e papel original, por isso se viu nu, despido de suas atribuições criacionais. Justamente por se deslocar e desejar estar fora do palco, acabou por se esconder atrás do cenário, ou como diz o texto: eles (Adão e Eva) se esconderam “por entre as árvores do jardim”.

Não suportando o papel estipulado pelo criador da peça, ambos, os atores do jardim, procuraram meios para se revestirem de um novo figurino. Apropriaram-se de folhas de figueira, pois havia luz e voz no palco, o improviso acabou sendo a única saída diante da preocupada voz do Diretor. Adão e Eva esqueceram o script e foram tirados do palco, ainda sob a voz que perguntava: "Onde estás?".

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Autor: Igor Miguel

6 comentários:

Anônimo disse...

Sem comentários, sensacional. Eric Jóia

Daniella disse...

O mais interessante de vivenciar o teodrama é que já sabemos que os finais serão sempre felizes, porque desejamos cumprir o nosso papel. Anseio por responder: "Eis me aqui", sempre que Meu Pai perguntar: "onde estás?"
Que o sacrifício de Jesus me revele, em todo o tempo, qual é o meu script...

Diácono Flávio Sobreiro disse...

Caríssimo Igor!

Esta pergunta de Deus: "Onde estás?", continua sendo feita a cada um de nós todas as vezes que nos desviamos da essência cristã. Deus em seu infinito amor não cansa de procurar-nos. Somos seres peregrinos que caminhamos rumo ao coração da Trindade. Entre pedras e flores vamos construindo nossa trajetória humana e desumana no palco da vida. A única certeza que temos é somente uma: Deus deseja que sejamos protagonistas dos seus mais belos sonhos.

Obrigado pela partilha deste texto rico em simbologia e espiritualidade.

Abraços.

Jefferson CEBNA disse...

Igor essa "viajada"(Teodrama)é simplesmente sensacional,usar a arte pra entender a missão,o sacrificio e o fim .
Sou grato ao senhor por você,sempre disposto a ensinar e a aprender com a mesma simplicidade!
Grande abraço!

Ps:gostou do "Armandinho?"

Miss. Leandro Prata disse...

Olá Igor, meu nome é Leandro Prata sou missionário do Senhor e moro no rio de janeiro. Um dia uma amigo meu me apresentou um aula sua e me disse que tinha outras, eu pedi ele me passou as aulas, um total de quase vinte. Ouvi essas aulas mais de uma vez e passei adiante para outras pessoas. Eu já havia lido os textos de qmram, alguma coisa de Flávio josefos vi que seus estudo eram muito relevante para uma volta a simplicidade do evangelho tenho uma amor muito grande por Israel e povo judeu. Glória Deus pela sua vida continua ensinado e discipulando o povo não olhe para o homem sua recompensa vem do Eterno shalom adonay. Godtei muito desse artigo sou câmera mam e editor de vídeo. Meu contato: leandroprata.blogspot.com ou www.hatikvaproducoes.com.br

A Tua palavra é A Verdade ! disse...

Olá Igor, graça e paz.

Aprecio os 'Teodramas', eu vejo nessas situações as coisas de maneira mais clara, não são todos que conseguem descrevê-los sem ferir as sagradas escrituras.
Eu vejo na bíblia muitas situções engraçadas e não posso comentar com todos o meu modo de ver pois me chamariam de herege, o Senhor Jesus Cristo tinha muita paciência com aquele povo (simples), com os escribas e farizeus ele falava sério e não passava a mão na cabeça deles,vemos hoje tantos fundamentalistas (farizeus) que explicam tudo... gostaria de ver como o Senhor os trataria, seria meis ou menos assim, raça de víboras e hipócritas!!!

Seu conservo.

Iveraldo Pereira.