Muita tensão é colocada sobre a vontade humana. O fardo que nos foi imposto de que somos senhores de nosso destino é insuportável. Não adianta, tem situações que você não pode provocar, eventos que você não pode controlar e sofrimentos que você não pode prever. Como sobreviver a tudo isso? Procure um refúgio de sentido onde se pode apreender significado de cada evento contraditório. Neste ponto, há algo em Cristo que torna a vida bem mais significativa, pois é a única expressão religiosa que se constitui sobre um evento de imenso sofrimento e sacrifício, refiro-me à paixão de Cristo. Quando a narrativa e crença cristãs concebem a inocência do jovem judeu como Filho de Deus, isto torna tudo exponencialmente ainda mais significativo. Deus está também abraçando o sofrimento na cruz em um corpo humano. Logo, ninguém pode dizer que Ele é indiferente às agruras humanas, ao contrário, ele transforma a dor e a tensão em uma plataforma de salvação, eternidade e sentido existenciais. Por isso foi dito pelo apóstolo: "Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos." (II Co 4:8-9).
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Auto-vitimização
Auto-vitimização é quando uma pessoa ou instituição se coloca como vítima ou perseguida para desqualificar objeções contra as quais não pode contra-argumentar. Auto-vitimização é um tipo de manipulação emocionalista, acontece principalmente quando se esgotam os argumentos e o debate precisa ser suspenso por incompetência ou por falta de lógica nos posicionamentos que o criticado supostamente deveria defender.
Geralmente, a suposta "vítima" confunde ideias com sentimentos, ideologias com pessoas, apologética com ofensa pessoal, e no fundo revela falta de modéstia em admitir que simplesmente pode estar errada. E o pior, a auto-vitimização é uma espécie de desonestidade intelectual; geralmente, o que defende suas ideias se torna o grande vilão, e o que se vitimiza consegue adeptos que são exatamente como ele: "vítimas" de um sofrimento virtual que só tem plausibilidade em sua teimosa imaginação. A auto-vitimização precisa de platéia para funcionar.
Todos nós somos tentados a cair nesta armadilha em nossas relações humanas, principalmente em nossa sensível e epidérmica cultura latino-americana. Mais discernimento e sobriedade, pessoal.
O Mal-dito pelo Bem-dito
Por Igor Miguel
Perder a ingenuidade é sacrificante. Perder a inocência de ouvir as coisas e deixá-las passar como se fossem apenas palavras é dolorido. O não-dito diz muito coisa. O mal-dito é mais fácil de processar do que o bem-dito. Atos falhos, opiniões caóticas, falas-egocêntricas e gestos inesperados, têm muito a dizer. Sinceramente, isso me assombra.
Depois de perder a ingenuidade, adquire-se certa sensibilidade para ouvir a alma, para detectar o que está borbulhando lá para trás do véu dos tabus. Lá na distante memória, no lugar que os cacos de imagens, símbolos, fobias e terror, que não passam batido, estão armazenados.
Dói! Dói, ouvir o que está por trás da fala. Dói, entender as palavras para além da aparente superficialidade. Não é fácil lidar com o simbólico, com o rito e os gritos por trás do rotineiro.
Quando se perde a ingenuidade, sofre-se, sabe-se quando mentem, odeiam, omitem e amam. Fingir que o dito não foi dito, que o dito as vezes não é maldito é de um esforço artificial, plástico, insuportável.
Por isso, retomo Martin Buber: quando o eu encontra o tu, quando o verdadeiro encontro acontece, as palavras acabam e a totalidade do outro é absorvida, é pura relação, pura alteridade.
Mas, é proibido apelar! Apelou perdeu playboy! Por isso, ele cria um castelo, um enredo teatral para sustentar sua questionável estabilidade. Sustenta-se a firmeza, quando o que se tem é um monte de farelo e pó. Mas, até quando continuarás sustentando a beleza deste quadro? Até quando suportarás? As palavras são como espinhos entre os teus dedos. Podes suportá-las?
Abre o teu coração! Reorganize o sentido de tua presença na história. Não pode ser o tempo passando, você também passa pelo tempo. Deixe lá tuas impressões! Como em pavimento recém cimentado, escreve teu nome com data, para que todos se lembrem, que um soldado anônimo lutou e venceu, ou pelo menos morreu tentando.
Teu gesto pode ser simples como de um jardineiro, que em gestos pacientes prepara o cenário, para que uma surpreendente flor brote em teu canteiro. Eis a alegria do que colhe, do que rega e do que vê.
Benedito, desabroches! Pois tua infância acabou, em breve darás frutos. Assim, aos ouvidos menos ingênuos deixarás palavras bem-ditas: "Bendito o que ouve estas minhas palavras ...".
Depois de perder a ingenuidade, adquire-se certa sensibilidade para ouvir a alma, para detectar o que está borbulhando lá para trás do véu dos tabus. Lá na distante memória, no lugar que os cacos de imagens, símbolos, fobias e terror, que não passam batido, estão armazenados.
Dói! Dói, ouvir o que está por trás da fala. Dói, entender as palavras para além da aparente superficialidade. Não é fácil lidar com o simbólico, com o rito e os gritos por trás do rotineiro.
Quando se perde a ingenuidade, sofre-se, sabe-se quando mentem, odeiam, omitem e amam. Fingir que o dito não foi dito, que o dito as vezes não é maldito é de um esforço artificial, plástico, insuportável.
Por isso, retomo Martin Buber: quando o eu encontra o tu, quando o verdadeiro encontro acontece, as palavras acabam e a totalidade do outro é absorvida, é pura relação, pura alteridade.
Mas, é proibido apelar! Apelou perdeu playboy! Por isso, ele cria um castelo, um enredo teatral para sustentar sua questionável estabilidade. Sustenta-se a firmeza, quando o que se tem é um monte de farelo e pó. Mas, até quando continuarás sustentando a beleza deste quadro? Até quando suportarás? As palavras são como espinhos entre os teus dedos. Podes suportá-las?
Abre o teu coração! Reorganize o sentido de tua presença na história. Não pode ser o tempo passando, você também passa pelo tempo. Deixe lá tuas impressões! Como em pavimento recém cimentado, escreve teu nome com data, para que todos se lembrem, que um soldado anônimo lutou e venceu, ou pelo menos morreu tentando.
Teu gesto pode ser simples como de um jardineiro, que em gestos pacientes prepara o cenário, para que uma surpreendente flor brote em teu canteiro. Eis a alegria do que colhe, do que rega e do que vê.
Benedito, desabroches! Pois tua infância acabou, em breve darás frutos. Assim, aos ouvidos menos ingênuos deixarás palavras bem-ditas: "Bendito o que ouve estas minhas palavras ...".
Grupo de estudo (DF): AUTISMO E CONDUTAS ATÍPICAS
Aos interessados em aprofundar suas investigações sobre autismo, e principalmente os residentes no Distrito Federal, indico o curso abaixo de minha amiga e aluna de teologia Vanessa Vilaça. Tenho certeza que vocês se surpreenderão com sua significativa experiência com crianças autistas.
_______________________________
Segue abaixo maiores informações:
O grupo de estudo: AUTISMO E CONDUTAS ATÍPICAS é uma oportunidade imperdível para estudantes e psicólogos interessados no atendimento de crianças especiais. A Psicóloga Vanessa Vilaça tem experiência no atendimento de crianças autistas e atualmente investe profissionalmente na especialização nessa área. Os encontros acontecerão semanalmente, sempre às terças-feiras, de 19:30 às 20:50h.
SRTVS Quadra 701 - Bloco O - Sala 216 - Ed. Novo Centro Multiempresarial
Brasília-DF
Informações: (61) 3202-2852 - superinfancia@superinfancia.com.br
[Maiores Informações - Super Infância]
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Segue abaixo maiores informações:
O grupo de estudo: AUTISMO E CONDUTAS ATÍPICAS é uma oportunidade imperdível para estudantes e psicólogos interessados no atendimento de crianças especiais. A Psicóloga Vanessa Vilaça tem experiência no atendimento de crianças autistas e atualmente investe profissionalmente na especialização nessa área. Os encontros acontecerão semanalmente, sempre às terças-feiras, de 19:30 às 20:50h.
| Horário: | 19/08 até 02/12 19:30 às 20:50 |
|---|---|
| Preço: | R$ 40,00 |
SRTVS Quadra 701 - Bloco O - Sala 216 - Ed. Novo Centro Multiempresarial
Brasília-DF
Informações: (61) 3202-2852 - superinfancia@superinfancia.com.br
[Maiores Informações - Super Infância]
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