Educar: fracasso & esperança
Não poucas vezes, chego em uma sala de aula onde meus alunos estão subindo nas mesas, trocando socos uns com os outros, destilando aos berros um sofisticado repertório de palavrões e expressões de baixo calão. Claro, tudo com um tempero de completa indiferença em relação a presença do professor. Há aquelas reações clássicas, do tipo, o professor que se destempera, impõe de forma agressiva sua autoridade, e é fato, funciona pra caramba. O problema é o que se perde por meio desta forma de educar. Se perdem os vínculos, estes tão importantes no processo educacional.
As maiores experiências educacionais que já presenciei, emergiram de uma construção sutil e intencional de vínculos simbólicos e afetivos. Eu faço discípulos entre meus alunos, em algum sentido quero que eles criem um tipo de admiração pelo meu mundo, gosto de provocá-los, gosto que eles me vejam como alguém provocativamente estranho. Pois é para outro mundo que quero levá-los.
Há muita defesa em relação a cultura dos aglomerados, mas a verdade é que as vezes esta cultura se reduz a uma velha roda de samba, onde a maioria dos jovens não se envolve, ou a cultura comunitária de ajuda mutua, que é interessante. Fora isso, a cultura predominante é de um ciclo de violência atroz, que aliena, perverte, abate e rouba a dignidade. Ciclos de desespero e apatia.
Meus alunos chegam muitas vezes sem esperança, em sua maioria, o mundo lhes parece muito pequeno e apertado. Por isso, chego como um louco em sala de aula. Conto histórias de viagens que fiz, trago cantigas de quando fui escoteiro, cito histórias de poetas, mostro fotos de meu filho, falo sobre minha vida cristã, os amigos igualmente loucos com quem convivo, e faço algumas peripécias sonoplásticas , eles adoram! E comemoro quando um aluno meu consegue fazer algo que ele jamais imaginaria que poderia fazê-lo. Lhes dou o "troféu joinha" ou "trofeu nerdinho" (para os que me surpreendem de verdade). E assim, vamos criando vínculos, confiança e enfim...
E a bagunça? Bem, as vezes, meu coração e meu corpo são assaltados por uma profunda alegria. Gostaria que isso acontecesse com mais frequência. Mas, é como uma graça divina e pedagógica, que me farta de uma intencional paciência e de docilidade nas palavras. E isso tudo, diante da pura manifestação do mal. Sorrio, e digo: "Como você está hoje?" Dou um carinho, nas cabeças raspadas, em um gesto quase paterno, digo: "Calma, tenha paciência, vamos fazer um professor feliz hoje!" E geralmente, os ânimos vão se acalmando, até que se vejam capturados pelas atividades, em uma guerra silenciosa contra a alienação e a lonjura de Deus. Tem dias que saio da sala de aula, impotente, me sentindo um fracassado, mas tem dias, que saio como se o próprio Jesus tivesse estado entre eles, ensinando, educando e anunciando seu Reino.
Acho que educador cristão é assim mesmo. Povinho mais esperançoso! Pulam pra dentro de um mundo de indiferença, dispostos a morrer e adoecer por uma causa com poucas possibilidades aparentes de sucesso, e vão indo, derramando sua vida. Acho que tem um mistério nesta coisa de "aparente fracasso", a cruz nos ensina muito sobre isso. No final das contas, somos o povo da fé, da esperança e do amor. Aos trancos e barrancos com nossas fraquezas, mas confiantes, de que pela graça, Cristo estará sempre lá, abrindo janelas para um mundo completamente novo.
Escola Especial de Missões Urbanas
Inteligência Cristã
Inteligência ou Inteligências?
Se você está querendo tornar-se um cristão verdadeiro, advirto-lhe que está embarcando em algo que vai exigir todo o seu ser, o seu cérebro e tudo o mais. (C.S. Lewis)A palavra inteligência vem da combinação de duas palavras latinas "inter" e "lego", cuja tradução literal seria "escolher dentre". Inteligência tem haver com "discernimento", "escolha" ou "seleção". Uma possível definição para inteligência, ao menos a partir da origem da palavra, seria: a capacidade de considerar determinados fenômenos relevantes e outras irrelevantes a partir de critérios específicos. Interessante esta possibilidade, pois em geral, entende-se inteligência como sendo uma "habilidade mental ou intelectual puramente lógica", uma compreensão típica de uma sociedade que trata a razão quase como divindade, apesar de alegarem ser ela ideológica e religiosamente neutra.
Se inteligência for, como dito, "a capacidade de selecionar, eleger ou escolher coisas ou fenômenos", logo, este discernimento dependeria de um sistema de crenças ou uma cosmovisão, onde se organizam os critérios que acolhem o que é considerado relevante, enquanto excluem aquilo que é considerado irrelevante. Porém, uma observação importante deve ser apresentada: cada indivíduo ou grupo de indivíduos possuem sistemas de crenças (cosmovisões) diferentes, desta forma, cada um deles adota critérios diferentes para eleger o que consideram relevante ou irrelevante em sua relação com o mundo e as pessoas a seu redor. Se há diferentes cosmovisões, e diferentes critérios de seleção ou escolha, logo, há diferentes inteligências, ou discernimentos.
Educação cristã: alunos inteligentes?
Em diálogos com educadores cristãos, o que se percebe é que todos querem formar alunos inteligentes, sem deixar nada a desejar em relação às melhores escolas não-cristãs, mas a questão é: que tipo de inteligência a escola cristã quer promover? Não basta que jovens cristãos sejam estimulados a serem geniais ou cognitivamente habilidosos. Eles precisam ser inteligentes, sem dúvida, mas acima de tudo, inteligentemente cristãos.
Outra pergunta que deve ser levantada: que inteligência a educação formal procura promover em nossos filhos? Muitas de nossas crianças são submetidas a um programa em prol de uma "inteligência" revolucionária e progressista. Eles aprendem que a conspiração e a revolução contra os que estão no poder é sempre o melhor caminho. Se não, aprendem que a competitividade e o individualismo pragmático são os melhores caminhos para o sucesso. Ou ainda, o cientificismo reducionista que atribui à ciência poderes quase absolutos.
Em casa, pais cristãos são frequentemente acometidos por um cristianismo raso, sentimentalista, acham que não precisam de critérios para julgar o presente século, e que a cultura é importante apenas para que seus filhos sejam bem sucedidos em termos profissionais. Enquanto, em relação a fé, o que importa é que devem ir a Igreja, serem batizados, e tornarem-se bons crentes. Sem dúvida, este não é o melhor caminho para crianças, adolescentes e jovens cristãos, se o desejo é que eles sejam culturalmente relevantes, sem caírem na sedução do triunfalismo.
Mas, enfim, o que seria uma inteligência cristã?
Uma inteligência cristã
Em termos gerais, uma inteligência cristã ou uma "mente cristã" (Nancy Pearcey, 2004) deveria ser, em primeira instância, oposta a qualquer proposta cognitivista ou racionalista que coloque a inteligência em um status de neutralidade religiosa ou ideológica. Logo, o cristão deve assumir explicitamente que sua forma de se relacionar com o mundo, a sociedade, a cultura e com sua individualidade, depende de um sistema de crenças fundantes e é pautada em uma inteligência que lhe é peculiar.
Uma síntese da peculiaridade da forma de pensar do cristão é aquela encontrada no seguinte excerto do filósofo cristão holandês Herman Dooyeweerd (1894-1977):
Nesse sentido central e radical, a palavra de Deus, penetrando na raiz de nosso ser, tem de se tornar o motivo-poder central do todo da vida cristã na ordem temporal com sua rica diversidade de aspectos, tarefas e esferas ocupacionais. Como tal, o tema central da criação, da queda no pecado e da redenção deveria também ser o ponto de partida central e o motivo-poder de nosso pensamento teológico e filosófico. (Dooyeweerd, 2010)Esta citação resume bem a peculiaridade da inteligência cristã. Em primeiro lugar, ela se constitui na palavra de Deus, ou seja, na revelação de Deus através das Escrituras Sagradas (Bíblia). O sistema de crenças do cristão se constitui neste longo material canônico que preserva os valores e o sentido que ele (o cristão) atribui ao mundo. Os fenômenos culturais ou naturais são compreendidos a partir das crenças construídas desde a narrativa bíblica. A partir desta concepção da vida, como revelada nas Escrituras, o cristão se relaciona de forma particular nas "esferas ocupacionais" e com as "tarefas" sociais e culturais com as quais está envolvido.
Porém, o mais importante desta citação é: a Bíblia preserva um tema central. Um tema cuja narrativa envolve uma história que abrange: a criação do mundo por Deus, a queda e o fracasso do ser humano e o plano de resgate ou redenção de Deus em relação ao homem e seu mundo. Desta forma, diz-se que a narrativa bíblica orbita ao redor do tema: criação, queda e redenção.
Inteligência bíblica e narrativa
A Bíblia é um livro complexo e não é necessariamente uma obra sistemática com uma estrutura analítica. A revelação bíblica encontra-se em forma de "história" e "coleções" textuais e é portadora de quadros, dramas, pressuposições, leis, instruções, provérbios e poemas, que formam um universo complexo e rico. Mas, a chave para navegar neste oceano é compreender o tema criação, queda e redenção.
a. criação: tudo é relativo ao absoluto
Para um cristão, a criação (natureza) não é um acidente físico-químico contingente que se estruturou em leis autônomas e impessoais. Ao contrário, Deus mesmo (o incondicionado) fez todas as coisas a partir de sua sábia vontade. Para muitos, a imagem de Deus como criador pode soar infantil. Mas, é importante uma leitura mais cuidadosa a respeito do que a tradição judaico-cristã chama de criação.
Para o cristão, Deus é absolutamente inteligente e criativo, e por este motivo, pode-se perceber determinados padrões nos fenômenos naturais, um ordem, ou como se chama: ordo creationis (ordem da criação). Deus é colocado como o absoluto e todas as coisas são relativas a Ele. As implicações aqui são incríveis, pense por exemplo, que a afirmação cristã de um "Absoluto" (Deus) evita que o cristão caia no reducionismo, absolutizando os fenômenos naturais ou sociais, que para ele (o cristão) são relativos a ordem do Deus absoluto. Nestes termos, a inteligência cristã oferece uma posição epistemologicamente privilegiada, pois a partir da crença de Deus como o absoluto, o cristão pode interagir com a diversidade dos fenômenos presentes na criação sem cair na tentação idólatra de absolutizá-los. Exemplo de reducionismos são os que ocorrem, por exemplo, com o psicologismo, sociologismo, culturalismo e outras tentativas, de explicar o homem e o mundo, a partir de apenas um aspecto ou fenômeno. A inteligência cristã, neste sentido, é irredutível e multidisciplinar.b. queda: fragilidade e desconfiança
A fé cristã é viril e corajosa, no sentido que não está disposta a lidar com a natureza humana de forma ingênua. Ela faz uma denúncia, como destacou o filósofo brasileiro Luiz Felipe Pondé, em entrevista à Revista Veja: "O cristianismo [...] fala do pecador, de sua busca e de seu conflito interior. [...] o cristianismo reconhece que o homem é fraco, é frágil." Esta é a doutrina da queda, preservada nos textos de Paulo, explorada pela tradição agostiniana e reafirmada pela reforma protestante, que a chama de "depravação total". O homem é portador das reminiscências de uma dignidade antiga que foi perdida por causa de sua atual frágil condição, decorrente de uma brusca alteração de sua relação com Deus como Criador. O fracasso do homem em se manter ligado a Deus, por causa de seu pretenso desejo por autonomia, resultou em um distanciamento, a que chamamos pecado.
Por causa da doutrina da "queda" a inteligência cristã desconfia de estruturas humanas e de qualquer teoria que alegue um "purismo" humano, como propunha a antropologia de Jaques Rosseau. Obviamente, todos os sistemas filosóficos, sejam os de implicações políticas ou econômicas, pautadas em um suposto "poder autônomo" da natureza humana, são tratados criticamente pelo cristão. A visão de homem do cristão, o que se chama antropologia, é que ele foi criado a imagem de Deus (imago Dei), mas hoje, encontra-se disforme em relação a sua dignidade original. Por esta razão, ele carece de redenção, de graça e providência, para ter restituída sua condição primeira.
Se por um lado, a inteligência cristã considera a dignidade do homem e da criação, por outro, não ignora uma "antítese", uma "tensão", no cerne da criação, o qual é o homem mesmo e suas pretensas iniciativas. O que também não significa ignorar alguma dignidade na produção cultural humana, afinal, o mundo ainda tem alguma "estabilidade", por causa do compromisso escatológico de Deus, de trazer a humanidade de volta pra casa (redenção/resgate).
c. redenção: esperança cristã
Se a doutrina cristã for reduzida apenas a uma visão de "queda", consequentemente, isto resultaria em uma inteligência pessimista e cínica. Como dito, em algum sentido, o cristão não cria muitas expectativas quanto aos projetos não-cristãos de civilização, mas, mesmo assim, entende que seu lugar é aí no que chamam de "projeto civilizatório". Tome por exemplo, o profeta Daniel, que exerceu sua vocação na côrte babilônica, sem se deixar absorver por aquela cultura.
O cristão opera como um agente de esperança, engaja-se na instauração de jardins de graça em uma cidade cinzenta, sem cor. O cristão pauta sua existência na eficácia da obra que Jesus Cristo realizou em seu sacrifício, a imagem mais assombrosa e mais sóbria dos planos de Deus para a humanidade. Jesus é chamado de segundo Adão (Romanos cap. 5), Ele é o Homem, a fonte e o fator de humanização. O cristão é um homem arrependido, que reconheceu sua precariedade e distância, e que se volta em "mudança de mente" (gr. metanóia - arrependimento) e com fé no mistério e evento chamado Jesus Cristo. A fé cristã é cristocêntrica e pauta-se em uma inteligência "cruciforme", no formato da cruz, no sentido que ela opera pela eficácia da cruz ("já"), mas aguarda a concretização no tempo e no espaço do que já está consumado ("ainda não"). O "já, mas ainda não" remete esteticamente as barras verticais e horizontais da cruz. O cristianismo não tem problemas com paradoxos.
A inteligência cristã não deve ser triunfalista, a doutrina da queda não permite muita confiança em projetos de dominação. Porém, por outro lado, entende que deve sinalizar um Reino prestes a vir, antecipa-o parcialmente, para que o mundo tenha esperança naquele que há de vir. Por causa desta esperança e esta antecipação escatológica, opera no mundo, como que se vivesse no outro, naquele redimido e novo (Ap. 21). O impacto desta crença na ação cultural do cristão é singular. Ele vai ao laboratório, à universidade, à rotina do trabalho e do dia-a-dia, portando as ferramentas dispostas nas Escrituras e na longa experiência cristã, de modo a testemunhar Jesus e manifestar seu Reino de amor. O anúncio do Evangelho dá-se por uma ação que comunica o triunfo de Cristo sobre a morte.
Sabedoria: não-racionalista, não-sentimentalista e não-ativista
A vida cristã orbita em um tripé, estruturado sobre os seguintes princípios:
1. ortodoxia: uma preocupação constante pela crença ou doutrina correta
2. ortopatia: sentimento ou sensações corretas
3. ortopraxia: comportamento ou ação correta
Agora, veja bem, se um cristão se concentra em algum destes aspectos, ele estará se distanciando da inteligência cristã. Se concentrar muito de sua vida apenas ao "pensamento crítico", em uma "mentalidade cristã", ou em um zelo "lógico", se esquecendo que sua vocação também é para ter sua afeição (ortopatia) e vida prática (ortopraxia) sob o governo de Cristo, logo, se tornará um formalista árido. Da mesma forma, se um cristão, se preocupa apenas em se "sentir bem" ou vive em busca de um conforto "sentimental", cairá no sentimentalismo, em uma busca frenética por "sensações" e "experiências religiosas". E finalmente, se um cristão preza excessivamente pela "prática", "ações" e "obras", ignorando que tais ações precisam ser pautadas em uma vida com sentimentos e crenças bem alinhadas à vontade de Deus, cairá em um ativismo alienante ou em um tipo de legalismo.
Quanto mais equilibrados sobre estes três princípios, mais próximo o cristão estará de uma inteligência cristã. Ele não será um racionalista, mas procura organizar suas crenças e sua forma de pensar a partir das Escrituras. Não será um sentimentalista, pois procura submeter sua identidade e afeição aos critérios da revelação de Deus em Cristo. E finalmente, não sendo legalista, se engaja em ação, obras e obediências pautadas nos feitos da graça de Deus.
Mas, enfim, que nome se dá a esta combinação entre ortodoxia, ortopatia e ortopraxia? Tenho uma sugestão: sabedoria. Sabedoria, na narrativa bíblica, refere-se a uma vida em que pensamento, afeto e ação se integram formando um todo, que projeta o cristão para uma existência que glorifique a Deus em Jesus Cristo. Nestes termos, uma inteligência cristã é fundamentalmente uma inteligência sapiencial, o que Doug Bloomberg, educador reformacional, chamaria de "epistemologia sapiencial" (Blomberg, 2007).
Últimos ditos...
Há outras características que compõe uma inteligência cristã, como o comunitarismo, uma percepção trinitária de Deus e da realidade, uma percepção da missão como uma tarefa encarnacional e ainda uma compreensão das diversas esferas da realidade criada por Deus.
Agora, que algumas pistas sobre uma inteligência cristã foram apresentadas, pense nas implicações pedagógicas, filosóficas e culturais, de um cristão que desenvolveu tal habilidade. Há diversos exemplos na história da fé cristã de "gênios" que viveram a partir de uma inteligência cristã. Poderíamos, citar alguns deles, já sabendo que alguns serão omitidos, uma inevitável injustiça. Porém, dentre os inteligentemente cristãos estão: Paulo, Agostinho, Pascal, Calvino, Kuyper, Chesterton, C.S. Lewis e muitos outros, que ficam aí como exemplo e inspiração para tal jornada.
Finalmente, é importante reafirmar, que não basta cristãos inteligentes, se eles são cativos de modalidades de inteligências que não correspondem aos fundamentos de sua fé. Este cristão não fará qualquer diferença, ele será como uma não-cristão em termos de envolvimento com a cultura. Entretanto, se um cristão se envolve criativamente com a integração entre sua crença e a vida, o testemunho de um Cristo que é Senhor de todas coisas se tornará evidente. Em outras palavras, não basta ao cristão ser inteligente, ele deve ser inteligentemente cristão.
Referências
Dooyeweerd, Herman. No Crepúsculo do Pensamento. São Paulo: Hagnos, 2010.
Blomberg, Doug. Wisdom and Curriculum: christian schooling after postmodernity. Sioux Center, Iowa: Dordt College Press: 2007.
Pearcey, Nancy. Total Truth: liberating christianity from its cultural captivity. Wheaton, Illinois: Crossway Books, 2004.
Educador Trinitário (AECEP)
Inteligência Cristã (AECEP)
21º Workshop - Educação Cristã
W.L. Craig: o cristão e a cultura
Parte 3/5
Parte 4/5
Parte 5/5
Workshop de Educação Escolar Cristã
C.S. Lewis
A educação escolar é um instrumento chave para formar a visão de mundo ou cosmovisão do indivíduo. Muitos de nós, educadores cristãos, fomos formados numa cosmovisão humanista secular que apresenta não só uma única visão, mas também uma visão anticristã de mundo. O educador cristão precisa conhecer as características básicas das cosmovisões predominantes neste século e refletir sobre como isto tem influenciado sua vida e o currículo escolar. Nossa proposta neste evento é resgatar a essência do Cristianismo, que são os princípios fundantes da cosmovisão cristã, e apresentar outras cosmovisões que tem permeado o currículo escolar na atualidade e as consequentes implicações na nossa cultura. Abordaremos as várias concepções de currículo escolar e refletiremos sobre como apresentar uma abordagem cristã de currículo.
PROGRAMAÇÃO ESPECIAL
Haverá uma programação cultural que incluirão apresentações artísticas, visitas ao Museu da Língua Portuguesa, Pinacoteca do Estado de São Paulo (Museu de Arte) e Estação Ciência da USP (A Estação Ciência possui cinco grandes áreas: Física: Astronomia (planetário), Transformações de energia, Eletricidade, Mecânica, Eletromagnetismo, Óptica; Matemática: Matemateca, Matemática brasileira, MATHS 2000(Matemática francesa); Ciências da Terra: Geografia e Urbanismo, Geologia e Petróleo, Castelo Medieval, Bacia Hidrográfica; Biologia: Corpo Humano, Aquários e Biologia Marinha, Butantan; Estação Natureza: cinco grandes vagões, localizados sobre os trilhos na plataforma externa da Estação Ciência, que apresentam ao público os biomas e a diversidade da natureza brasileira, utilizando como ferramenta de sensibilização a interatividade e as sensações (aromas, temperaturas, sons e texturas) como complementação de temas que serão abordados em seções temáticas e workshops curriculares.
Para este evento a AECEP fez uma parceria com o L'abri Brasil* que apresentará as palestras gerais e outras seções temáticas resgatando conceitos fundamentais para uma cosmovisão cristã.
A comunidade L'Abri foi fundada na década de 50 por Francis e Edith Schaeffer na Suíça, existindo hoje em onze comunidades espalhadas pelo mundo. L'Abri significa "o abrigo" em francês, traduzindo bem a identidade essencial da nossa comunidade: a prática da hospitalidade. O L'Abri Brasil foi iniciado oficialmente em janeiro de 2008 como um centro de estudos que combina vida em comunidade, hospitalidade e reflexão cristã. Por meio do engajamento integral e pessoal, o L'Abri quer demonstrar a realidade de Deus, e promover a riqueza da nossa humanidade, por meio de Jesus Cristo. É essencialmente um refúgio: um lugar para recobrar as forças, curar-se, repensar a vida e recomeçá-la.
Mais informações: http://www.labribrasil.org/
PRELETORES CONVIDADOS :
Guilherme de Carvalho é casado com Alessandra de Carvalho e tem duas filhas. Formado em teologia pela EST da Universidade Mackenzie, fez mestrados em Teologia (FTBSP) e Ciências da Religião (UMESP), realizou estudos de Religião e Ciência no Faraday Institute da Universidade de Cambridge, e trabalhou como professor no ensino médio (sociologia) e superior (teologia). É fundador da Associação Kuyper (aket), pastor da Igreja Esperança em Belo Horizonte e diretor de L'Abri Brasil.
Rodolfo Amorim Carlos é graduado em Relações Internacionais (PUC-MG), com uma especialização em Gestão do Terceiro Setor (PUC-MG) e Mestre em Sociologia das Organizações (UFMG). Membro fundador da Associação Kuyper (aket), dirigiu o Centro Betel de Transformação Integral (2003-2007), e trabalhou como professor no ensino médio e no ensino superior. É presbítero da Igreja Presbiteriana do Buritis (IPB), um dos coordenadores do "Arte em Foco" e obreiro de L'Abri desde 2008.
Igor Miguel é casado com Juliana Miguel, cristão reformado, teólogo, pedagogo e mestrando em língua hebraica, literatura e cultura judaicas (USP). Trabalha em tempo integral com Educação Cognitiva e Intervenção Pedagógica na OMCV (Organização Multidisciplinar de Capacitação e Voluntariado) em BH-MG. Faz parte da Associação Kuyper (aket), do Conselho da Igreja Esperança em Belo Horizonte e é voluntário na Escola de Teologia e Vida Cristã do L'Abri.
PALESTRAS GERAIS:
PALESTRA GERAL 1 - A Visão Cristã de Deus e a Identidade Cristã do Educador - Guilherme de Carvalho
- O coração da fé cristã é o próprio Deus Trino, tal qual se revelou na história da salvação e nas Escrituras. E a identidade do Cristão é moldada e definida por esse conhecimento de Deus. Na primeira plenária vamos examinar qual é a visão Cristã de Deus, como ela constitui a identidade e a cosmovisão cristã, e como a busca por uma Educação geuninamente cristã é inseparável do conhecimento de Deus.
PALESTRA GERAL 2: - A Identidade Cristã do Educador e o Currículo - Igor Miguel
- Na segunda plenária examinaremos de perto a relação entre a pessoa do educador e o currículo, tanto no nível explícito (do conteúdo e de sua estruturação) como no nível implícito (da identidade do educador). A chave para essa reflexão será o estudo da idéia Bíblica de "Sabedoria" como chave para a compreensão da tarefa pedagógica cristã.
PALESTRA GERAL 3: - O Senhorio de Cristo e a Missão de Educar - Guilherme de Carvalho
- A terceira plenária tem como tema central o Senhorio de Cristo sobre todos os aspectos da vida, e como isso altera todas as relações de poder - na política, na família, na igreja, no trabalho e principalmente na escola. Partindo de um estudo da Cosmovisão Bíblica na Carta de Paulo aos Colossenses, vamos buscar uma compreensão profunda e prática sobre como o próprio ambiente Escolar carrega um currículo oculto, e como esse currículo oculto pode ser iluminado e transformado pelo Senhorio de Cristo.
PALESTRA GERAL 4: - O Escopo Integral da Espiritualidade Cristã e a Tarefa Educacional
- O foco da plenária inicial é o impacto da visão Cristã de Deus na pessoa do educador; na plenária final o foco será a relação do educador com os diversos aspectos de sua vida no mundo. Nossa tese central será de que a espiritualidade cristã tem um escopo integral, tocando todas as áreas da vida. Após apresentar a tensão existente entre modelos de espiritualidade fragmentados e a prática educacional contemporânea, será apresentado o modelo bíblico abrangente de espiritualidade e seus desdobramentos para uma prática educacional integrada e integradora da vida humana na criação.
INSCRIÇÕES E MAIORES INFORMAÇÕES CLIQUE AQUI
Apoio:
SBB – Sociedade Bíblica do Brasil
Patrocínio
Principal


