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15 de dez. de 2014 | By: @igorpensar

3º Domingo de Advento

Se há um Deus, Ele deveria em algum sentido ser surpreendente. Surpresa em relação às nossas expectativas sobre quem e como Ele deveria ser. Um Deus previsível enquadrado em cálculos não é "Deus", é fruto de afetos, paixões, uma ilusão. Percebo na narrativa judaico-cristã, que encontramos na Bíblia, um Deus cheio de "extravagâncias" em suas aparições, sempre surpreendendo, sempre curto-circuitando expectativas ilusórias sobres quem Ele é. Abraão tem filho na velhice, Moisés não entra na terra prometida, Davi concebe um sucessor de uma mulher tomada de um pecado, um profeta que lamenta, uma mulher simples pra dar a luz ao Salvador do mundo, e quando se faz gente entre nós, o faz no corpo frágil de um judeu da Galiléia, na periferia da periferia. Parece que há um humor nestes dramas, uma forma que nos parece "bizarra" e "estranha" de se revelar. Mas é isto mesmo, este "elemento surpresa" nas aparições de Deus é precisamente uma das evidências de sua autenticidade. Um Deus previsível não seria Deus, mas pura projeção. O Natal é isso, uma história estranha, por isso, tipicamente divina: Deus se fez carne e habitou entre nós, nascendo de uma jovem virgem. ‪#‎advento‬ ‪#‎natal‬
25 de mar. de 2014 | By: @igorpensar

Trindade: mitos de seus opositores

1) A Trindade é uma doutrina de homens.
R.: Não há doutrina divina que não passe pela interpretação humana. Deus quis que fosse assim, por isso, disse que o Espírito nos guiaria a toda verdade. A interpretação sempre esteve no cristianismo desde seu nascimento. Lembra de Atos 8? O etíope não sabia o que estava no profeta, Felipe interpretou.

2) Trindade é uma palavra que não está na Bíblia.
R.: A palavra "Bíblia" também não aparece na Bíblia, mas usamos o termo para nos referir ao conjunto de obras que consideramos infalíveis e divinamente inspiradas. Um termo não bíblico, para se referir à Bíblia. Trindade é o "apelido" para uma série de verdades bíblicas, que se harmonizam, nos revelando a natureza de Deus.

3) Trindade é idolatria, politeísmo ou triteísmo.
R.: Jamais. A Trindade foi elaborada justamente para proteger a fé cristã de uma interpretação não-monoteísta. O arianismo, a primeira heresia a respeito da natureza de Deus, sustentava que Cristo era a mais elevada das criaturas, e que ele era o que havia de mais próximo da divindade. Por isso, uma "criatura divina". O que o colocava na condição de um "outro" deus, e pior um "deus criado". O que implicaria em um golpe direto nas incontáveis afirmações bíblicas sobre a unidade de Deus. Idolatria é adorar a criatura ao invés do criador. Foi nisso que deu a primeira tentativa de oposição à Trindade.

4) A Trindade é de origem pagã, pois em várias culturas pagãs encontram-se tríades (trios de deuses).
R.: Em todas estas culturas não há nada equivalente à afirmação trinitária de que a natureza destas divindades é única e indivisível. Ao contrário, cada uma das divindades que formam a tríade divina pagã, possuem natureza ou "seres" distintos. São três divindades. Afirmar isso, na trindade, seria heresia. Quando se fala "três" na trindade, não tem o mesmo sentido de quando se diz "um". No paganismo, a unidade é mero "sinergismo", e as divindades são diversificadas. No cristianismo, a unidade é essencial, a natureza divina é una e indivisível. Enquanto que nesta unidade divina, há uma diversidade de "personas" (pessoas), cada qual cumprindo uma função ou papel distinto na divindade. Logo, dizemos "três" em referência às distinções entre Pai, Filho e Espírito Santo. Mas, dizemos "um" quanto à divindade.

5) Mas, cristãos dizem "Deus Pai", "Deus Filho" e "Deus Espírito Santo", pra mim parece óbvio que são três deuses.
R.: Mais uma falha na compreensão da história e do desenvolvimento da doutrina cristã. Nenhum dos precursores na compreensão teológica da divindade na trindade, quando usavam a expressão "Deus" três vezes, pensavam em três divindades independentes. Pensavam, que os três compartilham de uma única natureza. Como disse Atanásio: "O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, mas não são três deuses." O uso triplo da expressão é apenas para expressar de forma didática que as pessoas da trindade compartilham de uma única natureza divina.

6) Vocês se isentam do debate sobre a Trindade, se escondendo atrás do argumento do "mistério".
R.: O argumento do mistério é uma questão de modéstia. A divindade em um sentido é inescrutável, mas quis se revelar por meio das Escrituras e por sua criação. Sendo estas as fontes que temos, podemos sim, vislumbrar e tirar algumas conclusões sobre o que Deus é e não é. Mas, não podemos tirar conclusões a ponto de esgotar a divindade. Em um sentido, Deus é mais do que a trindade pode explicar, mas em outro sentido, este Deus não pode ser menos do que isso.

7) A Trindade não é relevante para minha salvação.
R.: A Trindade não é meramente uma doutrina com implicações intelectuais. Ela é a narrativa ou história de como Deus se revelou e salvou os homens. Se Cristo não for plenamente divino, como Deus aplacaria o pecado? Se Cristo não for plenamente humano, que humanidade ele está salvando? Se o Espírito Santo não for plenamente divino, como podemos dizer que temos um relacionamento com Deus? Afinal, o Pai é exaltado, o Filho está a sua destra e tem a exclusividade da mediação com o Pai, e sendo nossa relação com Deus o Pai, em Cristo e no Espírito Santo. Seria impossível pensar em um relação com Deus fora do Espírito. E pior, se o Espírito Santo é mera energia impessoal, estamos lascados, pois nosso acesso à Cristo dá-se pelo Espírito Santo. E é inadmissível que uma "energia" seja nossa interface de contato com Cristo. Uma leitura cuidadosa de Efésios 1, pode-se ver que Pai, Filho e Espírito Santo, cooperam em uma harmoniosa obra para "eleger" (Pai), "redimir" (Filho) e "selar" (Espírito Santo). Então, tenha cuidado ao dizer que a Trindade não é relevante para a salvação.

Bem, desculpem, mas escrevi este texto depois de um café do Sul de Minas, precisava dar explicações para perguntas que são absurdamente frequentes. Revisarei o texto depois, vão lendo aí.

Autor: Igor Miguel 
16 de nov. de 2012 | By: @igorpensar

Matéria Revista Veracidade: quem é Deus?

A "Revista Veracidade", uma revista gaúcha, publicou um artigo baseado em uma entrevista que demos a revista e a preciosa contribuição do teólogo e pastor Guilherme de Carvalho, onde trata a pergunta: "Quem é Deus?".  Segue abaixo um trecho da entrevista, vale a pena lê-la na íntegra aqui.   No artigo há menção de minha experiência de 10 anos no restauracionismo neo-judaizante, e os motivos que me fizeram abandonar tal movimento.



Para o pedagogo, teólogo e mestrando em língua hebraica, literatura e cultura judaicas pela Universidade de São Paulo (USP), Igor Miguel, que também é autor do site www.teologo.org, o problema está ligado a uma crise de identidade generalizada da Igreja Evangélica, em toda a América Latina. “Após o impacto negativo do neo-pentecostalismo, a comunidade evangélica passou a pautar muito de sua fé em um tipo de ‘sentimentalismo’, ou seja, uma busca por ‘experiências emocionais’ com pouca memória e pouca solidez em educação bíblica e histórica”. E acrescenta: “Poucos cristãos conhecem o longo patrimônio doutrinário e espiritual acumulado pelo Cristianismo. Pensam que Deus só agiu na era dos apóstolos, ou em casos mais generosos, após a Reforma Protestante, no século 16. Esquecem-se que Deus nunca perdeu o sentido da história e que o Cristianismo, entre a era apostólica e a Reforma, também é nosso Cristianismo”.

Igor fala com propriedade, pois ele mesmo, tendo dado os primeiros passos da vida cristã numa igreja pentecostal, viu-se envolvido e fascinado pela proposta de um grupo neo-judaizante, que se afirma empossado da “restauração das raízes judaicas da fé cristã” no Brasil, onde permaneceu ativamente por dez anos, motivado por um desejo restauracionista de viver o que a Igreja primitiva vivia. “Ao longo deste período, escrevi vários artigos questionando muitos dos ensinamentos clássicos da fé protestante e cristã, como a Trindade, por exemplo”. Ele afirma que o ponto mais problemático destes movimentos é a falta de centralidade de Cristo e do evangelho: “A maioria destas pessoas insiste em procurar algum tipo de ensinamento ‘novo’ ou ‘redescoberto’ que resolva os dilemas críticos com que a fé cristã se depara. Aproveitam-se da fragilidade da Igreja de Cristo, para disseminarem seus ensinos e esquecem que foi exatamente o abandono de uma fé cristocêntrica que sempre comprometeu o que é cristianismo de verdade”.

O retorno de Igor Miguel a essa centralidade de Cristo e da fé cristã autêntica deu-se por meio de estudo de textos apologéticos (de defesa da fé) e de renomados teólogos cristãos, e, acima de tudo por passar a conhecer a vida e os escritos de homens de Deus que, ao longo da história da Igreja, foram fieis ao Senhor e à Palavra, criticando rumos errados e ensinando a Igreja em suas épocas, sem nunca pretender abandoná-la. Ele cita “Tertuliano, Atanásio, Irineu de Lion, Agostinho de Hipona, João Calvino, Martinho Lutero, Abraham Kuyper, Francis Schaeffer, C.S. Lewis, Herman Bavink, John Stott, Louis Berkhoff, que me levaram a um cristianismo robusto, cristocêntrico e criativo”, explica. Hoje, após essa (re)descoberta do verdadeiro cristianismo e de redigir uma declaração pública de arrependimento pelo que creu e pregou naqueles dez anos (que pode ser encontrada no seu site), tornou-se um defensor do Cristianismo e das doutrinas bíblicas, dando ênfase em manter-se uma fé conectada à história da Igreja e à tradição cristã.

Para ler o texto completo, clique aqui. 
29 de abr. de 2012 | By: @igorpensar

Sabedoria Encarnada


Por Igor Miguel
Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos. [...] O SENHOR me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas. Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra. Antes de haver abismos, eu nasci, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas. Antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci. Ainda ele não tinha feito a terra, nem as amplidões, nem sequer o princípio do pó do mundo. Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando traçava o horizonte sobre a face do abismo; quando firmava as nuvens de cima; quando estabelecia as fontes do abismo; quando fixava ao mar o seu limite, para que as águas não traspassassem os seus limites; quando compunha os fundamentos da terra; 30 então, eu estava com ele e era seu arquiteto, dia após dia, eu era as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo; regozijando-me no seu mundo habitável e achando as minhas delícias com os filhos dos homens. (Pv 8:12, 22-31).

Provérbios capítulo 8 é um quadro poético onde a "Sabedoria" é personificada.  Apesar de sua origem divina e transcendência, ela se envolve com a criação e "folga" entre os filhos dos homens.  Este quadro didático tornou-se gradativamente um quadro cristológico, a ponto de a "sabedoria" חכמה/σοφια (chochmá/sofia) ser identificada com o λογος (logos).  Um sinal desta associação pode ser encontrada nos escritos judaicos do período helenista, como o seguinte trecho do livro de Eclesiásticos:
“Saí da boca do Altíssimo e como a neblina cobri a terra, armei a minha tenda nas alturas e meu trono era coluna de nuvens. [...] Junto de todos estes procurei onde pousar e em qual herança pudesse habitar.  Então o criador de todas as coisas deu-me uma ordem, aquele que me criou armou a minha tenda [skênên] e disse: 'Instala-te em Jacó, em Israel recebe a tua herança'” (Eclesiástico 24:3,4,8 e 9 - Septuaginta).
Eclesiástico reflete um tratamento profético dado à sabedoria, que agora "arma sua tenda" [skênen] em Jacó.  Daí, se percebe pouca distância para se chegar ao "se fez carne e habitou entre nós" de João 1.  A propósito, o "verbo ... habitou" em João é da mesma raiz de Eclesiástico "εσκηνωσεν (eskênosen)", literalmente, "estendeu a tenda entre nós".

Interessante, pois tal expectativa da sabedoria como mediadora da criação não era tão estranha ao universo judaico da época de Jesus, como encontra-se em escritos da época:
“Diz a Torá: 'eu fui a ferramenta artesanal do Santo, bendito seja'. Segundo a prática do mundo, quando um rei de carne e osso constrói um palácio, não o constrói exclusivamente com sua habilidade, se não valendo-se da destreza de um arquiteto. E o arquiteto no o constrói só com sua própria maestria ... mas, utiliza plantas e esquemas para saber como há de construir as câmaras, como disporá as portas. Da mesma forma, o Santo, bendito seja, consultou a Torá e criou o mundo, pois a Torá declara: NO PRINCÍPIO CRIO DEUS. O 'princípio' não é outra coisa se não 'a Torá'”. (Midrash Bereshit Rabá, 1).
Apesar da "sabedoria" חכמה em Provérbios de Salomão não ter relação direta com a Torá (lei/instrução), esta associação se desenvolveu, principalmente no período helenista, onde ela se associa com a σοφια (sofia).

Desta forma, alguns especialistas em Novo Testamento tratam o evangelho de João como um evangelho "sapiencial", em que a Sabedoria/Verbo (Jesus) assume a humanidade e é narrada sob esta perspectiva:
“Embora o quarto evangelho seja bem diferente do primeiro, ele tem em comum com Mateus a abordagem baseada na sabedoria, em relação a Jesus e seus ensinamentos.  Somente o quarto evangelista escolheu apresentar Jesus como a sabedoria encarnada, discursando na terra como a sabedoria personificada o faz em Provérbios 8 e 9 e em fontes como a Sabedoria de Salomão. O quarto evangelista não parece depender de nenhum dos evangelhos anteriores, embora esteja claro que ele conhece algumas das tradições usadas nos evangelhos. No entanto, ele segue uma linha independente” (Witherington III, 2005, p.85 – grifo nosso)
João enfatiza os ensinamentos de Jesus e sua identidade como Filho de Deus. Tudo indica que João percebia uma profunda relação entre "sabedoria" e "filiação divina", talvez, em dependência com Provérbios 8 quando diz:
Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra.  Antes de haver abismos, eu nasci, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas.  Antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci. (Pv 8:23-25 - grifo nosso)
Uma leitura mais sensível, se percebe uma conexão clara entre:
"Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começa da terra" (Pv 8:23)
e 
"Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez." (Jo 1:1-3).
Outro aspecto importante é que no texto original de Pv 8:24 encontra-se a expressão "eu nasci", que em hebraico é חוללתי (cholalti), no entando, na versão grega do Antigo Testamento, a Septuaginta (LXX), encontra-se "γεννα με" (gena me), que é uma variante do verbo "gerar, nascer etc"*, a mesma expressão que ocorre no Salmo 2:7, que diz "Tu és meu Filho eu hoje te gerei".  Sabe-se que este salmo cristológico foi largamente utilizado pelos teólogos cristãos na defesa da "eterna geração" do Filho, e como texto base para fundamentar o que os autores do Novo Testamento queriam dizer com a expressão "unigênito" (único gerado) ou "Filho de Deus".  Logo, quando os primeiros cristãos faziam referência a Jesus como "Filho de Deus", o faziam a partir do sentido de que, Jesus apesar de sua distinção enquanto "Filho", ainda assim, era da mesma natureza (divindade) do Pai (daquele que o gerou).  Não havendo aí dois deuses, se não uma única natureza e divindade, entretanto com distinções "hipostáticas", ou seja, distinções de papéis ou relações pessoais na trindade.

C.S. Lewis, em sua genialidade didática, ilustra a situação:
Não usamos mais as palavras begetting e begotten no inglês moderno, mas todo o mundo ainda sabe o que elas significam. Gerar (to beget) é ser pai de alguém; criar (to create) é fazer, construir algo. A diferença é a seguinte: na geração, o que foi gerado é da mesma espécie que o gerador. Um homem gera bebês humanos, um castor gera castorzinhos e um pássaro gera ovos de onde sairão outros passarinhos. Mas, quando fazemos algo, esse algo é de uma espécie diferente. Um pássaro faz um ninho, um castor constrói uma represa, um homem faz um aparelho de rádio - ou talvez algo um pouco mais parecido consigo mesmo que um rádio: uma estátua, por exemplo. Se for um escultor habilidoso, sua estátua se parecerá muito com um homem. Mas é claro que não será um homem de verdade; terá somente a aparência. Não poderá pensar nem respirar. Não tem vida.  Esse é o primeiro ponto que devemos deixar claro. O que Deus gera é Deus, assim como o que o homem gera é homem. O que Deus cria não é Deus, assim como o que o homem faz não é homem. É por isso que os homens não são filhos de Deus no mesmo sentido em que Cristo o é. Podem se parecer com Deus em certos aspectos, mas não são coisas da mesma espécie. Os homens são mais semelhantes a estátuas ou quadros de Deus. (Cristianismo Puro e Simples).
Como visto, a doutrina cristã da filiação divina de Jesus, desenvolvida por João, foi corretamente interpretada pela teologia ocidental.  De fato, o Verbo de Deus foi gerado desde a eternidade, logo, ele não é criatura, mas geração de Deus.  Sendo geração, desfruta da mesma natureza.  Foi por meio dele, o Verbo/Sabedoria de Deus, que Ele fez o universo.   Esta revelação progressiva, foi fruto de um tratamento profético dado ao poema didático da "sabedoria" (chochmá - חכמה).  Uma "pedagogia" que virou "profecia", e desdobrou-se em toda rica cristologia desenvolvida por João a respeito do Verbo e Filho Unigênito de Deus. Finalmente, a palavra ordenadora que se fez carne em Jesus Cristo, encontrou suas "delícias entre os filhos de Adão"**.
É árvore de vida para os que a alcançam, e felizes são todos os que a retêm.  O SENHOR com sabedoria fundou a terra, com inteligência estabeleceu os céus. (Pv 3:18-19)
*Neste caso, no presente do indicativo ativo.
** Tradução literal de וְ֝שַׁעֲשֻׁעַ֗י אֶת־בְּנֵ֥י אָדָֽם (Pv 8:31).
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Referência Bibliográfica

WITHERINGTON III, B. História e Histórias do Novo Testamento. São Paulo: Ed. Vida Nova, 2005.
LEWIS, C.S.  Cristianismo Puro e Simples.  São Paulo: Ed. Martins Fontes, 2005.
2 de mar. de 2012 | By: @igorpensar

Série Trindade - Parte III



Dando continuidade a Série Trindade (Parte I e II), que nasceu de uma necessidade urgente de expor esta fascinante e fundamental doutrina cristã e demonstrar suas implicações práticas sobre a Igreja de Cristo, compartilho um texto que nos foi brindado pelo Pr. Guilherme de Carvalho.  Este artigo sintetiza o ensino que me vez recuperar a centralidade de Cristo, a legitimidade da Trindade e a coerência da fé cristã e do cristianismo na doutrina que delimita quem é e quem não é cristão.

Compartilho este texto com os leitores deste blog, inserindo-o dentro da referida série, precisamente pela excelente qualidade da explicação e o tratamento dado a necessidade urgente de cristão s retomarem e reafirmarem esta tão cara doutrina preservada por quase dois milênios.


Boa leitura a todos!
Igor Miguel

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