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26 de ago. de 2015 | By: @igorpensar

10 Medidas Contra a Corrupção | Apoiamos!



Militantes e apoiadores da Rede Cristã pela Justiça Pública e Movimento‪#‎IgrejaNaRua‬. Estamos apoiando a iniciativa que partiu do Ministério Público Federal das chamadas 10 Medidas Contra a Corrupção.

Precisamos levantar o maior número possível de assinaturas físicas (em papel) para pressionarmos o legislativo para elaborar 10 medidas ou reformas legais que conteriam grande parte dos esquemas de corrupção que se aproveitam de várias brechas legais e principalmente um sistema que favorece a impunidade. O movimento acontece no Brasil inteiro e em várias frentes.

O procedimento é simples: comunicar a iniciativa na igreja, faculdade, clube ou círculo social, e levantar as assinaturas. A comunicação pode ser feita em sua igreja ou comunidade com o vídeo do procurador da república e irmão em Cristo Deltan Dallagnol disponível na página aí abaixo.

Precisamos de pessoas que nos ajudem como mobilizadores, ou seja, que nos ajudem levantando as assinaturas (não importa onde). Você pode ser um mobilizador e levantar assinaturas entre amigos e familiares. Mas também pode ser um mobilizador em sua igreja.

Vamos nos mobilizar pessoal, esta é um oportunidade política sem precedentes de finalmente conseguirmos algo expressivo no sentido de contermos tantos abusos e injustiças.

Seja um mobilizador ou mobilizadora: informe aí abaixo "eu quero!" ou envie um e-mail para igormiguel777@gmail.com e providenciaremos o envio impresso das listas.


17 de out. de 2014 | By: @igorpensar

Corrupção Capilar

Já falei por aqui sobre a pobreza moral que acomete o Brasil. Hoje, vendo a notícia sobre motociclistas circulando em passarelas no Rio de Janeiro, que foram feitas para proteger o pedestre de veículos automotores (olhem a ironia), isso ficou ainda mais forte.

O evento representa inúmeras situações de práticas corruptas em estruturas capilares da sociedade brasileira. A corrupção moral em instâncias mais evidentes, onde o poder político e econômico se concentram, reflete apenas a corrupção moral do brasileiro em níveis bem mais palpáveis.

Temos que admitir que nossa pobreza moral é alarmante. Nosso projeto civilizatório é um fracasso. Esta falha está lá em nossa história, religiosidade e vida familiar. Desde pequenos tivemos, em geral, pais e parentes, vizinhos e amigos, que nos ensinaram este "jeitinho brasileiro" (do quintos dos infernos), este mania transgressora, que burla sistemas, que cria atalhos ilegais e que aparecem claramente no esquema "eu-te-indico-você-me-indica". Esta transgressão que nos parece quase inata, mas culturalmente cultivada, está relacionada àquela imoralidade do "fura-fila", do esquema do trocador que pede pra você descer pela frente e ganha parte da passagem, compra e venda de senhas, é um mundo de trambicagens e cambalachos.

Quando se vive em um mundo imoral, se cai inevitavelmente em um esquema moralista. Já falei aqui desta teodiceia exógena, esta tendência latino-americana de perceber o mal como algo desencarnado, presente nas corporações capitalistas etc. Esta tendência que concebe instituições e prédios públicos como ídolos sob possessão demoníaca. Assim, acabamos por terceirizar a responsabilidade. Porém, ainda acho que o mal está aqui em gente como a gente. A presença dele em estruturas objetivas é porque o homem está lá.

Penso que combater a corrupção é de outra instância. O Estado não conseguirá fazer isso, o que ele pode fazer é reprimi-la pelos meios institucionais e jurídicos, a começar, erradicando a impunidade. Mas, nós, que estamos aqui em instâncias mais concretas e encarnadas, precisamos nos engajar na promoção de uma vida virtuosa. Vamos começar por viver uma vida mais significativa, mais ordeira e mais ética. Que possamos promover uma vida de comprometimento, educar nossos filhos a respeitar as relações humanas, leis públicas, regras de convívio humano e a generosidade com os mais vulneráveis. Que possamos nos comprometer com a promoção de uma cultura mais ordeira, pontual e de convívio legal.

Não adianta fugir do Brasil, alegando que o país é corrupto, e ir para o estrangeiro ilegalmente. Não adianta fugir de uma realidade que nós produzimos. Vamos assumir nossas responsabilidades e educar nossos filhos nisso, e parar com este "mimimi" moralista. Não será a escola pública a nos ensinar ética. Capital moral é produzido por instituições que estão aí antes do Estado Moderno: igreja e família.

Chega de gambiarras morais!
1 de jul. de 2013 | By: @igorpensar

Corruptus Sum

Ele passa pela deformidade e se esforça para sair intacto do outro lado. Como um tolo, anda ao redor da alma quase engolido por sua insensatez. Prende a respiração e vai, meio que criando dispositivos psicológicos para ignorar a presença do feio. Se pudesse, teria um botão de não-existência, um tipo de tecla "delete" ontológico, fria indiferença. As racionalizações são as mais sombrias. Em milésimos, dezenas de conexões falaciosas são elaboradas: a culpa é do poder público, a culpa é do egoísmo do outro, a culpa é do empresariado, da igreja ou dos detentores do poder e da burguesia. Enfim, esquece-se que a luta é contra si mesmo, que o outro não passa de mero reflexo de sua própria perversidade. Sua agenda revolucionária é contra a corrupção que eventualmente pode corromper até mesmo o "oprimido" diante de algumas migalhas de poder. Desta forma, curva-se à velha tentação de torna-se como Deus. E, finalmente, torna-se exatamente aquele contra quem lutava, torna-se exatamente como sempre foi: corrompido.

Igor Miguel
14 de mai. de 2013 | By: @igorpensar

Manipulação Pseudo-Pastoral

Infelizmente, alguns púlpitos estão sendo tomados por impostores, lobos vorazes e tiranos.  Sujeitos inescrupulosos que transformam o púlpito em um instrumento de manipulação de massas.  Tais sujeitos ferem o Evangelho e a memória de nossos reformadores, que precisamente se opuseram a este tipo de uso vergonhoso do lugar donde Cristo deveria ser pregado.

O pastor Ed René Kivitz faz uma importante denúncia sobre o uso instrumental do púlpito e do discurso religioso.


24 de set. de 2009 | By: @igorpensar

Moralidade Política: Campanha Ficha Limpa

Saiba sobre este movimento popular contra a corrupção política-partidária, divulgue em blogs, twitter e e-mails. Assista o vídeo:


7 de ago. de 2009 | By: @igorpensar

Sarney: entenda o que está acontecendo

Por Igor Miguel

Muitas dúvidas são levantadas quando se tenta acompanhar na mídia as imagens e vozes envolvendo a figura do ex-presidente da república e atual presidente do senado José Ribamar Sarney. No papel mínimo de cidadão e de brasileiro, procurei entender um pouco de todo pandemônio político envolvido em torno dessa figura política, que envelhece aos auspícios do generoso suporte financeiro advindo dos cofres públicos.

A República Federativa do Brasil é constituída pelos poderes executivo, legislativo e judiciário. O poder executivo é responsável pela administração do Brasil e é exercido primariamente pelo Presidente da República, conforme regula a Constituição Federal Brasileira nos artigos 76 e 91. O poder legislativo é exercido desde 1981 pelo Congresso Nacional, que segue o modelo clássico bicameralista, composto assim pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. O poder judiciário é responsável pela função jurisdicional.

O Senado Federal, que é objeto deste texto, nasceu junto com a primeira constituição do Império em 1824. O Senado foi inspirado na Câmara dos Lordes da Grã-Bretanha, que mais tarde na república, transformou-se em algo relativamente próximo ao modelo americano.

O Senado Federal possui 81 senadores cujo mandato é de duração de oito anos. O atual presidente do Senado Federal é o senador José Sarney vinculado ao PMDB do Amapá.

O senado possui um Código de Ética e Decoro Parlamentar instituído pela resolução n.20, de 1993. Neste código estão estabelecidos os limites éticos dos senadores, cujos deveres fundamentais são lá descritos como:

Art. 2º São deveres fundamentais do Senador: I - promover a defesa dos interesses populares e nacionais; II - zelar pelo aprimoramento da ordem constitucional e legal do País, particularmente das instituições democráticas e representativas, e pelas prerrogativas do Poder Legislativo; III - exercer o mandato com dignidade e respeito à coisa pública e à vontade popular; IV - apresentar-se ao Senado durante as sessões legislativas ordinárias e extraordinária e participar das sessões do plenário e das reuniões de Comissão de que seja membro, além das sessões conjuntas do Congresso Nacional.
Foram solicitados ao Conselho de Ética do Senado a abertura de investigação contra o senador José Sarney, sob suspeita de sua participação na edição dos atos secretos (medidas administrativas secretas), nepotismo (favorecimento de familiares em nomeação a cargos), favorecimento de empresa de propriedade de seu neto em operações de empréstimos consignados aos servidores do Senado, interferência que favorece os convênios entre a fundação José Sarney e a Petrobrás.

Algumas questões são levantadas como, por exemplo, o engavetamento "sumário" (nas palavras de Gabriela Guerreiro da Folha) de 4 dos 11 processos levados ao Conselho de Ética do Senado pelo atual presidente do conselho Paulo Duque (também do PMDB). O argumento de Duque foi que enquanto presidente do Coselho de Ética, ele tem poder de natureza "imperial" quanto ao arquivamento ou não dos processos. Alegou, baseado em jurisprudência do STF (Superior Tribunal Federal), que recortes de jornal não são provas suficientes para dar prosseguimento a um processo da natureza exigida.

Se de fato há nepotismo e favorecimento a empresas de parentes próximos, José Sarney entra em choque com o Artigo 5º, Incisos I e II do Código de Ética do Senado que diz:

I - a atribuição de dotação orçamentária, sob a forma de subvenções sociais, auxílios ou qualquer outra rubrica, a entidades ou instituições das quais participe o Senador, seu cônjuge, companheira ou parente, de um ou de outro, até o terceiro grau, bem como pessoa jurídico direta ou indiretamente por eles controlada, ou ainda, que aplique os recursos recebidos em atividades que não correspondam rigorosamente as suas finalidades estatutárias;
II - a criação ou autorização de encargos em termos que, pelo seu valor ou pelas características da empresa ou entidade beneficiada ou contratada, possam resultar em aplicação indevida de recursos públicos.
A questão é que há forças políticas complexas envolvidas, possíveis interesses do PT na remoção de uma força de oposição no senado também atuam. O que a população tem interesse neste momento é saber a verdade e se tais acusações são verídicas. José Sarney é um homem público, ele deve explicações ao fato de receber por mês (segundo a Folha de São Paulo) algo em torno de R$ 52.000 reais dos cofre públicos, o que excede duas vezes o permitido pela Constituição, cujo teto salarial é de R$ 24.500,00. Como senador Sarney recebe um salário de R$ 16.500,00 que somando-se às aposentadorias no Maranhão chegaram às cifras de R$ 35.560,98 em 2007. Sem mencionar um ofício da Procuradoria Geral do Estado do Maranhão encaminhado ao senador, exigindo explicações sobre o acúmulo de renda que recebe enquanto ex-funcionário do Tribunal de Justiça e ex-governador do Estado do Maranhão entre os anos de 1966-1970, que excedem o teto imposto pela Constituição Brasileira.

O brasileiro precisa saber destas tramóias e precisa se posicionar diante do demagógico discurso de defesa do atual presidente do Senado Federal. Atenção para as notícias daqui para frente e sobre o destino dos processos ainda em tramitação e os arquivados que sofreram recursos da oposição.