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13 de set. de 2012 | By: @igorpensar

Fórmula Batismal

Tertuliano (160-220 d.C.), um dos mais notáveis teólogos pré-nicenos, preservou a estrutura confessional realizada por cristãos aos pés do batismo:
"No momento em que entramos na água [do batismo] -- mas também um pouco antes, na presença da congregação, e sob a direção do presidente -- confessamos solenemente que renunciamos ao Diabo, à sua pompa e aos seus anjos. Depois disso, somos imersos três vezes, e proferimos então um compromisso um pouco mais extenso do que aquele apontado pelo Senhor no evangelho" (A coroa 3).
A pergunta é: que "compromisso extenso" é este citado por Tertuliano?  A resposta está em Hipólito (220 d.c.) em sua obra "Tradição Apostólica":

"No momento em que o candidato [ao batismo] entrar na água, aquele que o batizará imporá sobre ele as mãos dizendo: 'crês em Deus Pai todo-poderoso?' E o batizado dirá: 'Creio'. Será ele então batizado imediatamente com imposição de mãos sobre a cabeça. Depois disso, deverá responder as seguintes perguntas: 'Crês no Messias, Jesus, Filho de Deus?' [...] Crês no Espírito Santo? (Tradição Apostólica 21:9-18).

O mais incrível é que a pessoa era imersa em cada trecho em que era citado uma pessoa da Trindade e o convertido respondia dizendo "creio!".  Conclui-se assim, que a Igreja atrelou à ideia de "ser batizado em nome do Pai, Filho e Espírito Santo" (Mt 28:19), como uma "narrativa confessada", como preservada no "Credo Apostólico".  Logo, ser batizando em nome da Trindade, significa ser batizado em nome daquele que se revelou e salvou trinitariamente.  O batismo assim, atrela-se à história da salvação.