6 de mar de 2012 | By: @igorpensar

Bonhoeffer e a Heresia

Há uma relativa tolerância a pequenas "gafes" teológicas, estamos em um processo de aprendizagem teológica.  Existem questões doutrinárias importantes, mas que não são centrais.  Agora, existem doutrinas caras à fé cristã e que são inegociáveis, como a Trindade, a centralidade de Cristo e do evangelho.  Estes pontos não são periféricos, e qualquer oposição a eles deve ser tratado pastoralmente e biblicamente.  O grande teólogo luterano e mártir cristão, que se opôs ao nazismo e protegeu judeus, Dietrich Bonhoeffer, nos brinda com uma breve reflexão sob o tratamento apostólico dado à heresia.  Não dá para ser politicamente corrento quando o que está em jogo é o núcleo identitário do cristianismo: Jesus Cristo
"Por doutrina falsa se deteriora a fonte da vida da igreja e da disciplina eclesiástica. Por isso, pesa mais o pecado contra a doutrina que o pecado contra a disciplina cristã. Quem rouba da igreja o Evangelho merece condenação irrestrita; quem, porém, peca em sua conduta, para esse existe o Evangelho. Disciplina doutrinária refere-se, em primeiro lugar, aos ministros encarregados de ensinar o Evangelho na igreja. (...) É dever do ministro propagar, na igreja, a reta doutrina e combater qualquer perversão. Onde se instalam heresias evidentes, o ministro ordenará que "não ensinem outra doutrina" (1Tm 1.3), pois ele é portador do ministério da doutrina e tem direito de ordenar. Além disso, deverá evitar contendas de palavras (2Tm 2.14). Se for comprovada a heresia, admoeste-se o herege primeira e segunda vez; se não ouvir, rompa-se a comunhão com ele (Tt 3.10; 1Tm 6.4s.), pois ele seduz a igreja (2Tm 3.6s.)."  
Dietrich Bonhoeffer, Discipulado, p. 193-194.
Citação destacada e publica pelo filósofo e teólogo Jonas Madureira em rede social.

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