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12 de ago. de 2011 | By: @igorpensar

Geração Y, Redes Sociais & Inteligência

Hoje ministramos uma palestra pra galera do ensino médio do Colégio Batista Getsêmani em BH, sobre o tema "Geração Y, Redes Sociais e Inteligência".  A ideia basicamente foi falar sobre como podemos fazer um uso criativo e inteligente desta tecnologia, ao invés de darmos um tratamento reducionista e emburrecedor, ou darmos um tratamento moralista. Se, nossos alunos estão "distraídos" com estas tecnologias e rendendo pouco em sala de aula, isto pode ser fruto de um distanciamento ou uma inadequação de nossa linguagem com esta web-geração.  

A Internet e as Redes Sociais podem ser um grande recurso para desenvolvimento de uma inteligência comunitária, participativa, e a elaboração de uma nova leitura, como já coloquei aqui no post intitulado "Inteligência Hipertextual".

Disponibilizo os slides... a fala, quem quiser, é só convidar a Humanitas, minha empresa de consultoria educacional, para dar uma palestra em sua escola ou instituição educacional.  Para isto, envie um e-mail contato@humanitas.com.br


Abraços,
Igor Miguel
28 de jan. de 2009 | By: @igorpensar

Inteligência Hipertextual

Por Igor Miguel

Esta reflexão nasceu de um insigth que tive durante um maravilhoso café teológico com alguns amigos. Bem, este encontro de profundo envolvimento espiritual e intelectual, produz aos seus participantes uma tempestade de conceitos, terminologias e palavras. Como amo palavras! Não as amo por causa de um possível "ar" de sofisticação, mas por causa de sua capacidade de sintetizar e de se conectar com outros conceitos, fazendo pontes e ligações entre idéias.

Em um dos debates, vimos que alguns assuntos estavam indo em áreas, que a priori, não pareciam ter qualquer relação com o eixo temático que estava sendo debatido. Então, para evitarmos esta descentralização, deixávamos de "viajar na maionese" e retornávamos à questão central. Depois de um tempo, íamos novamente para além das fronteiras do assunto e artificialmente voltávamos ao eixo. Percebi que este movimento acontecia com certa freqüência.

Repentinamente me perguntei: Por que todas as vezes que lidamos com temas interessantes e complexos, nossa mente "viaja" por temas periféricos ao eixo temático?

Na verdade se compreendemos um pouco de psicologia sócio-cultural chegaremos à incrível conclusão de que nosso conceitos são organizados dentro de estruturas semânticas (redes semânticas). Nenhum conceito ou idéia que temos estão soltos no cérebro, mas só estão aí porque estão vinculadas a uma teia de outros conceitos, ou como dizem, os conceitos estão grudados em outros conceitos, formando assim uma grande construção de idéias, um 'todo' complexo.

Já falei por aqui no blog sobre pensamento complexo e a nova demanda que surgiu com a Internet, devido a seu grande fluxo de informações e de inovações. Há uma necessidade absurda por um pensamento plástico, fluido e menos linear.

Uma coisa importante. Atualmente lidamos com uma nova modalidade de leitura, principalmente quando lemos um grande volume de textos na tela ou no monitor. Se você já clicou em algum link* pela Internet, com certeza você já está lidando com uma nova modalidade textual denominada hipertexto. O hipertexto criou uma nova categoria de leitura, que implica em uma abordagem estrutural do texto. Não se lê de forma linear, mas leva-se em consideração os vários conceitos presentes naquele texto ligando-os (linking) a outras fontes conceituais.

O que me chama a atenção é que de certa forma a leitura hipertextual vem provocando uma mudança de ordem cognitiva. Durante muito tempo o pensamento era textual, linear, como conseqüência aprendemos a pensar dentro desta estrutura. Porém, alguém que se dedica ao uso freqüente de hipertexto, ou navega em sites de vasta riqueza hipertextual**, pode estar desenvolvendo um pensamento de estrutura hiper-documental. Por isso, não é tão criminal "viajar na maionese" durante algumas discussões, pois enveredar-se por caminhos ditos periféricos, faz parte da riqueza de um tema, é o que torna-o cognoscível, compreensível e parte da grande nuvem semântica que sustentam nossos conceitos.

Vale destacar a contribuição de Lina Morgado e suas investigações sobre o pensamento e o hipertexto. Sua investigação e revisão epistemológica sobre a temática, destaca que alguns pesquisadores salientam as seguintes vantagens do ambiente hipertextual:

[...] permitir diferentes níveis de conhecimento prévio; encorajar a exploração; permitir a visualização de sub-tarefas como parte de tarefas mais globais; e adaptação da informação aos estilos individuais de aprendizagem[1].


Em suma, não me sinto mais desconfortável em "viajar na maionese" durante determinado assunto. Pois esta é a natureza dos debates em mundo cada vez mais complexo, pois encoraja a exploração e o espírito investigativo.

____
*Conhecido também por hiperlink ou em sua versão aportuguesada hiperligação.
** Como a wikipedia por exemplo.
[1] MORGADO, Lina. O Lugar do Hipertexto na Aprendizagem: alguns princípios para sua concepção.
19 de jan. de 2009 | By: @igorpensar

Campus Party 2009

O maior evento tecnológico do mundo está acontecendo em São Paulo e durará até o dia 25 de Janeiro/09. O Campus Party(TM) é um evento incrível que envolve software livre, liberdade na web, Internet 3.0 e muitos outros temas incríveis do universo que pensa "tecnologia" e não apenas consome tecnologia.

Pois bem, entre os palestrantes estão ninguém menos que Timothy John Berners-Lee ou mais conhecido como Tim John Berners-Lee, o criador da WWW e Jon Hall, ou também conhecido por Maddog Hall fundador do Open Source International.

Outro detalhe interessante é a disponibilidade de Internet no local do evento com velocidade de 10 Gb. Muitos temas interessantes serão tratados sobre direitos autorais, tecnologias open source, software livres e outras temáticas de deixar o queixo cair.

Vale a pena dar uma olhada no site oficial em: http://www.campus-party.com.br/

Fica aí a dica...

Abraços,
Igor
14 de jun. de 2008 | By: @igorpensar

Windos Vista X Ubuntu (Linux)

Tire suas próprias conclusões... he he he!

Para quem tem dúvidas, minha experiência de algumas semanas de Ubuntu, simplesmente, eu fico com raiva quando uso o Windows, como pode um sistema operacional roubar tanto recurso de processamento e memória, como pode um SO regredir, ao invés de evoluir. A solução? Um êxodo comunitário para o mundo livre, venha para o Ubuntu você também!



10 de jun. de 2008 | By: @igorpensar

Bibleworks 7.0 no UBUNTU (Linux) via WINE

*Este comentário foi postado em http://forum.ubuntu-br.org/
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Olá a todos!

Eu sou usuário iniciante do Ubuntu 8.40, e eu havia feito o uma tentativa de entrar no mundo Linux através do Kuruma e na ocasião foi muito legal e tal, mas depois alguns bugs complicados, algumas incompatibilidades de hardware, dificultaram minha permanência no mundo livre. Depois, retornei ao referido mundo, pelo viés Ubuntu, e fiquei impressionado com estabilidade e a resposta rápida do Ubuntu quanto mais em interface Gnome, que é enxuta sem menciona efeitos de cair o queixo.

Pois bem, tudo que preciso - basicamente - como replacement aos softwares windows, eu consegui. Exceto, um software for windows, que considero o mais poderoso aqueles que estudam teologia e trabalham com textos Bíblicos de forma acadêmica. Refiro-me ao Bibleworks 7.0 http://www.bibleworks.com, que apesar de sua versatilidade não roda aqui no Ubuntu a priori.

Vi que ninguém havia postado nada do gênero em língua portuguesa, e me parece ser a angústia de alguns usuários em língua inglesa, por isso achei por bem postar a solução simples, para se rodar o Bibleworks via WINE.

Como não há bibliotecas (dll's) dispersas nesse sistema, simplesmente copiei a pasta: BibleWorks 7 que está em Program Files para /home/igor/.wine/drive_c/Program Files e simplesmente executei o arquivo: bw700.exe contido nessa pasta, agora dentro do diretório WINE.

Simples assim, o Bibleworks 7.0 rodou bem, reconhecendo fontes gregas, hebraicas, os dicionários de hebraico e grego, bem como as gramáticas. Obviamente, era de se esperar algumas mudanças visuais e pequenos bugs, o que considero irrelevante ante a funcionalidade daquelas ferramentas essenciais do BW.

Lembro que o BW rodará da mesma forma como ele foi instalado no Windows, disponibilizando as mesmas versões da Bíblia e os módulos instalados. Aconselho, que caso queira alguma ferramenta adicional que o faça via windows e depois copie os arquivos, seguindo o procedimento acima.

Espero que ajude em alguma coisa.

Igor Miguel

Avô cria navegador de internet para neto autista

Fonte: www.g1.com.br

Programa bloqueia conteúdo impróprio e destaca material infantil. Ícones na tela são maiores que os tradicionais, facilitando navegação.

ohn LeSieur trabalha com software e achou curioso o fato de os computadores parecerem inúteis para seu neto de seis anos, Zackary. O garoto tem autismo e tudo o que era apresentado pelo PC o confundia a ponto de ele jogar o mouse, como sinal de frustração.

LeSieur tentou encontrar ferramentas na internet que pudessem guiar seu neto pela web, mas não conseguiu encontrar nada satisfatório. Foi então que ele decidiu criar um navegador, chamado Zac Browser For Autistic Children, em homenagem a Zackary. A ferramenta está disponível gratuitamente aqui.

O navegador simplifica a experiência de usar um computador. Ele bloqueia conteúdo violento, pornográfico ou inadequado para crianças, enquanto dá ênfase a games educacionais, vídeos, música e imagens de entretenimento (como um aquário), disponíveis em páginas de conteúdo gratuito. A idéia é reduzir o controle de crianças como Zackary, que se confundem quando encontram muitas escolhas.

O browser também desabilita itens “desnecessários” do teclado, como "Print Screen", e inutiliza o botão direito do mouse. Isso elimina comandos que as crianças geralmente não precisam e também reduz as chances de criar insegurança entre os autistas.

Os usuários do Zac Browser selecionam atividades usando ícones maiores que os tradicionais. O programa também é configurado para que não exiba anúncios ou outras imagens que possam distrair o usuário. “Tentamos evitar sites complicados ou agressivos, porque o importante na navegação é a auto-estima. Se a situação não estiver sob controle, esses internautas ficam facilmente frustrados”, diz LeSieur.

Geralmente o autismo afeta a habilidade de comunicação das pessoas e Zackary não fala muito. Mas sua mãe, Emmanuelle Villeneuve, disse que o filho navega sozinho usando o browser especial. Ele ouve música e monta quebra-cabeças -- atividades que ele já gostava no universo off-line, mas que não conseguia realizar on-line. Além disso, enquanto o garoto tem reações negativas contra a TV, ele não se manifesta da mesma maneira em relação ao computador.