5 de jul. de 2010 | By: @igorpensar

Mística Cruz: um poema.

Mística cruz. Mística negação.
Como te manténs de pé?
Por que escandalizas os filhos de Abraão?

Odiosa cruz. Doloroso lenho da
akedá [1].

Por que o levas Abraão?
Por que levas teu único filho, o filho a quem amas?
Quem te ordenou?
Por que te manténs calado Isaque?

Deves ir.
Sobes à ingrime montanha, o mais perto de Deus.
Lá abrirás teus braços sobre a rocha em um altar suspenso.
Não te deitas sobre a pedra fria.
És erguido sobre ela, posto de pé, com teus olhos fixos no pecador,
este que te olha em um misto de terror e arrependimento.

O judeus te mataram?
Não. Eu te matei!
E feri os judeus por não entender o seu amor por mim.

Perdoa-me, pois não sei o que faço.


Autor: Igor Miguel
_____________________________
[1] Akedá - quer dizer "amarramento", expressão de uso da liturgia judaica que faz referência ao "quase sacrifício" de Isaque.

1 de jul. de 2010 | By: @igorpensar

Evangelho, simplesmente.

Por Igor Miguel

O evangelho é relativamente simples. Tão simples, que confunde os homens mais habilidosos. Não é um evangelho que se conforma a nossas expectativas. É uma antítese. É a negação das expectativas. O evangelho mostra quão vulgar, quão depravadas são nossas expectativas. O evangelho toca nas dimensões mais profundas. Joga luz nas trevas revelando toda decadência humana.

Hannah Arendt falava sobre o "mal latente". Como demorou para o mundo entender isso. O homem só voltou a aprender o que os antigos diziam, depois de coisas terríveis como o holocausto. Sim, o homem, em seu atual estado, é mal. O mal o desumanizou. Uma consciência agostiniana de mal absoluto, de vulgarização bem nos termos de Paulo, quebra dos vasos nos termos dos místicos judeus. Tudo estilhaçado!

Nesse estado de absoluta perdição e desorientação. Não há nada, repito, absolutamente nada no homem que possa livrá-lo desta angústia. Não há um "deus interior", não há introspecção, não há autonomia, não há nada em sua subjetividade que possa orientá-lo. Um olhar para dentro, só causará mais angústia, terror e desespero. Pois haverá um conflito entre a reminiscência de um Imago Dei (imagem de Deus) e uma condição distorcida, uma consciência de que algo está fora do lugar. Há feiúra no coração!

Também, não se achará solução em outros homens, em nenhum guru iluminado, uma filosofia pós-moderna ou uma negação teórica de toda realidade. Não! Nada disso pode orientá-lo. Pois, o mal fundamental ainda não pode ser confrontado por nenhum destes meios.

A grande verdade é que enquanto o homem odiava a Deus, enquanto ele abominava os caminhos amorosos de Deus, Ele (Deus) o amava na forma mais extrema. Enquanto, sob o homem só repousava dura punição e juízo, nos termos mais "antiquados" e mais justos da Bíblia, Deus entregava Seu Filho.

Jesus pode ser interpretado sob várias óticas. Pode ser interpretado sob uma ótica socialista, histórica, filosófica, antropológica, mas ainda não se chegará ao fundamento de sua missão.

Jesus foi amaldiçoado! Foi vulgarizado! Violentado! Aquilo que aconteceu na cruz não era pra Ele, era pra mim. Se há algum mérito em mim e em qualquer homem, este mérito era o absoluto juízo, sem qualquer misericórdia. Pergunta-se: então o que ele faz lá? Desce daí Jesus, aí é meu lugar! Saí daí, este juízo é meu! Pedro teve a mesma sensação e foi repreendido.

Mas, dEle, de Deus o Pai procedeu algo que se movimentou, o processo foi interrompido, o juízo foi banido pela obediência do filho. Jesus se submeteu ao juízo ao receber tudo que eu merecia, toda violência que eu era digno. Agora, segundo o beneplácito de Sua perfeita e amorosa vontade, Ele me transportou das trevas, para o Reino do Filho do seu amor.

Sim, não vem de mim! Vem dEle, absolutamente dEle! Sobre todas as racionalizações. Sobre todas as lógicas. Sobre todas as hipóteses. Dele, absolutamente dEle procede toda salvação. A Deus pertence a salvação!

Após esta tensão entre juízo e misericórdia, lágrimas se rompem, retratação, admissão de todo pecado, de toda mancha, arrependimento, simples retorno a Deus por meio da morte indigna que Seu filho recebeu em nosso lugar.

Neste ponto, grande alegria, indizível, indescritível alegria. Tudo faz sentido! As cores fazem sentido! A vida começa a fazer sentido! Graça sobre graça! Glória em Glória! Nova condição! Novo nascimento! Nova vida!
Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fossemos chamados filhos de Deus. (I Jo 3:1).
Sim, filhos...
16 de jun. de 2010 | By: @igorpensar

Problemas com acentuação GMail

Muita gente, depois de ter instalado o Ubuntu 10.04 reclamou de um problema de acentuação no GMAIL (circunflexo, cedilha, acento agudo, grave, etc.). Um problema que ocorre de forma intermitente, principalmente com usuários cujo teclado não é ABNT, mas usam o formato EUA Internacional alternativo (antigo us_intl) ou similares.

O que já está confirmado? O problema só acontece no GMAIL rodando no Firefox. Tanto que no Google Chrome o problema não ocorre. O "bug" parece não ocorrer em outras plataformas de webmail (hotmail, yahoo, etc...).

A solução que circula na net é "selecionar língua portuguesa" porém, há uma forma mais rápida descoberta por meu amigo @erikebenavraham.

Não existe uma solução imediata (até hoje 16/06). Mas, a solução temporária para o problema é irritantemente simples. Quando digitar alguma acentuação e ela não aparecer, aperte unicamente e simplesmente a tecla "SHIFT". Pronto, tudo funciona normalmente.

Abraços!

Judeus apóio! Judeus crentes...

Por Igor Miguel

Postei por aqui as pretensões do movimento sionista-judaico seria impossível sem o apoio cultural-religioso do sionismo cristão (o apoio cristão ao direito dos judeus a terra de Israel). Este sionismo cristão, como expomos, tem raízes no israelismo anglo-saxão, que por sua vez deriva da interpretação bíblica literalista do calvinismo e seus desdobramentos na Inglaterra.

Aqui no Brasil, o "sionismo cristão" se traduz no apoio espiritualizante e as vezes "exotista", claramente percebido pelas viagens em massa para Israel. Que deve ser reconhecido como uma proeza, que trouxe muitos benefícios para Israel, ao ponto de se ter voos diretos para Tel-Aviv procedentes de São Paulo.

Daniel Juster em seu site já demonstrou que as vezes o "sionismo cristão" envolve algum tipo de "vista grossa" a respeito de judeus que reconhecem Jesus como Messias em Israel, por questões políticas.

Como existe um pressão religiosa muito forte na política israelense. Muitas vezes a percepção política israelense é de oposição aos denominados judeus-messiânicos (judeus que percebem Jesus como Messias) em Israel. Diversas instituições cristãs de apoio a Israel, cujos nomes me reservo mencionar, possuem edificações em Israel e por isso são omissas em relação a estes irmãos judeus. Em outras palavras, para terem privilégios políticos em Israel, estas instituições ignoram completamente estes judeus-crentes.

O pior é que estas instituições mediam viagens turísticas a Israel sob contrato em background que impede qualquer contato de seus turistas com judeus que creem em Jesus, que nos termos preconceituosos destes tratados políticos, referem-se a estes como "missionários" (terminologia carregada de sentido negativo no contexto judaico-israelense).

Aqui no Brasil, existem grandes denominações evangélicas, que fazem viagens a Israel por meio destas instituições e quando cristãos brasileiros chegam em Israel, mesmo que queiram, são completamente desinformados a respeito da presença, por exemplo, de mais de 70 congregações de judeus-messiânicos só em Jerusalém.

Neste sentido, uma agenda equilibradamente "cristã-sionista" deveria abranger prioritariamente o apoio a estes crentes. Naturalmente, isto será interpretado, como já é, como uma agenda missionária oculta. Porém, acima de qualquer interpretação israelense do fato, sabe-se que qualquer cristão deve ter compromisso prioritário com os irmãos na fé, quanto mais estes judeus que lutam por sustentar a compatibilidade de sua fé em Jesus com sua identidade judaico-israelense e o direito mínimo de serem cidadão israelenses. Direito, que vem sendo garantido graças a iniciativas do próprio movimento, o apoio de alguns seguimentos cristãos conscientes e de judeus-seculares.
15 de jun. de 2010 | By: @igorpensar

Sabedoria: habilidade integradora

Estarei palestrando junto com os amigos Guilherme Carvalho, Rodolfo Amorim e o convidado Jack McGregor na III Conferência L'Abri Brasil. Que acontecerá nos dias 23-27 de julho.

Segue abaixo uma sinopse do tema que abordarei na ocasião. Participe!

Sabedoria: uma habilidade integradora da realidade.

Conforme o pressuposto neocalvinista, principalmente a crítica epistemológica desenvolvida por Herman Dooyeweerd, a realidade não pode ser reduzida a nenhum de seus aspectos criacionais. A admissão do senhorio absoluto de Cristo sobre o todo da vida é a admissão de que a experiência humana, que passa pelo "coração", deve ser integradora. O que significa uma negação radical a qualquer tipo de reducionismo. Neste sentido, é insustentável o racionalismo, o materialismo, o cientificismo, o psicologismo ou absolutizações similares. Por isso, esta palestra pretende chamar a atenção para o conceito judaico-cristão de sabedoria (hb. hokhmah), que sem dúvida não pode ser confundido com o conceito popular de conhecimento enciclopédico ou mesmo com o cogitas cartesiano. A sabedoria é um tipo de habilidade com fundamento teísta que integra as mais diversas experiências, como as de natureza tácitas, analíticas, afetivas, sociais, cosmonômicas, para um viver integral. A sabedoria é um saber viver, uma vida orientada pelo temor a Deus, daí a predileção das primeiras comunidades cristãs-reformadas por livros bíblicos como os de provérbios.


10 de jun. de 2010 | By: @igorpensar

Prosperidade sem Evangelho

Veja este vídeo...

O evangelho da prosperidade from iPródigo on Vimeo.

Agora leia este apelo...

Deixe-me deixar claro o que é a "teologia" o "evangelho" da prosperidade. Paganismo! Idolatria! Tirania religiosa! E todo tipo de adjetivos que possam traduzir o uso instrumental de "Deus" e "Jesus" que esta horda de falsos-pastores fazem dEle. A teologia da prosperidade é a linguagem do inferno, é o mecanismo de redução do evangelho à lógica mais perversa, é a própria reconstituição da Divina Comédia. A Igreja Universal do Reino de Deus, A Igreja da Graça, A Igreja Mundial do Poder de Deus, os cultos de prosperidade de Igreja Históricas, Neo-Pentecostais, Renovadas, Carismáticas ou qualquer outra, que estão permeadas deste neo-paganismo travestido do jargão cristão. E afirmo! Isto não é evangelho, não é cristianismo, não envolve Cristo, não envolve arrependimento, ressurreição, graça ou obediência. É a própria alienação! Escravidão absoluta! Prosperidade sem teologia e sem evangelho.

Se você frequenta algum templo dito "Evangélico" cujo discurso gira em torno de uma lógica sombria de barganhas religiosas, de triunfalismos e guerras imaginárias que giram em torno do seu bem estar. Se você tem algum compromisso com a cruz de Cristo, com o evangelho que levou o Filho de Deus para a morte mais vulgar e mais terrível que possa ser descrita. Se você quer ser salvo de sua condição deplorável, de sua mesquinhez, egoísmo, sucesso pessoal, idolatria financeira, curve-se diante de Cristo e arrependa-se radicalmente de todos os seus pecados!

Se você ainda não ouviu o som da pedra à porta do túmulo ruindo. Se você ainda não ouviu o último suspiro. Se ainda não sentiu o cheiro de enxofre e os berros do terror que acometem os idólatras e pecadores. Se ainda não entende a radicalidade do que estou dizendo aqui, mas reconhece o mal cheiro de suas próprias obras. Curva-te! Arrependa-te! Humilha-te! E reconheça o absoluto senhorio de Cristo sobre sua vida! E que todos os filhos de Deus, os eleitos, as ovelhas que conhecem a voz de Seu Pastor, saiam destes templos do consumo, do culto ao ego caído, da adoração ao ídolo da avareza, e tomem a cruz do Mestre e levem-na até as últimas consequências em um retorno radical às Escrituras Sagradas e o evangelho ali contido!

Igor Miguel, um pecador arrependido.

Coloque sua confissão aí embaixo, seu desabafo, vamos compartilhar juntos nosso arrependimento...

7 de jun. de 2010 | By: @igorpensar

Dooyeweerd: primeiros passos.

Por Igor Miguel

Revisão 1.0: 09/06/10

Li em 3 dias a versão em português de Twilight of the Western Thought (No Crepúsculo do Pensamento) de Herman Dooyeweerd, traduzido por meus amigos Guilherme Carvalho e Rodolfo Amorim. Na verdade quando comecei, não consegui parar de ler. Motivo? Há mais de 5 anos ando preocupado pela falta de uma referência epistemológica que não estivesse sobre o encanto de uma pretensa neutralidade religiosa da ciência e/ou que fosse reducionista. Dooyeweerd trouxe muita luz neste sentido.

Antes, já vinha tendo algum contato com Dooyeweerd. Primeiro por meu amigo André Tavares, depois em algumas palestras no L'Abri Brasil, textos introdutórios como os publicados no livro Cosmovisão Cristã e Transformação Integral e os textos publicados pela AKET. Não obstante, a leitura de há uns 7 anos atrás, depois por alguns textos em inglês, por palestras em
No Crepúsculo foi definitiva no que tange as minhas prévias e excelentes impressões a respeito da crítica transcendental de Dooyeweerd.

Na verdade, minha leitura de
A New Critique of the Theoretical Thought [cap. I e II e cap. III e IV], a obra da vida de Dooyeweerd, ficou muito melhor. Isto se deve ao fato de que o filósofo holandês se preocupou em sistematizar de forma didática os principais conceitos que trabalha já frontalmente no New Critique. Sem No Crepúsculo, realmente não dá para fazer uma leitura do New Critique. Para dar um exemplo bem simples, vejamos um trecho introdutório do New Critique que traduzo:
Se eu considero a realidade como esta é dada na experiência ordinária pré-teórica, confrontando-a com uma análise teórica, através da qual a realidade aparece dividir-se em vários aspectos modais, então a primeira coisa que me confronta é a indissolúvel inter-relação original entre estes aspectos que são, em um primeiro momento, explicitamente distinguidos na atitude teórica da mente.[1]
Finalmente, posso entender com muito mais profundidade trechos como esse. Vamos interpretá-lo então:

O que Dooyeweerd está dizendo neste trecho é que nós homens, quando olhamos para a realidade ao nosso redor, de forma pré-teórica, ou seja, sem a sofisticação do pensamento racional -- sem as pretensas regras da lógica ou qualquer outro método de apreensão da realidade -- a vemos de forma integrada, como um todo. Em outras palavras, quando olhamos para os fenômenos que estão diante de nós de forma corriqueira, como quando olhamos uma flor, os vemos sem as pretensões da ciência, observamos o fenômeno simplesmente "como" ele aparece para nós. Com o substrato de dados recolhidos desta observação ordinária, podemos analisá-los teoricamente a partir do pensamento crítico. Dessa forma, partimos para uma abstração intencional, analítica e lógica, valendo-se das funções lógicas de comparação, classificação, descrição, etc.

A análise teórica é um recorte, uma delimitação de determinado aspecto da realidade. Ao fazermos uma análise teórica de qualquer fenômeno, nos deparamos com um problema. Na tentativa de separar os vários aspectos com que estes fenômenos nos apresentam, percebemos que estes aspectos estão interconectados, interdependentes, o que perturba qualquer pretensão das ciências especiais de restringirem seu "objeto" ou "fenômeno" científico a determinados aspectos.

Ou seja, o reducionismo é uma resposta parcial a uma contradição constante às ciências especiais ou a qualquer tentativa de isolamento teórico. Este paradoxo é a inter-relação e inter-dependência entre os aspectos modais[2], que deveriam ser traduzidos em transdisciplinaridade quando se abstrai determinados fenômenos.

Porém, a palavra-chave na citação de Dooyeweerd é o termo "original". Originalmente, antes de qualquer tentativa de racionalização ou análise teórica, os fenômenos e seus aspectos estão lá integrados, distintos por alguns atributos, mas ainda assim amarrados uns aos outros por seus aspectos físicos, químicos, biológicos, estéticos e assim por diante. O que significa que um epistemologia não reducionista, deveria fazer seus recortes epistemológicos, consciente de que os aspectos estudados estão intricados em uma malha complexa com outros aspectos de uma dada realidade.

Mais tarde em seus escritos, este fundamento original, este
archê, princípio, será aprofundado e chegar-se-á em um aspecto supra-teórico, que é sempre um motivo religioso.

Não é bacana? Pois é! Estas podem ser as primeiras palavras para o desenvolvimento de uma epistemologia finalmente reformada. Que incrível!
________________
[1] A New Critique of the Theoretical Thought, p.4.
[2] Aspectos Modais: Em Dooyeweerd o termo "modal" é uma referência ao "como" e não ao "que". Ou seja, de que modo, ou como, determinadas coisas são apreendidas pelos sujeitos que as abordam. O pensamento teórico lida com o "como" e não com o "que". Neste aspecto Dooyeweerd parece ter algum dependência da ontologia neo-kantiana de Heidegger.

Upgraded! Creio, logo penso.

Por Igor Miguel

Você se considera uma pessoa upgraded? Uma pessoa upgraded, desculpe-me pelo estrangeirismo inevitável, é uma referência a uma pessoa "atualizada", "antenada", pode-se dizer, "conectada", com as últimas tendências, notícias, fenômenos culturais, problemas climáticos, uma pessoa globalizada ou mesmo, regionalizada.

Por causa da TV, Internet e das ferramentas de fluxo de informação em tempo real como blogs e micro-blogs, é possível manter-se antenado e atualizado a respeito de diversas notícias e novidades culturais.


De fato, o capital-financeiro, vem migrando para o capital-cultural, alguns diriam, que há na verdade uma capitalização de bens-culturais. De qualquer forma, hoje dou mais valor para meus livros do que para a estética de meu apartamento, pode parecer reducionismo mas não é. Apenas me torno um crescente dependente de mecanismos que me mantenham upgraded. Como teólogo ou mesmo educador, para mim é impossível viver off-line ou unpluged (desconectado) das últimas notícias e descobertas científicas.

As ansiedades de uma pessoa upgraded ou que tenta ser (como eu):
  • O desconforto de que algo está acontecendo agora que você ainda não sabe;
  • O desconforto de saber que você ainda não conhece alguma fonte que te levaria a esta informação;
  • O desconforto de, as vezes, não ter as informações que te levariam àquela informação.
Em suma, não alcançamos determinadas informações, pois usamos um mecanismo cognitivo necessário, que tende a eliminar dados irrelevantes daqueles relevantes à nossa visão de mundo. Só nos apropriamos de informações que são atraentes ao nosso repertório. Neste aspecto, a questão da linguagem é fundamental. Ao ler uma obra, um texto, ou acessar determinado conteúdo cultural, nos é exigido uma repertório semântico mínimo, para nos apropriarmos de seu código.

Isso significa que um pessoa upgraded precisa sempre atualizar seu repertório, acumulando mais ferramentas psicológicas ou psicoafetivas para avançar em sua compreensão. Algumas pessoas adicionariam um ponto a mais na listagem das "ansiedades", talvez, o limite de seu "disco rígido", de sua memória, porém, nosso cérebro não funciona desse jeito, ao contrário, ele é expansivo graças a Deus! Lembra do texto?
"Instrui o sábio e ele se tornará mais sábio." (Pv 9:9).
Infelizmente, nós que vivemos em uma terra em que durante muito tempo os "cultos" eram loucos e o "malandro" o virtuoso. Em terras brazilis têm-se o conhecer como algo que pode levar as pessoas a um tipo de estado de demência. Mas, já adianto que não!

Quando estudamos e procuramos entender a produção cultural da humanidade, nós cristão deveríamos fazê-lo sob um princípio supra-teórico (para usar os termos do jurista e filósofo holandês Herman Dooyeweerd), um princípio arquimediano (de archê em grego) que é nossa inclinação e visão religiosa, sem a qual não é possível ter um mínimo de coerência teórica, cai-se fatalmente no niilismo absoluto ou no reducionismo idólatra.

Minha compreensão filosófica e científica do mundo, passa acima de qualquer meta-narrativa, pois submete-se radicalmente em Deus. Honestidade intelectual é admitir que não dá para fazer ciência sob uma pretensa neutralidade religiosa. Já adianto, não vejo qualquer dicotomia entre minha espiritualidade e minha atuação cultural. Ao contrário, Deus me libertou de um cativeiro de ignorância e alienação, hoje consigo ler de kantianos à pós-estruturalistas e discernir o que cheira graça comum do que cheira enxofre.

Um cristão minimamente interessado em viver uma espiritualidade expansiva, integral, deveria se manter minimamente upgraded, se não em breve estará unpluged.
24 de mai. de 2010 | By: @igorpensar

Por que não sou ateu?

Por Igor Miguel
"Não há problema em não se acreditar em Deus; o problema é que se acaba sempre acreditando em alguma besteira." (G.K. Chesterton)
Não sou ateu porque não consigo desacreditar no que já se revelou. Não sou ateu, pois ser ateu para mim não é possibilidade. Ser ateu significaria ignorar a extravagância da natureza, seria ignorar a genialidade das partículas mais rudimentares e a profundidade das coisas mais simples. Ser ateu seria ignorar o fato de que existem paradoxos que não se contradizem. Só Deus poderia criar complexidade em coisas aparentemente tão simples, e grandeza em coisas tão modestas.

Não sou ateu pois não posso negar o inegável, não posso negar o descortinado, o revelado, não posso negar minha trajetória existencial. Não posso ser ateu, pois não quero fingir que não vejo o mistério, o grande, o complexo, o inteligente, a harmonia e a transcendência.

Não sou ateu porque Deus está aí mesmo quando toda sofisticação científica se esforçou por negá-lo ou ao menos ignorá-lo. No futuro a guerra não será mais entre ateus e não-ateus, será entre crer em Deus ou nos ídolos. A guerra não será sobre a fé e nunca foi, pois ela sempre esteve lá. Sim! A fé sempre esteve aí do seu lado, ao lado do filósofo e do cientista. Sem uma credulidade mínima, sem uma confiança paradigmática, mesmo que provisória, não haveria os saltos científicos, as revoluções científicas. Sem um mínimo de confiança, não haveria "objetividade" científica. A fé está lá, pois a ciência objetiva é subjetivamente orientada, e o sujeito é crente inevitavelmente.

O homem pode se abster de Deus, mas não pode se abster da fé. Nenhum homem suportaria viver sem um mínimo de confiança em alguma coisa ou alguém. Os homens ficariam aterrorizados se pensassem nas probabilidades de um ônibus capotar na estrada, de um avião cair, de ser atingido por uma bala perdida, de contrair uma doença contagiosa, de herdar um câncer dos antepassados, seria perturbador, se não houvesse um mínimo de fé, para sair de casa, e ignorar as estatísticas, mas confiar no motorista, no piloto, no engenheiro, no médico. Agora, se ele fosse um pouco mais honesto, confiaria em Deus, que está sob todos os cálculos e estatísticas, que é Senhor da proteção e do desastre. Que converge a previsibilidade e a imprevisibilidade a seu serviço, a sua vontade amorosa. Nem sempre compreensível, mas sempre amorosa. Aí reside a fé!

Minha fé não é cientificamente comprovada. Ainda bem! Pois se fosse, não seria fé, seria ciência. Deus não seria Deus, seria mais um objeto científico, mais uma bactérias sob a lente do microscópio. Ele não pode ser "ontologizado" fisicamente, não pode ser quantificado quimicamente, não pode ser sistematizado filosoficamente, pois é pura relação. Isto não significa que Deus seja alguma coisa que só pode ser compreendida misticamente, ao contrário, isto significa que se pode conhecê-lo em relação ao que Ele é. Quando o homem entra em relação com Deus, Deus se revela. Aos que não querem encontrá-lo, Ele se oculta, coloca uma barreira intransponível entre sua revelação e o que o ignora.

Mas, aquele que é minimamente honesto, perguntará, buscará e irá encontrá-Lo. Ele estará lá, obviamente presente, misteriosamente e plenamente existente.
Nada é tão real do que Aquele de onde procede toda realidade. Nada é tão existente do que Aquele de onde emana toda existência.

Não obstante, o encontro não é racionalizável nos termos cartesianos. Ele tem uma racionalidade e lógica próprias, uma outra articulação. Lá, afetividade, racionalidade, espiritualidade, física, química, lógica e mística, convergem para a composição multidisciplinar, integral do homem que se curva boquiaberto ante ao espetáculo de Sua presença:
Não dá para ser ateu.
Pois, o meu ser transcende o ser apenas ateu.
Não dá para ser ateu.
Pois, atoa eu não quero viver.
Não dá para ser ateu.
Pois, o teu deus não pode ser o meu.
Não dá para ser ateu.
Pois, o ateu não é, deixou de ser.
Não dá para ser ateu.
Pois meu ser é no encontro com o "Eu Sou o que Sou".

21 de mai. de 2010 | By: @igorpensar

Uma luta com classe!

Por Igor Miguel


"Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre de corporação e companheiro, numa palavra, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre, ou por uma transformação revolucionária, da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta." (Marx & Engels no Manifesto do Partido Comunista).
Não posso concordar com Marx/Engels.  O pressuposto de uma revolução  desencadeada pela ideia de luta de classe me soa tentadora, mas toca em questões de fé que me são muito caras.  A ideia de "conflito constante" e de "guerra ininterrupta" como algo natural, que conduzirá o homem a uma transformação revolucionária, como se houvesse algum tipo de "desenvolvimento" como afirmará Marx em vários pontos de seu manifesto, é insustentável a partir uma cosmovisão cristã.  Se eles sustentam um "desenvolvimento" pela contradição, pelo conflito, então sugerem que há algo de bom na tensão entre os interesses humanos, que ao meu ver, é a própria cooptação do mal primevo, já afirmado por Adam Smith (auto-interesse).

O auto-interesse do autor da Riqueza das Nações, agora domado, torna-se o germe, que no final "redimirá" o mundo por meio de processos revolucionários que culminarão com o desenvolvimento da sociedade e por fim a humanidade. O que Millbank [1] chama de "vontade demiúrgica do individualismo humano", torna-se a mola propulsora para o desenvolvimento. O paganismo aqui é explícito! Querem trazer o Olimpo para o mundo, divinizar os homens e colocá-los na condição de portadores do arbítrio divino.  


Aquilo que já era perverso nas raízes do capitalismo, torna-se ainda mais perverso na pena de Marx, pois o que era mau, agora torna-se o próprio meio que conduzirá os homens ao “paraíso” comunista. Adam Smith admitira o auto-interesse, procurou usá-lo para um fim objetivo, domando-o, legislando-o, enquanto Marx, diviniza-o, lhe dá um tratamento messiânico, um sabor escatológico à instauração da guerra dos deuses, dos indivíduos (agonismo).

De acordo com a tradição cristã, principalmente de raiz reformada, é insuportável a ideia de revolução por meio da subversão contra autoridades determinadas. Biblicamente, as autoridades foram instituídas por Deus, que em sua soberania, eleva e abate os poderosos, principados e potestades. Logo, quem “conspira” contra um poderoso, conspira contra os desígnios de Deus.

Neste sentido assevera Abraham Kuyper:

... segue-se que todos os homens ou mulheres, rico ou pobre, fraco ou forte, obtuso ou talentoso, como criaturas de Deus e como pecadores perdidos, não têm de reivindicar qualquer domínio sobre o outro, e que permanecemos como iguais diante de Deus, e conseqüentemente iguais como seres humanos. Por isso, não podemos reconhecer qualquer distinção entre os homens, exceto a que tem sido imposta pelo próprio Deus, visto que ele deu a um autoridade sobre o outro, ou enriquece um com mais talentos do que o outro, para que o homem de mais talentos sirva o homem de menos, e nele sirva a seu Deus. (A. Kuyper em O Calvinismo)
Isso significaria passividade ante à corrupção? Absolutamente não! Isto não significa em hipótese alguma que a tradição judaico-cristã seja “passiva” ante a corrupção, a injustiça e o abuso de poder. Diante destes males, tomamos a frase de São Pedro, “mais importa obedecer a Deus do que a homens”. Neste sentido, se uma autoridade falha em seu papel, julga-se que não se deve “derrubá-lo” pela “mão armada”, ou por qualquer tipo de “crime”. Pois isto seria responder “mal por mal”, seria fazer uso de tirania para derrubar o tirano.

Compete-nos, denunciar a injustiça pela justiça, confrontar a iniquidade com a lei, denunciar o “roubo” com o “não roubarás”. A exposição da lei, o exercício da denúncia profética, no estilo João Batista que apontou as orgias de Herodes. Mas, nunca, nunca se deixar seduzir pela revolução, jamais fazer uso da mesma lógica dos tiranos, a lógica do golpe. Nunca dar ouvido ao jacobino que procurou seduzir William Wilberforce, que finalmente optou pela transformação pelos caminhos da justiça ao invés da conspiração. Neste sentido, uma percepção política cristã, deveria se basear em uma “reforma” e nunca na “revolução”; na desobediência civil, mas nunca na conspiração.

Não há como ser progressista, não há como confiar no homem sob efeito da queda. Neste sentido, a visão agostiniana [2] de “queda” concebia que o cristão é um ser em permanente estado de “desconfiança” a respeito das pretensões humanas (ceticismo cristão) e absoluta “confiança” na soberania de Deus sobre os poderosos. Não é possível confiar na revolução a partir da
luta de classes, a resposta judaico-cristã envolve uma luta com classe e a sofisticação necessárias, para com graça, manifestar justiça onde opera a iniquidade.
“… o homem que vemos todos os dias – o trabalhador.... o pequeno funcionário... está mentalmente preocupado demais para preocupar-se com a liberdade. Ele é mantido sob controle com literatura revolucionária. É acalmado e mantido em seu lugar por meio de uma constante sucessão de filosofias insensatas. Ele é marxista num dia, nietzcheano no outro, super-homem (provavelmente) no dia seguinte e escravo todo os dias.” (G.K. Chesterton em Ortodoxia).
_____________________
[1] MILBANK, John. Theology & Social Theory: beyond secular reason. Malden, USA: Blackwell Pub., 2006.
[2] Se bem, que a visão de queda tem raízes profundas, mesmo em eras pré-paulinas. Há evidências de uma teologia da queda na escatologia dos essênios.

Pedagogo: o profissional

Por Igor Miguel

*A imagem ao lado é uma estatueta em terracota que fora encontrada na Grécia. Uma representação do "escravo pedagogo" conduzindo seu aprendiz à escola.

Existe uma confusão nas datas. Alguns dizem que dia 18, outros 20 e outros 22. Então, vou postar hoje dia 21 para agradar gregos e troianos. De qualquer forma, não posso deixar de homenagear estes profissionais que pensam processos educacionais e que estão nas várias instâncias da sociedade, engajados na educação.

Eles não estão só na escola. Estão também na empresa, nas ONGs, instituições filantrópicas, entidades religiosas, faculdades, forças armadas, hospitais e onde você puder imaginar, lá terá um pedagogo.

Tornou-se sem dúvida a profissão com o maior número de profissionais na atualidade. O que pode parecer um desprestígio, na minha interpretação, não é. Afinal, quem faz o bom pedagogo é o próprio pedagogo.

Um bom pedagogo está conectado com o mundo do conhecimento, sabe se articular nos vários universos formacionais. O pedagogo é o cara que não educa somente, ele pensa no processo educacional propriamente dito. Já dizia que a diferença entre a educação espontânea e a educação pedagogicamente orientada, é que a última é INTENCIONAL. Ou seja, o pedagogo é alguém que ensina sem "ingenuidade".

Assim, um pedagogo, preocupa-se com os meios, com o processo, entre o sujeito que aprende e seu objeto de aprendizagem. Um mediador por excelência. O pedagogo, não se concentra no conteúdo, concentra-se em como traduzir o conteúdo em termos que seus aprendizes possam compreender.

Para isto, vale-se de recursos teóricos. Procura compreender a cognição, o afeto e a complexidade social da realidade de seus alunos. Um bom pedagogo é com certeza um pesquisador. Não consegue olhar para a realidade desprovido de um repertório sofisticado para interpretá-la.

Quando se ouve um bom pedagogo, não se sabe se ele é filósofo, antropólogo, sociólogo, ou psicólogo ou historiador, pois vale-se de ferramentas das diversas ciências da educação para integrá-las em favor de seu campo de atuação.

Um pedagogo, pode-se dizer, é um cientista da interdisciplinaridade. Talvez, pela complexidade de seu campo de atuação, talvez seja por isso injustamente tratado como um "generalista" ou a própria pedagogia como uma "ciência" sem "epistemologia". Não obstante, prefiro considerá-lo como um articulador dos vários saberes.

Mas lá, na pedagogia, o debate é intenso, pois eles(as) (os(as) pedagogos(as)) são bons(boas) no debate. Lembro-me de calorosos embates sobre a emblemática dicotomia "teoria" e "prática", pois de fato, não dá para ser um pedagogo sem uma boa base teórica, bem como sem uma boa atuação prática.

O pedagogo não quer ser um "ativista" da educação, e tão pouco, alguém que se dedica às elucubrações teóricas que não atingem a realidade de sua atuação. Ele é o sujeito da práxis. Ele deseja uma boa atuação, teoricamente bem orientada.

Enfim, neste dia, gostaria de homenagear, todos os profissionais da educação, que como eu, amam sua profissão e querem se engajar para tornar esta belíssima área em objeto de respeito e reconhecimento, pela realidade que é a profissão PEDAGOGO!
9 de mai. de 2010 | By: @igorpensar

Eli! Eli!

Por Igor Miguel

Impossível descrever minha trajetória espiritual nos últimos 12 anos. Impossível! Impossível descrever a graça de Deus e por onde o Espírito Santo me guiou nestes intensos anos. Desde quando criança tinha experiência aterradoras com meus pecados ante a indescritível presença de Deus, em pura santidade. Impossível, traduzir em texto ou palavra, impossível reduzir a magnitude da soberania de Deus e como ele se revela por meio da revelação escrita, por obras de filósofos, historiadores, pela música, pela bossa nova, o jazz, o reggae, as cantigas hebraicas, e pela história dos reformadores.

Minha vida vem sendo impregnada e imersa entre frases de grandes mestres da Torá, e mestres do cristianismo, ouço as vozes destas duas grandes tradições, que por algum motivo se auto repeliram durante a história. Mas quando tiramos do baú destas tradições "coisas velhas" e "coisas novas", quando colocamos o tempero ético hebraico e a ortodoxia cristã, alguma coisa realmente misteriosa acontece. Ouve-se a melodia apocalíptica, a "Canção de Moisés" e a "Canção do Cordeiro".

O primeiro amor? Ah! Ele sempre esteve aqui, sempre se renovou, sempre se renova. O primeiro amor é o amor atual, é minha paixão atual. Esta boa-nova que esmaga os altivos e ressuscita um novo homem, nova criatura. Sim, um novo homem nasceu do "vale dos ossos secos", sobre os oráculos do profeta, ao ruido do rio Quebar na Babilônia. De lá, ressurge um novo homem, um novo jardim a ser cultivado, prestes a compor junto com outras orquídeas, cravos, girassóis, algo mais belo que os jardins suspensos do palácio de Nabucodonosor.

Amparado por tamanha misericórdia, só me resta ações de graça, só me resta amar a justiça até as últimas consequências. Romper as vozes confusas daqueles que lutam e daqueles que sucumbem em meio a batalha! Só posso dar graças por estar de pé! Só posso dar graças por ter o casamento que tenho, por ter minha vida imersa em novidade de vida.

Encontrei na velha sabedoria judaico-cristã respostas para dilemas profundos de minha alma, somente lá, através da voz dos patriarcas, dos profetas, sacerdotes, rabinos, apóstolos, apologetas, pregadores, reformadores e teólogos. Enfim, até hoje escuto os ecos da sã doutrina, das orações e a emblemática imagem do judeu crucificado, que sempre me liga à crucificação branca de Marc Chagall. A cruz poderia ser interpretada como uma espada, poderia evocar imagens inconscientes de terríveis perseguições em nome de uma falso cristianismo e um falso Cristo. Mas, repentinamente, a cruz torna-se em sua barra horizontal uma imagem da história, do tempo, que é interrompido violentamente pelo transcurso vertical da encarnação, do verbo que divide a história em antes e depois dele. A cruz é um escândalo! Não pelo que fizeram com ela, mas pelo que ela fez nos homens que a entenderam.

Místico encontro! Ainda podia-se ouvi-lo dizer em língua semita: Eli! Eli! Lamá? Lamá azav'tani? Meu Deus! Meu Deus! Por quê? Por que me abandonaste?

אלי אלי למה עזבתני

A resposta não é tão óbvia, mas está ao alcance daquele que perguntar...

6 de mai. de 2010 | By: @igorpensar

Tempo & Eternidade [Vídeo]

No último sábado (01/05) ministrei na Congregação Har Tsion em Belo Horizonte o tema "O Deus Eterno que Opera no Tempo". Grande parte desta palestra foi inspirada no livro O Schabat do filósofo judeu Abraham Joshua Heschel, um dos livros de autoria judaica mais lido por cristãos na atualidade.

Para assistir a palestra na íntegra, clique na imagem abaixo!


Bons estudos!