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12 de mai. de 2014 | By: @igorpensar

O Alienista e a Alienação

Por Igor Miguel


Foi veiculado pela impressa televisiva e eletrônica, o recente projeto de elaboração de uma versão mais "fácil" da obra "O Alienista" de Machado de Assis. O projeto aprovado será financiado com fundos públicos de incentivo à cultura. A proposta é tornar acessível obras clássicas da literatura brasileira. A começar, por esta obra deliciosa de Machado.

A polêmica se polariza entre progressistas que são favoráveis à adaptação e conservadores que são favoráveis ao formato clássico da obra.  Bem, minha opinião vai mais pro espectro conservador. E digo os motivos educacionais de meu favorecimento a este posicionamento mais do que àquele.

As objeções de pedagogias mais progressistas irão no sentido de que a postura conservadora inclina-se a um tipo de elitismo excludente. Mas prefiro um posicionamento mais cirúrgico: o que é excludente neste país é uma pedagogia que não desafia, mas se simplifica baseado no argumento de inclusão de classes menos favorecidas. E isto acontece necessariamente porque ao invés de "puxarmos" os que estão em níveis de aprendizagem menos favoráveis, reduzimos a qualidade do ensino, alegando fins sociais inclusivos.

Nesse ponto, recorro ao psicólogo da educação Reuven Feuerstein que defende a tese de que inclusão não é necessariamente a que aceita ou se conforma com a estrutura cognitiva do educando. Mas, que em um tom de inconformismo, propõe desafios cognitivos que criam instabilidades, uma desarranjo estrutural, pois aprendizagem só acontece em tais situações (retomo a tese de Piaget de acomodação e assimilação). Logo, em algum sentido, não aceitamos nossos alunos como estão, queremos que cresçam, que se desenvolvam e tenham seu repertório simbólico enriquecido. Claro que existe aí um princípio da psicologia mediacional que sou favorável: o processo formativo de um aluno não pode ser tão desafiador a ponto de frustrar o aluno e nem tão fácil a ponto de enrijecê-lo. A ideia é criar uma liminaridade didática que o aluno consiga dar saltos viáveis em um processo de enriquecimento explorando a plasticidade de sua capacidade de aprendizagem. 

Baseado nesta postura de "aprendizagem baseada no desafio" que os educadores e a educação deveriam viabilizar o fornecimento de pré-requisitos simbólicos, ampliação do repertório linguístico e um bom programa de educação cognitiva (desenvolver a capacidade de pensar), e assim, possibilitar a leitura de obras da altura de Machado de Assis, em seu texto original.

Neste ponto, chegamos a uma falácia pedagógica muito recorrente em nossas escolas públicas, aquela que sustenta a inclusão como mera facilitação ou infantilização das interfaces pedagógicas. Ao contrário, uma educação inclusiva é aquela que amplia o universo do estudante, promove competências intelectuais e fornece ferramentas cognitivas, e neste caso, interpretativas, para que ele possa ter acesso ao que já existe. E não, adaptar a cultura às limitações que aí estão por falta de educação básica de qualidade.

Não vou nem chegar nas perdas inerentes a uma adaptação literária. Que qualquer um que lida com traduções ou versões reconhece.

Então fica aí o desafio: o que precisamos não é o empobrecimento de nosso patrimônio cultural, mas o enriquecimento da capacidade intelectual de nossos alunos. Mas, sabe como é, isto demandaria alta qualificação docente e da própria dinâmica escolar. Isto implicaria em uma radical reforma educacional. Fica aí o desafio.
10 de mar. de 2014 | By: @igorpensar

Viagem a São Tomé (África)

 
Depois de uma fascinante viagem para Moçambique ano passado, tive a alegria de ir a trabalho e missão a São Tomé e Príncipe, já lado ocidental da África Equatorial.  Segue o link do relato do trabalho que nossa ONG realizou, nesta Segunda Expedição Educacional em prol da transformação e educação de uma comunidade santomense. [Saiba mais]
26 de abr. de 2013 | By: @igorpensar

Defesa Dissertação do Mestrado

Prezados leitores,

Este é um convite aberto a todos que queiram comparecer à defesa de minha dissertação de mestrado, que acontecerá no dia 5/6 no prédio da Administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP).   Maiores informações sobre horário e local pode ser acessado aqui: http://www.pos.fflch.usp.br/node/38905

Tema:
Mischlei e Mediação Educacional: uma análise pedagógica de Provérbios de Salomão

Orientador:
Profa. Dra. Ana Szpiczkowski

Banca:
Profs. Drs. Reginaldo Gomes de Araújo (FFLCH - USP) e Mitsuko Aparecida Makino Antunes (PUC-SP).


Abraços,
Igor Miguel





11 de dez. de 2012 | By: @igorpensar

OMCV: capacitação & inclusão


Há muito tempo que gostaria de dedicar um post neste blog para falar sobre a ONG que trabalho, já caminhando para o terceiro ano.  Me refiro a Organização Multidisciplinar de Capacitação e Voluntariado (OMCV).  A OMCV nasceu por iniciativa e idealização da teóloga Gracie Pires, que além de longa experiência na área administrativa, teve a grande ideia de organizar uma ONG que trabalhasse com crianças e adolescentes em situação de risco, porém valendo-se de uma abordagem integral e multidisciplinar, integrando vários profissionais para este fim.  

A ideia é relativamente simples: crianças e adolescentes devem ser tratados como seres integrais, logo, tudo que os priva de tal integralidade é excludente e desumanizador.  A OMCV reconhece que educar é, em algum sentido, buscar uma formação humana integral em que os alunos devem ser tratados sob múltiplos olhares.  Assim, ao educar crianças e adolescentes deve-se considerar as dimensões: emocional, cognitiva, física, cultural, social e espiritual.  Que são aspectos integrantes da complexa condição humana.

Basicamente, o que a OMCV faz é oferecer uma série de programas que apreciem cada uma destas dimensões. Cada programa é composto por profissionais-especialistas (pedagogos, psicólogos, arte-educadores, teólogos-capelães, educadores físicos, professores de informática e assistentes sociais) que se engajam na promoção e o desenvolvimento destas áreas em seus alunos.  Obviamente, a articulação destes profissionais acontece a partir de uma abordagem multidisciplinar, o que significa boa comunicação entre os programas, de modo que os alunos recebam sempre um tratamento integral em suas diversas dificuldades.


Pessoalmente, sou responsável pelos Programa Aprender a Aprender, que lida com a educação da dimensão cognitiva dos alunos; e também, pelas Oficinas de Qualificação Pedagógica, cujo foco é a qualificação e treinamento pedagógico de sócio-educadores.  Além disso, assumi recentemente a coordenação pedagógica da OMCV.


Minha vida nestes dois anos tem sido circular por diversas comunidades da periferia da grande Belo Horizonte, trabalhando nos diversos projetos sociais que estão conveniados a OMCV.  Em específico, atuo nos seguintes projetos:
  • Projeto Compaixão no aglomerado da Serra em BH;
  • Projeto Alethéia no Bairro Tropical em Contagem;
  • Centro Cristão Evangélico de Educação que atende a Vila São José em BH;
  • Projeto Reconstruir que fica na Vila Antena em BH.



No Aprender a Aprender tenho aplicado nestes dois anos o Programa de Enriquecimento Instrumental (PEI) que foi desenvolvido pelo educador israelense Reuven Feuerstein, cujo objetivo é potencializar a capacidade de aprendizagem.  Temos obtidos resultados incríveis!  Crianças que antes eram apáticas, impulsivas, desmotivadas e apresentavam dificuldades visíveis de aprendizagem, hoje estão motivadas, mais criativas, autônomas, e o mais legal, professores e pais relatam melhoras visíveis na vida escolar.


Lembro que muitas destas crianças vivem em comunidades socialmente vulneráveis por causa da proximidade com a violência, o tráfico de drogas e alta evasão escolar.  O impacto dos programas oferecidos pela OMCV nestes dois anos, mostra o potencial transformador desta iniciativa pelos anos que virão.  Realmente é muito encorajador fazer parte de uma equipe tão engajada.



Prezado leitor, te encorajo a dar uma passada no site da OMCV e conhecer mais sobre a atuação desta organização séria em BH e na Grande BH, na promoção da inclusão e transformação integral destas crianças e adolescentes, que hoje, têm ampliada as chances de saírem desta "zona de vulnerabilidade e risco".  Visite www.omcv.org.br, também nos siga nas redes sociais e sinta-se à vontade em contribuir com esta iniciativa.
5 de nov. de 2012 | By: @igorpensar

Escola Especial de Missões Urbanas

Eu, Cida Mattar e Ariovaldo Ramos estaremos ensinando na Escola Especial de Missões Urbanas e falaremos sobre o tema:  "Educação Cristã para o Desenvolvimento Social", que este ano acontecerá na 8ª Igreja Presbiteriana em Belo Horizonte - MG durante os dias 5 a 29 de novembro.




10 de jun. de 2012 | By: @igorpensar

Inteligência Cristã (AECEP)

Apresentação da palestra "Por uma inteligência cristã" que ministramos no workshop de Educação Cristã 2012 organizado pela AECEP (Associação de Escolas Cristãs de Educação por Princípios).  O eventoaconteceu no auditório Ruy Barbosa da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

1 de abr. de 2012 | By: @igorpensar

21º Workshop - Educação Cristã


INFORMAÇÕES

O Workshop de Educação Cristã é um evento anual nacional da AECEP que fomenta a visão da Educação por Princípios e apresenta plenárias geralmente com preletores internacionais, seções temáticas de convidados que apresentam e compartilham seus conhecimentos, pensamentos e experiências e workshops de excelência desenvolvidos nas escolas associadas.

Por congregar a maioria dos educadores associados e afiliados este evento possibilita a troca de experiências e a formação de uma rede de contatos entre os participantes de todas as regiões brasileiras.

Veja como foi o 20º Workshop clicando no 


21º WORKSHOP DE EDUCAÇÃO CRISTÃ:

CONSOLIDANDO UMA COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM POR PRINCÍPIOS

Nos 15 anos da AECEP o 21º. Workshop de Educação Escolar Cristã se propõe a celebrar o aniversário da nossa comunidade de aprendizagem* em torno de sua proposta educacional escolar que é a “Educação por Princípios”. Reconhecemos que ao longo desses anos graças ao compromisso e cooperação de seus associados e parceiros temos perseverado e enfrentado o desafio de construir uma proposta educacional alicerçada numa cosmovisão cristã que tem o potencial de transformar e superar as carências da educação das novas gerações.

Abordaremos, através de palestras e workshops, vários aspectos necessários para consolidar uma comunidade de aprendizagem em cada unidade escolar desde o caráter e as competências necessárias ao educador, o desenvolvimento de um aprendiz como protagonista de sua aprendizagem até as dimensões de qualidade que dão sustentabilidade à escola eficaz de EP.

*“Uma comunidade de aprendizagem é uma comunidade humana organizada que constrói um projeto educativo e cultural próprio para educar a si própria, suas crianças, seus jovens e adultos, graças a um esforço endógeno, cooperativo e solidário, baseado em um diagnóstico não apenas de suas carências, mas, sobretudo, de suas forças para superar essas carências”. R.M.Torres

Inscrições para Associados:

Até 30/03/2012 - R$ 275,00

10% de desconto para pagamento à vista - R$ 250,00

2 x R$ 137,50

3 x R$ 91,67

Obs.: Inscrições parceladas em até 3 vezes para inscrições realizadas até 30 de março.

De 31/03 até 30/05/2012 - R$ 302,00 à vista

2 x R$ 151,25 para quem se inscrever até 30 de abril.

Inscrições após 30/05/2012 - R$ 330,00 à vista

Inscrições para Não Associados

Até 30/03/2012 - R$ 396,00 à vista

2 x R$ 198,00

De 31/03 até 30/05/2012 - R$ 434,50 à vista

2 x R$ 217,25

Após 30/05/2012 - R$ 473,00 à vista

ESCOLAS ASSOCIADAS: A CADA DEZ INSCRIÇÕES, 01 É GRATUITA!

O valor da inscrição inclui participação geral do evento, pasta, crachá, certificado, coffee-breack. 

Hospedagem

Para atendermos a todos os perfis de participantes disponibilizamos diferentes opções de hotéis, de diversos preços e categorias. Veja aqui as opções de hotel: http://www.realturviagens.com.br/eventos/eventos_detalhes.asp?id=17

As reservas devem ser feitas através da Real Turismo. Contato: Claudio Soares Tel.: (31) 3243-4634 claudio@realturviagens.com.br

Caravanas

Importantes informações sobre movimentação de ônibus e Vans no centro de São Paulo devem ser adquiridas através do DETRAN SP.

Faça já a sua inscrição!

Mais informações: 31 3227-4648

PROGRAMA 21º. WORKSHOP DE EDUCAÇÃO ESCOLAR CRISTÃ

07/06 5ª. feira

12:30 – Recepção e credenciamento

14:00 – Abertura - Palestra Geral

15:30 – Intervalo e Visitação Stands

16:00 – Sessões Temáticas 

17:30 - Encerramento 

08/06 6ª. feira

8:30 – Abertura Apresentação Cultural

9:00 - Palestra Geral 

10:30 – Intervalo

11:00 – Sessões Temáticas 

12:30 – Almoço

14:00 – Palestra Geral 

15:30 – Intervalo e Visitação Stands

16:00 – Workshops 

17:30 - Encerramento

09/06 Sábado

8:30 – Abertura Apresentação Cultural

9:00 - Palestra Geral 

10:30 – Intervalo

11:00 – Workshops 

12:30 – Encerramento
13 de mar. de 2012 | By: @igorpensar

W.L. Craig: o cristão e a cultura

William Lane Craig brinda-nos com uma reflexão fundamental sobre a necessidade de cristãos engajados na cultura.  Um espetáculo de palestra, altamente indicado para todos os leitores do blog Pensar... 

Parte 1/5
Parte 2/5

Parte 3/5

Parte 4/5

Parte 5/5
12 de ago. de 2011 | By: @igorpensar

Geração Y, Redes Sociais & Inteligência

Hoje ministramos uma palestra pra galera do ensino médio do Colégio Batista Getsêmani em BH, sobre o tema "Geração Y, Redes Sociais e Inteligência".  A ideia basicamente foi falar sobre como podemos fazer um uso criativo e inteligente desta tecnologia, ao invés de darmos um tratamento reducionista e emburrecedor, ou darmos um tratamento moralista. Se, nossos alunos estão "distraídos" com estas tecnologias e rendendo pouco em sala de aula, isto pode ser fruto de um distanciamento ou uma inadequação de nossa linguagem com esta web-geração.  

A Internet e as Redes Sociais podem ser um grande recurso para desenvolvimento de uma inteligência comunitária, participativa, e a elaboração de uma nova leitura, como já coloquei aqui no post intitulado "Inteligência Hipertextual".

Disponibilizo os slides... a fala, quem quiser, é só convidar a Humanitas, minha empresa de consultoria educacional, para dar uma palestra em sua escola ou instituição educacional.  Para isto, envie um e-mail contato@humanitas.com.br


Abraços,
Igor Miguel
30 de abr. de 2011 | By: @igorpensar

Workshop de Educação Escolar Cristã


Estarei ministrando junto com Guilherme de Carvalho e Rodolfo Amorim no 20º WORKSHOP DE EDUCAÇÃO ESCOLAR CRISTÃ organizado pela AECEP (Associação de Escolas Cristãs de Educação por Princípios), instituição que tem filiada a seu quadro de associados as principais escolas cristãs confessionais no Brasil. O evento ocorrerá entre os dias 7-9 de julho de 2011 na Universidade Presbiteriana Mackenzie - São Paulo - SP.

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"Eu acredito no cristianismo como acredito no sol; não apenas porque o vejo, mas porque por meio dele vejo todo o resto"

C.S. Lewis

A educação escolar é um instrumento chave para formar a visão de mundo ou cosmovisão do indivíduo. Muitos de nós, educadores cristãos, fomos formados numa cosmovisão humanista secular que apresenta não só uma única visão, mas também uma visão anticristã de mundo. O educador cristão precisa conhecer as características básicas das cosmovisões predominantes neste século e refletir sobre como isto tem influenciado sua vida e o currículo escolar. Nossa proposta neste evento é resgatar a essência do Cristianismo, que são os princípios fundantes da cosmovisão cristã, e apresentar outras cosmovisões que tem permeado o currículo escolar na atualidade e as consequentes implicações na nossa cultura. Abordaremos as várias concepções de currículo escolar e refletiremos sobre como apresentar uma abordagem cristã de currículo.

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL
Haverá uma programação cultural que incluirão apresentações artísticas, visitas ao Museu da Língua Portuguesa, Pinacoteca do Estado de São Paulo (Museu de Arte) e Estação Ciência da USP (A Estação Ciência possui cinco grandes áreas: Física: Astronomia (planetário), Transformações de energia, Eletricidade, Mecânica, Eletromagnetismo, Óptica; Matemática: Matemateca, Matemática brasileira, MATHS 2000(Matemática francesa); Ciências da Terra: Geografia e Urbanismo, Geologia e Petróleo, Castelo Medieval, Bacia Hidrográfica; Biologia: Corpo Humano, Aquários e Biologia Marinha, Butantan; Estação Natureza: cinco grandes vagões, localizados sobre os trilhos na plataforma externa da Estação Ciência, que apresentam ao público os biomas e a diversidade da natureza brasileira, utilizando como ferramenta de sensibilização a interatividade e as sensações (aromas, temperaturas, sons e texturas) como complementação de temas que serão abordados em seções temáticas e workshops curriculares.

Para este evento a AECEP fez uma parceria com o L'abri Brasil* que apresentará as palestras gerais e outras seções temáticas resgatando conceitos fundamentais para uma cosmovisão cristã.


A comunidade L'Abri foi fundada na década de 50 por Francis e Edith Schaeffer na Suíça, existindo hoje em onze comunidades espalhadas pelo mundo. L'Abri significa "o abrigo" em francês, traduzindo bem a identidade essencial da nossa comunidade: a prática da hospitalidade. O L'Abri Brasil foi iniciado oficialmente em janeiro de 2008 como um centro de estudos que combina vida em comunidade, hospitalidade e reflexão cristã. Por meio do engajamento integral e pessoal, o L'Abri quer demonstrar a realidade de Deus, e promover a riqueza da nossa humanidade, por meio de Jesus Cristo. É essencialmente um refúgio: um lugar para recobrar as forças, curar-se, repensar a vida e recomeçá-la.
Mais informações: http://www.labribrasil.org/

PRELETORES CONVIDADOS :

Guilherme de Carvalho é casado com Alessandra de Carvalho e tem duas filhas. Formado em teologia pela EST da Universidade Mackenzie, fez mestrados em Teologia (FTBSP) e Ciências da Religião (UMESP), realizou estudos de Religião e Ciência no Faraday Institute da Universidade de Cambridge, e trabalhou como professor no ensino médio (sociologia) e superior (teologia). É fundador da Associação Kuyper (aket), pastor da Igreja Esperança em Belo Horizonte e diretor de L'Abri Brasil.

Rodolfo Amorim Carlos é graduado em Relações Internacionais (PUC-MG), com uma especialização em Gestão do Terceiro Setor (PUC-MG) e Mestre em Sociologia das Organizações (UFMG). Membro fundador da Associação Kuyper (aket), dirigiu o Centro Betel de Transformação Integral (2003-2007), e trabalhou como professor no ensino médio e no ensino superior. É presbítero da Igreja Presbiteriana do Buritis (IPB), um dos coordenadores do "Arte em Foco" e obreiro de L'Abri desde 2008.

Igor Miguel é casado com Juliana Miguel, cristão reformado, teólogo, pedagogo e mestrando em língua hebraica, literatura e cultura judaicas (USP). Trabalha em tempo integral com Educação Cognitiva e Intervenção Pedagógica na OMCV (Organização Multidisciplinar de Capacitação e Voluntariado) em BH-MG. Faz parte da Associação Kuyper (aket), do Conselho da Igreja Esperança em Belo Horizonte e é voluntário na Escola de Teologia e Vida Cristã do L'Abri.


PALESTRAS GERAIS:

PALESTRA GERAL 1 - A Visão Cristã de Deus e a Identidade Cristã do Educador - Guilherme de Carvalho
- O coração da fé cristã é o próprio Deus Trino, tal qual se revelou na história da salvação e nas Escrituras. E a identidade do Cristão é moldada e definida por esse conhecimento de Deus. Na primeira plenária vamos examinar qual é a visão Cristã de Deus, como ela constitui a identidade e a cosmovisão cristã, e como a busca por uma Educação geuninamente cristã é inseparável do conhecimento de Deus.

PALESTRA GERAL 2: - A Identidade Cristã do Educador e o Currículo - Igor Miguel
- Na segunda plenária examinaremos de perto a relação entre a pessoa do educador e o currículo, tanto no nível explícito (do conteúdo e de sua estruturação) como no nível implícito (da identidade do educador). A chave para essa reflexão será o estudo da idéia Bíblica de "Sabedoria" como chave para a compreensão da tarefa pedagógica cristã.

PALESTRA GERAL 3: - O Senhorio de Cristo e a Missão de Educar - Guilherme de Carvalho
- A terceira plenária tem como tema central o Senhorio de Cristo sobre todos os aspectos da vida, e como isso altera todas as relações de poder - na política, na família, na igreja, no trabalho e principalmente na escola. Partindo de um estudo da Cosmovisão Bíblica na Carta de Paulo aos Colossenses, vamos buscar uma compreensão profunda e prática sobre como o próprio ambiente Escolar carrega um currículo oculto, e como esse currículo oculto pode ser iluminado e transformado pelo Senhorio de Cristo.

PALESTRA GERAL 4: - O Escopo Integral da Espiritualidade Cristã e a Tarefa Educacional
- O foco da plenária inicial é o impacto da visão Cristã de Deus na pessoa do educador; na plenária final o foco será a relação do educador com os diversos aspectos de sua vida no mundo. Nossa tese central será de que a espiritualidade cristã tem um escopo integral, tocando todas as áreas da vida. Após apresentar a tensão existente entre modelos de espiritualidade fragmentados e a prática educacional contemporânea, será apresentado o modelo bíblico abrangente de espiritualidade e seus desdobramentos para uma prática educacional integrada e integradora da vida humana na criação.

INSCRIÇÕES E MAIORES INFORMAÇÕES CLIQUE AQUI

Apoio:

SBB – Sociedade Bíblica do Brasil

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23 de nov. de 2009 | By: @igorpensar

Pedagogia da Sabedoria: aprender a viver

Por Igor Miguel

Um texto foi aqui postado sobre "A Sabedoria para Além do Racionalismo", de fato, há no conceito de sabedoria hebraico, um elemento muito rico que pode ser explorado pela educação em sentido amplo. Como ainda vivemos em uma sociedade técnico-capitalista, pedagogias enraizadas no pensamento cartesiano, uma educação concentrada no racionalismo e no desempenho cognitivo, ainda possuem muito peso. Por outro lado, a concentração demográfica nas grandes metrópoles contíguo ao individualismo tão perturbador, provoca em educadores uma inquietante pergunta: não está na hora de uma educação que considere outros fatores da complexidade humana?

A educação concentra-se na inteligência lógica, no desempenho cognitivo, na habilidade técnica, por uma questão óbvia, atender uma demanda mercadológica. Os ídolos da modernidade são o mercado e a produtividade, naturalmente, a pedagogia e a atuação educacional se concentrará neste sentido: fornecer o máximo de estímulo tendo em vista a formação técnico-cognitiva.

A pedagogia tornou-se reducionista, tanto como a sociedade atual reduziu-se ao mercado e ao capital. Assim, como a esfera capitalista devora os outros aspectos da complexidade humana, inevitavelmente a educação deixou-se devorar por esta lógica. Como instituição pública, a escola, uma dimensão cada vez mais sujeita ao mercado, mensura seu desempenho a partir do mesmo paradigma.

A grande contradição é que há um falso discurso de que tudo na vida é sucesso financeiro e desempenho profissional. Por outro lado, os homens procuram estabilidade emocional, afetiva e social, uma realização subjetiva, que o mundo objetivo não consegue preencher.

Como lidar com esta contradição? Eis um terreno que a educação está distante. A pedagogia moderna não ensina os jovens a lidar com a complexidade da vida humana, não introduz seus aprendizes aos desafios e contradições da vida espiritual, da vida social e dos dilemas de um mundo cada vez mais truculento. O que se vê são jovens cada vez mais apegados a um reino de conforto e de "realizações digitais", do que sujeitos treinados para lidar com a vida social e com o mundo do convívio.

Não há uma educação orientada para o "homem", para os dilemas internos da vida humana, não há uma educação concentrada no plano vital, na responsabilidade social. É claro que não se pode generalizar. De fato há iniciativas aqui e acolá, que procuram desenvolver a solidariedade e convivência, mas a realidade em escolas públicas de periferia é nua e crua. Há um abismo monstruoso entre o que a escola promete e a realidade de se viver em comunidades excluídas.

A sabedoria hebraica pode ser inspiradora neste sentido. As "instituições comunitárias" (família, a comunidade religiosa, escolas, etc) são as grandes responsáveis por introduzir seus jovens à vida. Um pedagogia pela sabedoria, orientaria os jovens ao princípios do "saber viver", não somente a viver uma experiência lógico-matemática, mas à compreender os dilemas de sua vida afetiva, dando sentido aos próprios sentimentos, procurando meios para o desenvolvimento da convivência com o outro no mundo, considerando as relações humanas um universo de possibilidades desafiadoras.

Neste sentido, o elemento ético presta um serviço importante. Lidar com dilemas éticos pode ser muito elucidativo. De alguma forma, o que se vê são pais criando seus filhos privando-os de experiências desconfortáveis, são jovens entorpecidos pelo conforto, que não sabem sofrer e lidar com adversidades. Os efeitos de uma educação analgésica, pode trazer efeitos desastrosos a jovens que mais tarde estarão diante da vida em toda sua brutalidade, sem ferramentas adequadas para lidar com tais desafios.
30 de out. de 2009 | By: @igorpensar

Conteudismo x Densidade intelectual

Por Igor Miguel

Há algumas semanas na FEUSP, tive o privilégio de ouvir uma aula interessantíssima com o Prof. Dr. Miquel Martinéz educador e ex-vice-reitor da Universidade de Barcelona, envolvido com educação de valores e qualificação de docentes. Tive a alegria de ouvir uma afirmação que me chamou muito a atenção.

Ele fez um contra-ponto ao discurso pós-moderno de crítica à educação enciclopédia da "educação tradicional", asseverando que esta contradição transformou-se em uma desqualificação da profissão docente, enquanto um profissional possuidor de boa densidade cultural/intelectual.

Eis uma crítica que compartilho. Não sou favorável a ideia corrente de que a sofisticação intelectual do educador pode ser uma reprodução do "discurso burguês". Infelizmente galgados nessa ideologia, muitos educadores tornaram-se insípidos culturalmente e intelectualmente. A consequência inevitável foi o declínio e a desvalorização da profissão docente.

Não acho que o problema da docência e da baixa qualidade educativa tenha respostas simples, mas qualquer visita à sala de aula de uma escola pública ou mesmo privada, o que se verá são excelentes docentes, mas também péssimos docentes. O problema não é o salário, como se pode imaginar, ao contrário, há docentes mal pagos, mas que são simultaneamente excelentes profissionais.

Sem dúvida, um dos fatores é a falta de reconhecimento social e público da profissão docente. O próprio professor não se valoriza, devido ao fato de que a sociedade não o reconhece, não o reconhece pois há um esvaziamento intelectual, o professor deixou de ser mestre.

Já sei, sei que pode haver algum tipo de reação aqui, uma proposta de retorno ao tradicionalismo pedagógico ou coisa do gênero. Já deixo claro que não! Não concordo com a linearidade pedagógica, com modelos de docência diretiva, com o conteudismo, a marginalização do aluno no processo e a homogeneização institucional. Ao contrário, porém, em processos revolucionários e em reformas culturais, sempre ocorrem perdas e renúncias de conquistas.

Não se pode chamar de “conteudista” um processo educativo fecundo culturalmente, ou que prima pela democratização da informação e o acesso à determinados conteúdos aos alunos. O mundo é permeado de códigos culturais, de valores e a mídia está aí. O grande volume de informação disforme, aos olhos dos jovens expectadores precisa ser criticado, articulado e retro-alimentado. Mas, como fazer isso, se muitas vezes os professores chegam como técnicos da educação, como reprodutores de livros didáticos, se muitos chegam sem articulação e sem consciência de sua autonomia docente.

Sim! O professor necessita se articular, se sofisticar e se tornar um agente criativo e fomentador de ambientes propícios à atividade intelectual, cultural, emocional e ética. Na dimensão intelectual, abordar com critério a realidade; na dimensão cultural propiciar a fecundidade criativa e uma postura interpretativa; na dimensão emocional explorando os potenciais afetivos e na esfera ética a responsabilidade dialógica. Sem sofisticação intelectual, sem emoção e sem diálogo, esvaziar-se-á a atividade docente e dar-se-á a última “pá de cal” o atual status docente.
9 de out. de 2009 | By: @igorpensar

Sabedoria para além do racionalismo

Por Igor Miguel

Minha investigação no mestrado tem sido uma tentativa de aproximar o conceito hebraico de sabedoria (chochmá | חכמה) e as novas perspectivas educacionais, neste caso, os modelos que procuram aproximar ética, cognição e afetividade.

Uma das coisa que percebi em minha investigação, principalmente no livro
Provérbios de Salomão, também conhecido em hebraico pelo nome Mishlei [משלי], é que o conceito de sabedoria ali apresentado diferenciava em muito da forma moderna e popular da idéia de sabedoria. A primeira definição do termo no Dicionário Aurélio é: "grande conhecimento, erudição, saber, ciência.", curiosamente, não é este o conceito de sabedoria presente entre os antigos judeus.

Chochmá (sabedoria) na Bíblia é um tipo de habilidade específica, que envolve desde de habilidades técnicas como a metalurgia (p.ex. Bezalel que trabalhava com ouro e bronze), a costura (p.ex. as mulheres que faziam roupas sacerdotais e cortinas para o tabernáculo), indo até a gestão, a capacidade administrativa, por exemplo aplicado ao sábio Rei Salomão.

Porém, no livro de
Provérbios de Salomão, onde o termo ocorre com mais freqüência, a sabedoria está associada a uma série de princípios éticos de cunho comportamental. De alguma forma, não há uma separação entre o "conhecer" e o "fazer", não há dicotomia entre o "logos" e a "práxis", o que se vê é um conhecimento tácito, tão tácito, que o sábio de provérbios recorre frequentemente à natureza para obter exemplos e analogias para orientar determinados comportamentos. A orientação de que o preguiçoso deveria ir às formigas para aprender a diligência é interessantíssima. De fato o homem socrático obteria tal orientação nos mitos, ou mesmo, na metafísica, ou ainda na transcendência, mas para Salomão, a resposta esta lá na Criação, nas coisas feitas por Deus.

Chochmá tem aspectos multidisciplinares, quando envolve desde o conhecimento técnico, passando pelo comportamento ético, ao conhecimento natural e chegando até a associação rabínica de "sabedoria" à Torá.

Mas, de onde veio a concepção moderna de "sabedoria" ligada ao conhecimento enciclopédico, à performance cognitiva e à algum tipo de conhecimento puramente teórico?

São Tomas de Aquino, considerado o pai da escolástica, introduziu no pensamento europeu a dicotomia entre graça e natureza, separando a esfera
metafísica-teológico-espiritual da dimensão natural-material-objetiva. Descartes, mais tarde, foi o responsável por separar (no sopro da teologia tomista) o sujeito que pensa (res cogitans) da coisa extensa (res extensa), ou seja, Descartes separou a mente do corpo, as ideias da natureza, a inteligências das emoções, resultado? Uma ênfase na racionalidade em detrimento da dimensão física e da realidade chamada "objetiva", assim nasce o racionalismo-moderno.

A percepção cartesiana de mundo foi tão eficiente, que até hoje pessoas percebem o mundo ou si mesmas dentro do seguintes esquemas binários: razão/emoção, subjetividade/objetividade, espírito/corpo, metafísico/físico, sobrenatural/natural, teoria/prática e outros pares.

Quando retomamos a percepção bíblico-judaico-cristã de
sabedoria, encontramos um modelo pré-moderno e digamos pós-moderno, de superação da percepção de mundo cartesiana. Chochmá é integradora, sabedoria é "saber viver" e não apenas "saber pensar".

O sábio, no sentido bíblico, é alguém integrado com Deus e com a criação, está enraizado na realidade, interage com ela e com os outros seres humanos. O sábio bíblico não é um filósofo grego, não é alguém que vive em um
gueto intelectual, em um areópago de devagações metafísicas, é alguém enraizado na vida, nos círculos sociais, na comunidade e na natureza. O sábio articula toda sua integridade humana, em toda sua complexidade (alma, corpo, mente, emoções e intelecto) a serviço da vida e da existência.

A sabedoria hebraica, não é racionalista, naturalista ou materialista, ela não permite reducionismos, é integradora. A sabedoria está com a costureira, o ferreiro, o rei, o guerreiro, a dona-decasa e é o princípio ativo da criação, arquiteta do mundo.

Curiosamente, sob muitas críticas, especialistas classificam diversos tipos de inteligência (como a teoria das inteligências múltiplas de Gardner), esta abordagem é uma tentativa de superação do modelo cartesiano de restringir as habilidades humanas à dimensão da razão, à lógica. Como a história e a experiência demonstram, há pessoas profundamente articuladas no campo da racionalidade, mas são desarticuladas na vida social e nas relações humanas.


A sabedoria bíblica, não permite esta fragmentação, propõe, pode-se dizer uma "inteligência integral", um saber holístico, integrado com a ação, o comportamento e a responsabilidade ética.

Um pergunta final: então por que o mundo ocidental ignora estas fontes? Por que a modernidade é tão resistente à tradição judaico-cristã? Aí, seria necessário outro post!
8 de ago. de 2008 | By: @igorpensar

Brasil e Israel Assinam Acordo de Cooperação em Educação

Fonte: B'nai B'rith

O Ministro da Educação do Brasil, Fernando Haddad , e a Ministra da Educação de Israel, Yuli Tamir, assinaram um acordo para cooperação bilateral na área de Educação. A assinatura foi durante o seminário "Instituições para Inovação", realizado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. O Acordo concretiza o desejo mútuo de fortalecer laços científicos, acadêmicos e intelectuais manifestado por ocasião da visita do Ministro da Educação do Brasil a Israel, em fevereiro de 2006. Nessa perspectiva, o instrumento dará maior amparo oficial e institucional à cooperação já existente entre os dois países, elevando o patamar das relações bilaterais.

O acordo aborda os seguintes pontos de interesse entre os dois países:

* estudos recíprocos sobre Brasil e Israel, incluindo idiomas;
* troca de experiências sobre políticas, práticas e materiais educacionais;
* inovações e novas tendências na educação;
* incentivo a programas de intercâmbio educacional entre os dois países, com programas de graduação, pós-graduação, Mestrado e Doutorado e intercâmbio entre centros universitários e de pesquisa;
* informações e intercâmbio para aplicação de novas tecnologias à área de educação;
* programas para inclusão social em educação, principalmente em programas para educação infantil e adulta;
* educação ambiental e rural em regiões semi-áridas;
* treinamento técnico e educação profissionalizante;
* educação a respeito do Holocausto e contra o racismo, a xenofobia e a intolerância.

Ministra da Educação de Israel visita São Paulo

Yuli Tamir - ministra da Educação de Israel esteve em São Paulo para uma rápida visita. A programação teve início pela manhã, quando a ministra acompanhada pela embaixadora Tzipora Rimon foi conhecer a Escola ‘Céu Azul da Cor do Mar’, localizada na zona leste da Capital, onde foram recebidas pelo secretário municipal de Educação, Alexandre Alves Shneider; Flavio Goldman, da Secretaria de Relações Internacionais da Prefeitura de S. Paulo; por Anita Schuartz, representando o secretário municipal dos Esportes Walter Feldman; pela gestora da instituição Bernardete de Lourdes Álvares Bigoto, pelo presidente da CONIB- Jack Terpins, pelo vice-presidente executivo da Fisesp- Ricardo Berkiensztat, pelo diretor executivo da CONIB- Luiz Sergio Steinecke.

A ministra entrou nas salas de aula, onde foi calorosamente cumprimentada pelos alunos e professores, percorreu as principais instalações do lugar, conhecendo o refeitório, sala de informática, quadras poliesportivas, piscinas e teatro, onde foi apresentando um pequeno show de danças folclóricas brasileiras, finalizando com um jogo de capoeira com alguns versos de música em hebraico.

Bem impressionada com o que viu, a ministra prosseguiu para um almoço com lideranças comunitárias. No final da tarde, aconteceu uma visita ao Colégio Beit Yaacov, onde a ministra falou aos presentes, bem como participou de uma homenagem do magistério judaico à mora (professora) Miriam Smaletz z’l, (de abençoada memória) e também do lançamento do método Migdalor para o ensino do hebraico, e da apresentação do Projeto Playground,uma parceria entre Israel Shelanu, do Fundo Comunitário e as escolas judaicas. Encerrando a programação na cidade, foi oferecido um jantar para a ministra Yuli Tamir, com a presença de dirigentes comunitários.
28 de jul. de 2008 | By: @igorpensar

Grupo de estudo (DF): AUTISMO E CONDUTAS ATÍPICAS

Aos interessados em aprofundar suas investigações sobre autismo, e principalmente os residentes no Distrito Federal, indico o curso abaixo de minha amiga e aluna de teologia Vanessa Vilaça. Tenho certeza que vocês se surpreenderão com sua significativa experiência com crianças autistas.

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Segue abaixo maiores informações:

O grupo de estudo: AUTISMO E CONDUTAS ATÍPICAS é uma oportunidade imperdível para estudantes e psicólogos interessados no atendimento de crianças especiais. A Psicóloga Vanessa Vilaça tem experiência no atendimento de crianças autistas e atualmente investe profissionalmente na especialização nessa área. Os encontros acontecerão semanalmente, sempre às terças-feiras, de 19:30 às 20:50h.

Horário: 19/08 até 02/12
19:30 às 20:50
Preço: R$ 40,00

SRTVS Quadra 701 - Bloco O - Sala 216 - Ed. Novo Centro Multiempresarial
Brasília-DF

Informações: (61) 3202-2852 - superinfancia@superinfancia.com.br
[Maiores Informações - Super Infância]
26 de jun. de 2008 | By: @igorpensar

Deus na Escola. Templos sem Deus?

Por Igor Miguel

Hoje palestrei em uma escola pública sobre holocausto e o conflito árabe-israelense, e me chamou a atenção as impressões de uma professora "evangélica" que me abordou dizendo que deveria falar da Bíblia de forma mais "rasgada", pregar o "sangue de Jesus", tudo isso sob àquela verborragia convencional do neo-pentecostalismo. Segundo ela, falar mais "espiritual" e menos "cultural".

Minha contra-resposta: Por meu discurso ser cultural, não quer dizer que ele é menos espiritual. O fato de não usar o jargão religioso convencional, não significa que minha fala é desprovida de espiritualidade. Não preciso falar o "evangeliquês" ou o "cristianês" para ser compreendido por alunos do Ensino Médio, preciso operar nas mentes com contra-argumentos enraizados na ética judaico-cristã, para minar os fundamentos sofismáticos do mundo moderno que é anti-semita e caminha para a fragmentação da família e dos valores forjados por Deus no homem. A mensagem de Jesus implica em justamente libertar mentes do cativeiro cultural, de uma visão de mundo distorcida.

Falei de ética, falei de vida, falei de paz, política e princípios. Discursei sobre a existência de Deus conduzindo um povo do sofrimento à restauração de seu país, em uma linguagem que professores, alunos e jovens (entre os 17-20 anos) podiam compreender, não preciso levantar uma bandeira confissional ou religiosa, para falar a mensagem essencial, ela foi dita na espiritualidade da cultura.

Acho incrível como os religiosos do ocidente (em geral), despedaçam a realidade, fragmentam o mundo, excluem Deus de tudo e não conseguem perceber que Seu governo se estende a todas as esferas da existência humana.

A espiritualidade não está fora da dimensão cultural. A cultura é manifestação espiritual em sua raiz, impressões de uma alma que quer se religar (religare - religião em latim) com a transcendência de um Deus que governa a história, mesmo que ela pareça caótica.

A referida devota de Cristo, poderia ver as coisas como eu vi, os olhos daqueles jovens brilhando, quase que hipnotizados, algo que buscavam há anos estava ali diante deles, almas sedentas, sujeitos cansados de serem explorados pelo hedonismo que nada custa, salvo para aqueles que se vendem para adquiri-lo.

Deus está profundamente preocupado com esses jovens, preocupado principalmente porque os guetos religiosos falam uma linguagem hermética, um dialeto quase intocável para a maioria deles. Quando se toca essas almas com as palavras certas, com a palavra donde procede a fé, as máscaras caem e finalmente são despidos ante a esperança de que podem ser melhores, que nossas decisões têm conseqüências e que as coisas não são descartáveis como nos ensinam.

Ouvi perguntas, que raramente ouço de religiosos convencionais, ouvi angústias que raramente ouço de sacerdotes e caciques espirituais, ouvi a alma.

Sinceramente, raramente vi Deus de uma forma tão nítida como vi hoje. Realmente nosso templos religiosos precisam melhorar sua espiritualidade. Deus está na escola, só espero que também esteja em nossos templos.
10 de jun. de 2008 | By: @igorpensar

Avô cria navegador de internet para neto autista

Fonte: www.g1.com.br

Programa bloqueia conteúdo impróprio e destaca material infantil. Ícones na tela são maiores que os tradicionais, facilitando navegação.

ohn LeSieur trabalha com software e achou curioso o fato de os computadores parecerem inúteis para seu neto de seis anos, Zackary. O garoto tem autismo e tudo o que era apresentado pelo PC o confundia a ponto de ele jogar o mouse, como sinal de frustração.

LeSieur tentou encontrar ferramentas na internet que pudessem guiar seu neto pela web, mas não conseguiu encontrar nada satisfatório. Foi então que ele decidiu criar um navegador, chamado Zac Browser For Autistic Children, em homenagem a Zackary. A ferramenta está disponível gratuitamente aqui.

O navegador simplifica a experiência de usar um computador. Ele bloqueia conteúdo violento, pornográfico ou inadequado para crianças, enquanto dá ênfase a games educacionais, vídeos, música e imagens de entretenimento (como um aquário), disponíveis em páginas de conteúdo gratuito. A idéia é reduzir o controle de crianças como Zackary, que se confundem quando encontram muitas escolhas.

O browser também desabilita itens “desnecessários” do teclado, como "Print Screen", e inutiliza o botão direito do mouse. Isso elimina comandos que as crianças geralmente não precisam e também reduz as chances de criar insegurança entre os autistas.

Os usuários do Zac Browser selecionam atividades usando ícones maiores que os tradicionais. O programa também é configurado para que não exiba anúncios ou outras imagens que possam distrair o usuário. “Tentamos evitar sites complicados ou agressivos, porque o importante na navegação é a auto-estima. Se a situação não estiver sob controle, esses internautas ficam facilmente frustrados”, diz LeSieur.

Geralmente o autismo afeta a habilidade de comunicação das pessoas e Zackary não fala muito. Mas sua mãe, Emmanuelle Villeneuve, disse que o filho navega sozinho usando o browser especial. Ele ouve música e monta quebra-cabeças -- atividades que ele já gostava no universo off-line, mas que não conseguia realizar on-line. Além disso, enquanto o garoto tem reações negativas contra a TV, ele não se manifesta da mesma maneira em relação ao computador.
2 de jun. de 2008 | By: @igorpensar

Provérbios de Salomão: conceitos educacionais e mediacionais

Publiquei junto com meu amigo Emerson Amaral um artigo, que acredito seja de interesse para alguns, em que procuro resgatar alguns conceitos desse antigo, mas sempre atual, livro ético, que considero perfeitamente compatíveis com alguns fundamentos da educação cognitiva.

O artigo foi publicado pelo Núcleo de Estudos Judaicos da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. Espero que apreciem!

Leia agora.

Abraços,
Igor Miguel
22 de abr. de 2008 | By: @igorpensar

EDUCAR PELAS PALAVRAS

Por Igor Miguel

Infelizmente há os que pensam que um vocabulário apropriado é desnecessário e remonta os tempos de uma educação por um conhecimento enciclopédico. Porém, a palavra tem mais função do que pensa o senso comum. Além de seu fim objetivo, a comunicação, a palavra tem como característica básica a síntese de significado, o que se denomina de conceito.

O conceito é uma palavra que amarra uma rede de palavras e evoca uma séria de impressões, imagens e sensações. A abordagem de L.S. Vygotsky (1987), que brilhantemente associa a palavra ao pensamento, traz essa idéia de que a palavra antecede as imagens mentais. O que parece ser gráfico ou imagens sensoriais no pensamento, na verdade é uma nuvem de palavras que evocam uma séria de impressões sensoriais ou experiências subjetivas. A palavra tem esse poder dialético, de ligar-se às coisas, mas ao mesmo tempo de não ser as coisas. Ele codifica a realidade e resume aqueles dados relevantes da realidade que têm vínculos com outras palavras, formando esquemas, uma grande teia semântica. Um movimento, que como afirma Luria, inicialmente é simpráxico (próximo das experiência objetivas e concretas do sujeito), evolui até a simsemântica (quando a palavra assume o poder de generalização e síntese).

Mas, o que a "palavra" tem haver com a educação?
O suficiente para nos preocuparmos com ela.

Na educação pública - por exemplo - o que se vê são alunos que chegam à vida estudantil dos diversos espaços familiares. Muitos vivem completamente desprovidos de quaisquer "mediação cultural", não lhes são introduzidos conceitos. Elas não são mediados por pais e as vezes muito pouco por professores. Lembro-me que Reuven Feuerstein (2002) desenvolveu o conceito de "Síndrome de Privação Cultural", que não é a falta de informação ou conhecimento. Na verdade, para Feuerstein, tal síndrome caracteriza-se pela privação que certos sujeitos sofrem, quando lhes são suprimidas aqueles códigos culturais necessários para que ele pense em sua própria esfera cultural.

Ou seja, crianças que não são introduzidas ao mundo das imagens, das expressões, da lógica, do pensar hipotético, das ferramentas psicológicas, do universo de significados e significantes, tendem a sofrer sérias disfunções cognitivas. Raramente vemos professores, que se preocupam em introduzir a idéia de que a palavra é uma ferramenta para ajudar a pensar. A palavra não implica só em "boa comunicação", mas principalmente, em "bom pensamento". Quanto mais o sujeito se apropria da palavra, mais preciso é seu poder de generalização, mais eficiente será sua articulação de idéias e conseqüentemente, sua capacidade para aprender. Por exemplo, na matemática, usa-se a expressão "propriedade": as propriedades da função do segundo grau, as propriedades da função exponencial, etc. Em português usa-se a expressão "análise": análise sintática, etc. Ora, enquanto não for apresentado aos educandos o que significa "propriedade" e "análise", ou ainda mais, enquanto esses sujeitos não tiverem internalizada a idéia de que essas palavras são FERRAMENTAS, eles terão dificuldade em articular (pensar) as informações que lhe são "transmitidas". Os termos "propriedade" e "análise" são um bom exemplo de palavras carregadas de funcionalidade. Elas costuram teorias, organizam conceitos e são instrumentos dentro do campo semântico, que precisam ser internalizadas a priori à compreensão do conteúdo. O cuidado de alguns educadores em "adaptar" o conteúdo disciplinar em uma linguagem infatilizada, acaba por privar educandos de conceitos e expressões, que são verdadeiras ferramentas ao processo de pensar. O pedagógico, nesse caso, seria introduzir palavras dentro de uma estrutura conceitual (na dinâmica da aula), expressões e palavras que possam ser usadas por seus educandos, e assim o educador deve ir percebendo, até que ponto seus alunos usam tais expressões espontaneamente. O erro, está em apresentar tais expressões soltas, ou descontextualizadas, como um conteúdo per si, ou uma lista de conceitos a serem memorizados. Palavras não são só palavras, palavras são coisas, as coisas como as percebemos, são ferramentas, que manipulam a realidade e nossa percepção sobre o mundo. Educar é sem dúvida, educar pela palavra.

Referência Bibliográfica

FEUERSTEIN, R.; FALIK, L.H.; FEUERSTEIN, R. S.; RAND, Y. The Dynamic Assessment of Cognitive Modifiability: the learning propensity assessment device: theory, instruments and techniques. Jerusalem: The ICELP Press, 2002.

VYGOTSKY, L.S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1987.