9 de jul de 2009 | By: @igorpensar

Internet, Segurança e Sistema Operacional

Por Igor Miguel

Ontem o mundo testemunhou os efeitos de um ataque virtual bem articulado e simultâneo. Vários sites do governo americano e sul coreano saíram do ar . Como isso foi feito? Simples. Todo portal tem uma cota de acessos que quando excedida é bloqueado pelo servidor automaticamente, salvo se os administradores aumentarem a cota. O problema é que os ataques que aconteceram, foram realizados dentro da seguinte lógica:

Um grupo de crackers[1] e não hackers, como veicula a mídia, implantaram pequenos programas em máquinas vulneráveis em diversos lugares do mundo. Assim, estes computadores tornam-se zumbis. Em um horário e data especificados efetuaram acessos simultâneos a sites pré-determinados pelos crackers, sem autorização dos usuários das máquinas usadas. Resultado? Milhares de máquinas acessando determinado site, por exemplo: www.state.gov. Com o excesso de acesso de diversos lugares do mundo, estoura-se a cota de acesso e pronto, sites de bolsas de valores, bancos, sites governamentais e outros saem do ar, provoca-se uma pane generalizada. Assim, até que os administradores tomem as providências, muito dinheiro e tempo é perdido, principalmente em um mundo cada vez mais dependente da Internet e dos computadores.

Importante lembrar que o mundo está caminhando para uma mudança de paradigma, o chamado clouding computing. Cada vez mais usa-se a internet e recursos disponíveis na web ao invés de programas instalados no computador local. A Google pensando nisso, já anunciou o lançamento de seu Sistema Operacional (Chrome OS), que seria um sistema que integra o computador com um usuário cada vez mais on-line que off-line.

Obviamente, com o aumento de máquinas vinculadas à internet, problemas de segurança e vulnerabilidade à invasões ou coisas do gênero aumentarão. Solução? O uso de sistemas operacionais mais seguros. O tempo Window$ já acabou, um sistema operacional de pouca versatilidade, pouco integrado com a internet e cheios de fúros foi o que possibilitou os computadores zumbis nesta última ação cracker. Meu computador, por exemplo, não estava na lista destes crackers, por uma questão simples. Uso um sistema operacional livre em plataforma GNU-Linux, que exige a assinatura do usuário para qualquer ação relevante. Detalhe, não uso qualquer anti-vírus em meu computador.

Outro detalhe, como os usuários de um sistema operacional linux ainda não são tantos, a proliferação acontecerá obviamente através de usuários Window$ ingênuos, que acham que seus computadores nunca serão invadidos.

Use um sistema operacional livre, gratuíto e seguro. Adote uma distribuição Linux. Há uma distribuição extremamente fácil, funcional e em português: Ubuntu.

Veja os vídeos abaixo (nota: A bobo-ponto-com não é o melhor provedor de conteúdo do mundo):


_________________
[1] O termo hacker é uma referência aos especialistas em segurança de rede, que conhecem as vulnerabilidades de determinada rede e seus computadores integrados a ela. Cracker é uma referência a alguém que possui basicamente os mesmos conhecimentos de um hacker, porém faz uso destes conhecimentos com fins maliciosos, como invasão de redes, roubo de senhas, disseminação de vírus, trojans, worms, etc.

0 comentários: