13 de mar de 2015 | By: @igorpensar

Repentina Estreia

Então imagine a cena: todos vivendo suas rotinas, e lá vai ele, um cristão ordinário, junto a suas tarefas diárias. Liberto dos ideais de sucesso, de projetos fúteis e secularizados de felicidade. É verdade, ele vê a deformidade, a feiura, mesmo quando seu mundo parece esteticamente limpo, como em ruas civilizadas, mas tudo é excessivamente árido, impessoal e frio. Mesmo assim, ele vê a vida pelas lentes da esperança, realista é verdade, mas ele espera. Pacientemente espera um dia quando a tela se rasgará, o véu se romperá e tudo ruirá à voz estrondosa. Sim, as cortinas da nova realidade se abrirão! Então, o real de outrora se parecerá uma ilusão, uma apática e entendiante sombra.

Naquele dia, uma luz de doer invadirá o mundo, neste dia, tudo será muito rápido, repentino, não haverá tempo para artimanhas, brincadeiras conspiratórias e engenharia social. Ela descerá pronta, a Cidade de Deus virá edificada com sangue de mártires e com orações de santos. Naquele dia, tudo que não foi feito sobre fundamento eterno, se tornará transitório e se dissolverá. Só haverá uma cidade e um trono. Até as experiências antes consideradas mais concretas, se tornarão utopias diante da densidade desta nova realidade. Nela se ouvirá a Canção de Moisés e a Canção do Cordeiro. A justiça e a misericórdia serão seu fundamento.

Bem, é bem assim, que um cristão toma seu café e sai para o trabalho todos os dias: apenas esperando as cortinas se abrirem e um novo mundo fazer a sua estreia.

"Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" (Apóstolo Paulo, Tt 2:13).


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