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28 de nov. de 2015 | By: @igorpensar

O Brasil Precisa da Igreja

Neste momento, talvez, o melhor esforço político a ser feito seja o de lutar por uma igreja que faça jus a sua vocação: ser igreja. Fundada no senhorio de Cristo, sem outros deuses em seu púlpito, a Igreja brilhará a luz da esperança. Uma grande "fábrica" de gente moralmente responsável, sem moralismos. Gente que resiste às tentações do poder pois aprendeu que Cristo tem o monopólio do poder. Gente modesta...

O Brasil grita por capital moral, e infelizmente, instituições ideologicamente cooptadas jamais lograrão êxito em produzi-lo. Lutemos por uma igreja que brilha a luz do Cristo ressuscitado em um mundo assaltado pelas trevas do cinismo, do desespero, da desumanização, da violência e do descaso político.
 
A desmoralização e a picaretagem generalizada em nome de fé devem ser superadas por um espírito cheio de disposição para afirmar o lugar de Cristo na Igreja: no centro. Uma igreja de gente regenerada, mas discipulada por essa verdade. Igreja que forma excelentes cidadãos, funcionários, empregados, administradores, empreendedores, voluntários, servidores públicos, políticos, acadêmicos, comerciantes, médicos, mecânicos, pedreiros, advogados ou militares, simplesmente por serem eles moral e autenticamente cristãos.
 
O Brasil, mais do que nunca, precisa da Igreja. Não esta da bancada evangélica mas esta espancada pelo Evangelho.
10 de fev. de 2014 | By: @igorpensar

Vulnerabilidade: pobreza e violência

 Por Igor Miguel
 
O ofício me obriga a pensar sobre fatores de vulnerabilidade. Estou convencido, o que torna o homem vulnerável, ou seja, aquilo que fragmenta ou compromete sua dignidade como ser criado à imagem de Deus é, em geral, uma privação ou uma violação.

Privação é falta, um tipo de pobreza. E não pense que pobreza aqui seja a mera ausência de recursos financeiros, penso em uma “pobreza” complexa, a falta de algo que é de direito ou a ausência de “bens” que cooperam para o “florescimento” do ser humano. Não há apenas pobreza, mas pobrezas. Se a integralidade do homem é complexa, tão complexa é a pobreza que incide sobre sua condição. As pobrezas são muitas: intelectual, afetiva, biopsicossocial, cultural, moral, e me reservem o direito, também religiosa. Falta educação de qualidade, vínculos familiares significativos, garantia a serviços de direito, capital moral e espiritualidade significativa.

Por outro lado, o que também torna o ser humano vulnerável é a violência. Ela sempre implica na violação de algo que deveria ser respeitado e sacralizado. A violação é sempre uma profanação. A invasão de um lugar santo, é como sujar o altar com sacrifícios a ídolos. Pense na violação do corpo de uma criança, no estupro, na agressão gratuita a mulheres e idosos. E ainda, na violação emocional pelo assédio moral ou na violência psicológica. Considere a violação do direito à vida, a um tribunal e à justiça pública. Pense nas diversas violências, na invasão da vida privada, pense que somos carregados de violência. E quando somos entregues às nossas ufanias, em casos extremos, matamos em câmaras de gás ou na vida intrauterina mesmo.

Ainda, sob as últimas notícias que publicizam a violência e a degeneração de qualquer confiança nas instituições incumbidas de garantir segurança e justiça públicas, somos tomados de consternação. De fato, a tensão está entre alguma violação ou privação. Desta forma, mais uma vez, estamos diante da vulnerabilidade, que não é um “privilégio” dos aglomerados, há uma pobreza insistente acometendo nossa ridícula classe média também. Por isso, insisto, explicações ideológicas maniqueístas que polarizam as causas, tornam-se brincadeira de criança, quando lidamos com a complexidade das tensões que permeiam projetos civilizatórios tomados por seres humanos pecadores.

Finalmente, temos que relevar a sabedoria e a denúncia do Apóstolo Paulo, a verdade nua e crua, a situação humana que está estampada na TV e nos jornais. Sem a generosidade divina, nossa condição:
“Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos.” (Rm 3:11-18)
19 de jun. de 2013 | By: @igorpensar

A baderna de Deus e a baderna dos homens


Por Guilherme de Carvalho 

No princípio foi disso que a chamaram: “baderna!” Foi assim que a “imprensa vendida” descreveu o movimento. Mas enquanto ela subestimava o povo um sopro de expectativas varreu as redes sociais, insuflando chamas de esperança em alguns, causando arrepios de indignação e desprezo entre outros. Conservadores só viam a baderna e as bandeiras do PSOL, do PSTU e do PCO; a juventude à esquerda viu um futuro, um sentido, um sinal de que estamos vivos e que coisas novas podem acontecer.

“Mas veja bem” – foi a reação imediata de alguns – somos Cristãos. Ordeiros. E “Deus não é deus de confusão” – não é assim que o apóstolo Paulo escreveu em uma de suas cartas? Todos nós sabemos disso. Todos nós, evangelicais ou reformados; só a esquerda e os “pentecostais” é que não sabem. Crente não se mete em confusão!

[continue lendo no site da Ultimato...]

Manifestações: uma conversa.

Os manos Victor Bimbatoo (Brasília-DF), Rafael Lopes (Rio de Janeiro-RJ), Rodrigo Rosa (Uberlândia-MG) e eu tivemos uma conversa aberta ontem sobre as atuais manifestações que ocorreram em diversas cidades brasileiras.  Todos nós somos cristãos, e achamos por bem, abrirmos esta conversa, de modo a darmos início a esta discussão séria que é o papel do cristão em questões políticas e culturais.  Principalmente, diante deste movimento que não pode ser ignorado por ninguém.

24 de nov. de 2009 | By: @igorpensar

Ahmadinejad: o indesejável!

Um pessoa que nega uma das mais intraduzíveis barbáries da história da humanidade, não deveria jamais pisar em solo brasileiro. O holocausto não pode ser negado, questionado, deve ser lembrado para sempre, para ficar claro que o homem é o único que pode praticar a violência com requintes de "racionalidade". Isto me assombra! Como ouvi diretamente de uma pedagoga israelense no Yad Vashem (Museu do Holocausto): "- O problema não são os números. Lembre-se! Cada pessoa é um mundo".