Esse pequeno texto nasce como um parto, uma síntese teológica, de várias fontes a respeito da relação real entre Israel, a Igreja (eclesiologia) e a salvação. Se propõe a desmistificar dois erros extremos: de um lado o desprezo antijudaico ainda perseverante em alguns círculos do cristianismo, apesar das grandes discussões teológicas na relação entre judeus e cristãos. Por outro lado, a supervalorização do judeu de forma quase cega, que infelizmente em alguns meios pode por em risco a grandeza e sublimidade do fundamento e a centralidade do evangelho que é Jesus Cristo. Infelizmente, ambos os extremos comprometem uma compreensão clara dos textos paulinos. No primeiro caso, uma negação da fidelidade de Deus a Israel por meio da salvação que deles procede que é Cristo e dos judeus salvos. No segundo caso, o ofuscamento do comprometimento supremo de Cristo com a Igreja.
Peço aos leitores, que por gentileza, não leiam este texto de forma superficial e impulsiva, mas cuidadosamente, meditando e dando a devida atenção a algumas sentenças que podem parecer chocantes em um primeiro momento, mas depois elas comporão um grande quadro que revela a grandeza da salvação operada por Jesus através de sua Igreja.