3 de out de 2014 | By: @igorpensar

O gay não é o novo negro

O homossexual não é o novo negro e o novo judeu. Não acho justo com judeus e negros valer-se do holocausto e da escravidão como plataformas para defender a agenda LGBT como fez Luciana Genro no debate dos presidenciáveis da Globo. Por um motivo básico: o núcleo identitário de judeus e negros não é o afeto, eles encarnam étnica, cultural e inevitavelmente sua judaicidade e negritude.

De acordo com o Manual de Comunicação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais o termo 'orientação sexual' refere-se: "à capacidade de cada pessoa de ter uma profunda atração emocional, afetiva ou sexual por indivíduos de gênero diferente, do mesmo gênero ou de mais de um gênero, assim como ter relações íntimas e sexuais com essas pessoas." Judeus e negros são o que são por fatores identitários completamente diferentes daqueles suportados pela militância LGBT no Brasil.

Ser judeu e negro não depende de uma orientação, propensão ou disposição subjetiva, afetiva ou individualista, como propõe o Manual LGBT, mas de uma longa tradição histórica, cultural e étnica. As identidades judaica e negra localizam-se em um núcleo diametralmente oposto ao autodeterminismo sexual individualista que suporta a homossexualidade. Por esta razão, não é intelectualmente honesto se apropriar do sofrimento judaico e negro para alavancar a defesa de homossexuais. Para estes, o que se deve fazer é lhes garantir direitos humanos, precisamente o que fora ou tem sido feito com aqueles.

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