17 de fev. de 2012 | By: @igorpensar

Guardião Itaú 30 horas

Se você é usuário de Ubuntu ou outro sistema operacional baseado em Linux e usa o sistema Itaú e paga contas por este site, ultimamente teve ou terá dificuldades para fazer isto.  O Itaú implantou um novo sistema de segurança que se vale do que chamam "Guardião Itaú 30 horas".  Se você tentou pagar contas usando o Google Chrome ou o Mozila Firefox foi solicitada a instalação de um "plugin" para este fim.  Só que instalação falha em ambos navegadores.

A única solução que encontrei para este problema foi a instalação de uma "add-on" para o Firefox desenvolvido para resolver este problema.  Basta acessar este endereço https://addons.mozilla.org/pt-br/firefox/addon/home-banking-br e instalar o Banco Bugados BR (Itaú) 1.0 e pronto, problema resolvido.  Não é preciso reiniciar o navegador após a instalação.

Não encontrei até a presente data nenhuma solução para o Google Chrome.

Abraços,
Igor
13 de fev. de 2012 | By: @igorpensar

A Razão e o Leproso


Por Igor Miguel

Quem disse que a razão é aquela que os da razão nos ensinaram?  Na arte da dúvida vendaram-se à própria dúvida.  Ao questionarem os ditos verdadeiros, ditos pelo mundo cristão pré-moderno, vedaram-se dogmaticamente a seu próprio discurso do método.

Tudo bem, você pode perguntar, mas qual é a razão?  Há muitas, mas te convido a experimentar a plausibilidade de um linguagem, de um mundo de sentido surpreendente.  Me refiro ao que o escritor e filólogo inglês J.R.R. Tolken chamava de eucatástrofe: um evento catastrófico com efeitos benéficos.  Sim, a eucatástrofe da inocência crucificada e violentada por amor.  Indignação?  Se uma criança morta evoca nosso desconforto e senso de justiça, o que dirá a morte do mais inocente entre todas as crianças, o primeiro objeto de amor mesmo antes de haver mundo criado.

Respeito tua jornada espiritual e tuas peregrinações.  Sei que flertas com o mistério e a transcendência, mas ainda não tivestes a coragem necessária de pensar na possibilidade de uma fé que não é sua imagem e semelhança.  Ela é precisamente uma contradição a suas ambições, é a negação de seu frágil e enganoso senso de justiça.

Ontem ouvi um sermão despretensioso, modesto e denso. Ouvi falar de um leproso marginalizado, vestido de trapos e mau-cheiroso, seguido por sinos e arautos que anunciavam, "-- Leproso! Leproso!", para que os transeuntes se retirassem de seu caminho e se afastassem daquele ser disforme e desumanizado por sua doença.

Tal leproso, o homem que contagia e enferma, se encontrou com o mancebo de Nazaré, portador dos saberes mais fascinantes e da palavra que tudo sustenta.  Se dirige a ele, Jesus, portando um corpo frágil e de gente, dizendo-lhe: "-- O que queres que eu te faça?".  Surpreendente resposta veio da boca necrosada: "-- Se quiseres, podes me curar!".

Pobre e rico leproso, até suas palavras eram dádivas.  Sim, Ele quer.  Jesus quer te curar e fazer recuar a morte que te devora, Ele é o Senhor da ressurreição, o Senhor que venceu a morte.  Que tua pele envelhecida precocemente e tua idade acelerada, regrida.  Ele expandiu tua linha de vida, ampliou os horizontes de tua existência e te deu pele de criança.   

Ele não espera que chegues curado a Ele, mas que a Ele te chegues para seres curado.  O Logos, a Palavra e o Verbo que anima, reaviva e ressuscita.  Eis o sermão de ontem, hoje e amanhã.  Eis a Razão que dos púlpitos se escuta.  A Razão está lá, no encontro entre Jesus e o leproso.  E adivinhe quem é o leproso? Sim, Ele pode te curar.

IV Cristianismo Autêntico

IV Conferência Cristianismo Autêntico



Existe um motivo pelo qual nossa fé e esperança como cristãos, se mantêm renovadas: o conhecimento da verdade pela estudo da Palavra de Deus. 

A Conferência Cristianismo Autêntico nasceu há 4 anos atrás, com uma proposta que, ainda hoje, tem sido sua base motivadora, pois dispõe de um espaço onde encontramos liberdade para estudarmos, pensarmos e refletirmos juntos, sobre temas de importância vital para um cristianismo integral e autêntico! 

Para maiores informações, ligue para: 

Claudia (31) 3296-9912 / 8463-4929, ou, Elen (31) 3355-5262 / 8463-4447 


Vagas limitadas!! 
Aguardamos por você! 

Um forte abraço, 
Equipe de Coordenadores






10 de fev. de 2012 | By: @igorpensar

Fala UMJC!

Não basta credibilidade, é necessário fidelidade.

Ditos da União de Congregações Judaico Messiânicas (UMJC - Union of Messianic Jewish Congregations): 

Fonte: Documento "Introduzindo Judaísmo-Messiânico e o UMJC" (Introducing Messianic Judaism and the UMJC).
Não nos descrevemos como uma comunidade idealmente restaurada nos moldes do primeiro século. Não oferecemos uma alternativa ao suposto cristianismo “pagão” ao nosso redor. Em vez disso, conforme dispomos na versão expandida da nossa declaração de princípios, queremos manter “um relacionamento vital e corporal com a Igreja Cristã”. Não somos indulgentes com a oposição a igrejas, tampouco incentivamos cristãos a deixarem suas igrejas para participar de congregações messiânicas. (p.23)
Fonte: Documento "Definindo Judaísmo Messiânico" por Russ Resnik

Não é a missão do Judaísmo Messiânico chamar gentios para a Torah e raízes judaicas. Na verdade, a promoção de raízes judaicas (dependendo do que se queira dizer com esta frase) poderia diminuir o único lugar de Israel no plano de Deus. A Torah permanece um vivo e relevante documento para todos os crentes, judeus e gentios, mas muitas de suas peculiaridades são planejadas somente para Israel. Judeus messiânicos devem se apropriar da rica tradição da Torah, não necessariamente porque esta tradição é ordenada para todos os crentes, mas porque nós somos judeus.
Em outras palavras, segundo o UMJC, o movimento de restauração das raízes judaicas é incompatível com o que ela define por "judaísmo-messiânico".  Sendo assim, agora só basta usar um pouco dos neurônios.  Bom trabalho!

Blog do Gui na Ultimato

Estreou no site da Editora Ultimato o blog do pastor e teólogo Guilherme de Carvalho.  Mais uma plataforma para divulgação do senhorio de Cristo sobre todas as coisas e do engajamento dos santos na criação de Deus.  Altamente indicado:  http://ultimato.com.br/sites/guilhermedecarvalho/


6 de fev. de 2012 | By: @igorpensar

Tua Condição




Leproso, olhe pra cruz.  Veja tua condição, olhe para teu estado.  Estás manchado, corado e saturado de vergonha.  Ante teu fracasso, rubor em tua face se encontra.  

O que vês?  Vestes reais de uma realeza antiga agora maculada por tua rebeldia.  Do outro, pura luz, pureza absoluta, nenhuma mancha ou imperfeição, apenas santidade.  O que farás diante do ardor da retidão?  Te curvarás?  Darás alguma desculpa agora que todas as tuas vergonhas se fizeram conhecer?  O que seria óbvio?  Obviamente o teu justo julgamento.  Justo juízo.  Entretanto, aprouve a Deus, o santo Deus, te surpreender com perdão, se creres.  

Somente se negares tua justiça própria, teu orgulho em dizer que podes permanecer de pé por tua própria conta.  Gabas de teu falso testemunho hipócrita.  Renuncia tua altivez e curva-te ante a graça suficiente!  Não entendes que toda vez que te gabas em ti mesmo dizes que o feito não foi suficiente, não foi perfeito, a ponto de complementares a obra consumada com aquilo que será consumido em fogo?  

Oh altivo!  Por que teimas?  A vida está aí?  O que arriscarias por esta verdade?  Do que abririas mão por esta salvação?   Pensas que que elas são alguma coisa? Palha, obras mortas e trapos sujos.  Sim, tudo isto que te orgulhas, são como pó, ante a rocha inabalável, constituída em reta obediência.  Obediência esta que não podes realizar sem Ele.  

A única saída seria uma saída simples, tão simples que em tua pretensa sofisticação e alegada complexidade não alcanças.  Sim, esta graça alcançada por fé.  Apenas confiança no que foi suficiente e definitivamente feito.

"Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva." (Jesus Cristo em João 7:38).

*Igor Miguel

Adão e Cristo

N.T. Wright, Alister McGrath e outros teólogos falam sobre a teologia de Paulo que relaciona Adão e Cristo.  Simplesmente relevante.


10 de jan. de 2012 | By: @igorpensar

Graça do início ao fim

Por Igor Miguel

Paulo foi categórico: há o Evangelho e "evangelhos".   Uso "evangelhos" associado àquelas falsas versões do verdadeiro Evangelho, as quais Paulo classificou de "anátema", ou seja, maldição.  Paulo era tão zeloso pelo Evangelho, que chegou a afirmar que mesmo um "anjo" vindo do céu pregasse outro evangelho, que não fosse o que ele anunciava, que ele deveria ser tratado como algo espúrio e desclassificado.
Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.  Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.  Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema. (Gl 1:6-9)
Agora, gostaria de mencionar como exemplo, um outro evangelho que vem sendo pregado.  Destaco um caso isolado, que esporadicamente aparece nos púlpitos das mais diversas comunidades cristãs, e que tem afetado a espiritualidade de milhares de pessoas.  O evangelho da compensação, o evangelho do "preço" e do fardo religioso.

Tente detectar o problema das sentenças abaixo, afirmadas por um determinado pregador que escutei recentemente:
"A verdadeira graça se paga um alto preço. [...] E você que quer a graça tem que pagar um preço: a sua renúncia, carregar a sua cruz. [...] Você tem que pagar um preço pela sua salvação." 
Antes de darmos um tratamento bíblico e apostólico a esta afirmação, seria importante deixar claro que o termo "salvação" é uma referência a toda obra redentora que Deus realiza no pecador, do início ao fim, tendo em vista o resgate do homem caído até conduzi-lo à vida eterna e inclui:  o novo-nascimento (regeneração), a conversão, a fé para justificação, a santificação e a glorificação final.  Então, seria errado, concentrar a doutrina da "salvação pela graça", como se esta graça operasse apenas no início da obra salvadora (conversão) e depois, fosse como se Deus entregasse o resto aos cuidados do homem ou em cooperação com as obras humanas autônomas.  Façamos uma fórmula:
  • Salvação = regeneração + conversão + justificação + santificação + glorificação
Com esta definição em mente, voltemos à afirmação do pregador.  Em primeiro lugar, há um problema de linguagem por trás da afirmação do pregador.  Ele desrespeita um princípio básico da interpretação bíblica: o significado da própria expressão "graça".  Graça tem o sentido (tanto no grego como no hebraico) de "favor", "dom", "dádiva" ou "presente".  Precisamente, por ser "algo imerecido" e "sem preço", tal palavra é frequentemente traduzida para o português com o sentido de "graça", ou seja, um "dom imerecido".   O problema com a afirmação do pregador é que tal "dádiva" está associada a um "preço" ou "custo".

Claro que a ação redentora de Deus em Jesus Cristo, em algum sentido, envolveu um preço: o preço do sacrifício de Cristo.  O problema é que para o pregador, além do preço de Cristo, uma pessoa precisaria também pagar um preço para ter acesso à graça salvadora.

Observe a incoerência: se é "graça" como se pode "pagar um preço"?  Vejamos o que o evangelho apostólico tem a dizer sobre isso:
Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como graça, e sim como dívida.  Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça. (Rm 4:4-5)  E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça. (Rm 11:6)
Paulo está refutando precisamente o falso evangelho da recompensa.   O que trabalha, ou seja, o que quer ser justificado (importante aspecto da salvação) por "esforço", não pode receber a "graça", pois aos que "trabalham", recebem salário, não graça.  Mais tarde, ainda em sua carta aos romanos, Paulo afirmaria que "graça" é "graça" em sentido absoluto, negar isto, seria cair em um contradição lógica.

Os pregadores do evangelho da recompensa esquecem que "obra alguma" ou "preço algum" podem dar conta da condição vulgar e da condenação que repousa sobre os homens indistintamente (Rm 3:1 e seg.).  Por isso, a única e absoluta forma de ser "salvo" ou "justificado" é pela graça, mediante a fé em Cristo, sem qualquer cooperação das obras humanas.  Somente quando se "crê naquele que justifica o ímpio" pode alguém ser agraciado pela salvação.  Precisamente por esta razão que Paulo ainda diz mais:
Sendo, pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, mediante quem obtivemos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes.  (Rm 5:1-2).
Ninguém pode ser salvo, ou se "mantém firme" em Cristo, se não for pela graça que se tem acesso pela fé.  O texto de Paulo é claríssimo, não há preço a pagar, não há esforço pessoal, apenas graça mediante a fé.  Esta sim, deveria ser a origem e causa da firmeza do cristão e não o contrário.

O problema é que sem a graça, não há obra humana justa.  "Não há um justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, não há ninguém que busque a Deus... não há quem faça o bem, não há nem um só." (Rm 3:10-13).   As obras humanas estão comprometidas pela injustiça e o pecado.  Se assim, o é, qual o salário (resultado) de obras manchadas pelo pecado? 
O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus nosso Senhor.  (Rm 6:23).
Observe que o texto diz "dom gratuito".  Se é gratuito, não é pelo "preço" que se acessa a graça.  Façamos agora, uma comparação direta entre o texto paulino e o que disse o pregador:

Falso Evangelho
[...] E você que quer a graça tem que pagar um preço: a sua renúncia, carregar a sua cruz. [...] Você tem que pagar um preço pela sua salvação.
Evangelho Apostólico
Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus, não de obras, para que ninguém se glorie.  Pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.  (Ef 2:8-10).
Mesmo dispensando maiores explicações, é importante mencionar que, enquanto no falso evangelho claramente foi dito "Você tem que pagar um preço pela salvação", em Paulo é dito, que tal salvação é um dom, e que ele não procede de nada que os homens possam fazer (obras).

Claro que a Bíblia fala sobre a "tomar a cruz" e "boas obras", porém, elas nunca são colocadas como "causa" ou "fatores condicionantes" da salvação.  Ao contrário, as obras ou a obediência são sempre respostas ou efeitos, de vidas na graça.  Só alguém na graça de Cristo pode ter uma salvação que é frutífera:
Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. (Fp 2:12-13).
Preservação e Perseverança dos Santos

O evangelho da graça não é o evangelho da frouxidão moral ou da desobediência, ao contrário, ela transforma "escravos do pecado" em "servos da justiça" (Rm 6).  Como foi dito, para muita gente, a graça e a fé, operam apenas no "início" da obra salvadora.  Como se depois, o homem, de forma autônoma, ou seja, independente da graça de Deus, pudesse obedecer ou se santificar.  Para evitar tal confusão, Paulo afirmava claramente que o mesmo Deus que começou a "boa obra", tem poder para levá-la até sua consumação:
Estou plenamente certo de que aquele que começou a boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus. (Fp 1:6)
Um das maiores ensinos apostólicos é o que se refere à perseverança e segurança da salvação.  Um cristão que nasceu de novo (regenerado) e foi justificado mediante a fé e salvo pela graça, nunca se perderá ou cairá desta condição (não me refiro aqui a falsos cristãos e a falsas conversões).  Ao contrário, ele terá recursos da graça de Deus para viver uma vida santa e frutífera até a consumação, ou seja, até que toda obra salvadora tenha se consumado na glorificação final dos santos.  Existem diversos textos bíblicos que asseguram que uma pessoa realmente alcançada pela graça, será levada a uma vida santa e alcançará a eternidade.  Jesus afirmou claramente que suas ovelhas jamais se perderiam:
As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.  Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. (Jo 10:27-29)
O apóstolo Paulo jubilava diante da segurança da salvação, quando disse: "... porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia." (II Tm 1:12).

Claro que os apóstolos insistiam na exortação a boas obras, a uma vida frutífera e na confirmação da eleição. E deveriam fazê-lo, pois às ovelhas de Cristo, aqueles alcançados por sua graça, não só devem, mas certamente buscariam ardentemente uma vida de feitos que glorifiquem a Deus.  Mas, tais obras, jamais podem ser colocadas associadas ou condicionadoras da salvação.

Algumas pessoas admitem que a obra inicial da salvação é absolutamente por graça, mas durante o processo de santificação, afirmam uma "combinação de graça e obras", para que a pessoa seja mantida no caminho.  Entretanto, o ensino de Jesus e dos apóstolos é que não há como se santificar ou obedecer sem que a graça de Deus também conceda recursos para isto.  Ou seja, há graça no novo nascimento, na conversão, justificação, santificação e glorificação dos santos.  Não há boas obras nos santos que não sejam causadas pela graça.

Por outro lado, é óbvio que a simples confissão verbal não significa regeneração automática, a confissão deve ser acompanhada de fé autêntica.  Por esta razão, pessoas que confessaram Jesus e vivem uma vida embaraçada e escravizada pelo pecado, deveriam questionar se um dia foram regeneradas de fato.  Mas, jamais, deve-se colocar tensão em suas obras como "causa" ou o elemento que o manterá na condição de graça.

Se somos exortados à obediência e não queremos obedecer, ou se vivemos embaraçados na escravidão do pecado, deveríamos questionar se fomos salvos, e não ficar condicionando a salvação a nosso desempenho.  Afinal, se uma pessoa realmente bebeu da água que Jesus oferece é guiada incrivelmente por sua graça a viver uma vida crescentemente consagrada e frutífera.

Um cristão na graça é um cristão que ancorou sua existência na Nova Aliança, que os profetas reconheceram (Jr 31:31 e seg.), que envolvia a regeneração e a inscrição da Lei do Senhor nos corações.  Aliança em que o próprio Deus por seu Espírito faria com que seus filhos vivessem uma vida de crescente obediência a Deus:
Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.  Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis. (Ez 36:26-27)
Quem não se encheu de alegria ao se ver livre de um determinado vício ou pratica pecaminosa, ainda não sabe o que é a "alegria da salvação", ainda não desfrutou da dádiva do Espírito de obediência e santidade outorgado por Deus em Cristo na Nova Aliança.

Graça envolve a Glória de Deus

Por que tudo é por graça?  A resposta de Paulo seria: "para que ninguém se glorie" (Ef. 2:9).  Deus não divide sua glória com ninguém, se a salvação for uma combinação entre a "obra de Deus" (graça) e "obra dos homens" (obediência sem graça), ninguém pode dar toda glória a Deus pela obra da salvação.  Pois por mais incrível que tenha sido a misericórdia e a obra de Deus no Cristo crucificado, esta obra o tempo inteiro, fica dependendo do desempenho e das obras daquele que quer salvo.  Isto seria exatamente o erro romanista combatido pelos reformadores e o legalismo combatido por Paulo entre os judaizantes do I século.

Se a obra de Cristo para salvação estiver condicionada aos feitos dos homens, a obra de Cristo é menor do que se imagina e Deus é incompetente, contrariando a revelação das Escrituras que o descreve como o Todo Poderoso.  Agora, se podermos olhar para Jesus como o "autor" e "consumador" da fé (Hb 12:1 e seg.), saberemos que a obra de Jesus foi magnífica o suficiente, para "começar" e "terminar" a obra que ele deu início.

Temos recursos na graça de Deus, e somente nela, 100% nela, para vivermos uma vida santa, obediente e frutífera.  Se não temos obtido tal recurso, devemos recorrer ao evangelho e "provarmos nossa eleição no Senhor" (I Pe 1:10 e 11).  Mas, certamente, uma vez que a graça de Deus tocou um homem morto em seus delitos e pecados, e o levantou de seu cativeiro, e se esta foi uma obra de Cristo, e se ele é "ovelha" de Jesus, ninguém poderá arrebatá-la.  Nada poderá separar este salvo do amor de Deus, como foi dito:
Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.  Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.  (Rm 8:37-39)
Porque o fardo?

Muitas pessoas por causa de uma compreensão errada da salvação, vivem em permanente estado de tensão espiritual, pois não sabem lidar com sua condição diante de Deus.  Por causa do evangelho da compensação e da insegurança, veem-se frequentemente em uma condição de "medo" ou de "bipolaridade", como se estivesse simultaneamente no "céu" e no "inferno".  A única forma de escapar deste medo é crer, confiar, de forma plena, na suficiente e grandiosa obra de Cristo.  Renunciar a pretensão e o orgulho de que se pode "cooperar" para a obra perfeita que Deus realizou em Jesus.   Somente assim, o Senhor abrirá o túmulo deste "morto" (Ef 2:1 e seg.), removerá a condenação, justificando-o e lhe será derramado o Espírito Santo, auxiliador e sinal de nossa filiação divina.

Considerações Finais

Assim, fica claro que qualquer outro evangelho pregado, distinto deste deve ser absolutamente descartado. O evangelho apostólico assevera a absoluta ação de Deus, do início ao fim, e que toda obra salvadora é obra da graça.  E, se você, leitor, sente-se sob tal pressão legalista e compensatória,  e vive em permanente luta interna, cheio de dúvidas sobre sua condição, esta é a obra de Cristo, o selo do Espírito Santo, creia simplesmente na obra realizada por Cristo.  Esta é a única obra que pode te introduzir definitivamente no Reino de Deus em plena segurança e que inscreve os preceitos de Deus em seu coração, desfrutando da Lei da Liberdade (Tg 1:25).  Guarde bem as palavras de Paulo a Tito quando disse:
Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.  Fiel é esta palavra, e quero que, no tocante a estas coisas, faças afirmação, confiadamente, para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens. Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis. (Tito 3:4-9).
Soli Deo Gloria!

Escola de Teologia L'Abri - 2012


Para aqueles interessados em aprofundar seu conhecimento teológico, a Escola de Teologia e Vida Cristã do L'Abri está com inscrições abertas para os cursos de TEOLOGIA e APOLOGÉTICA.

O Curso de Teologia tem o objetivo de oferecer a cristãos e igrejas um currículo consistente e completo para o crescimento espiritual e o discipulado, apropriado tanto para indivíduos em busca de aperfeiçoamento quanto para voluntários e obreiros em busca de subsídios para o trabalho de discipulado e aconselhamento cristão. O Curso possui quatro Programas: 

PROGRAMA PRESENCIAL NOTURNO: O curso é realizado no período de março a outubro, às terças e quartas, das19h30 às 22h, na Casa do L'Abri em BH, com atividades complementares eventuais em outros lugares. Além de cursar todas as disciplinas do programa, é essencial que o aluno participe de três retiros ou de um termo completo de estudos.

PROGRAMA PRESENCIAL DIURNO: O curso é realizado no período de março a outubro, também às terças e quartas, das 8h00 às 11h30h, na Casa do L'Abri em BH, com atividades complementares eventuais em outros lugares. Além de cursar todas as disciplinas do programa, é essencial que o aluno participe de três retiros ou de um termo completo de estudos.

PROGRAMA RESIDENCIAL: O curso é realizado de forma condensada durante um termo de estudos. O aluno fica hospedado em L’Abri durante um termo completo (40 dias). O conteúdo é acessado através de palestras gravadas (MP3), artigos e indicações bibliográficas, discográficas e filmográficas. As aulas são ouvidas diariamente, de acordo com uma rotina individual de estudo e, além disso, o aluno participa de um retiro. O aluno deve escolher um dos seguintes termos de estudos:

· Termo de verão II – 01/03 a 10/04
· Termo de outono – 15/05 a 26/06
· Termo de primavera – 08/10 a 16/11

PROGRAMA ONLINE (EaD): O curso é realizado a distância através da plataforma Moodle. O conteúdo é acessado através de videoconferência e palestras gravadas (MP3), além de artigos e indicações bibliográficas, discográficas e filmográficas. O curso segue o mesmo calendário básico do curso presencial, de março a outubro. Além disso, a aula inaugural é presencial e o aluno deve participar de três retiros.

O conteúdo oferecido é o mesmo nos quatro Programas.

O Curso de Apologética tem o objetivo de oferecer a cristãos e igrejas uma introdução sólida ao tema da apologética cristã e os recursos básicos para sustentar um diálogo de defesa da fé cristã com pessoas com background secularizado, racionalista ou ateísta, tendo em vista o ambiente intelectual universitário típico. O curso será realizado de março a julho, com aulas presenciais às quintas a noite.

Para maiores informações sobre conteúdo programático, valores e ficha de inscrição, por favor, acesse nosso site ou entre em contato conosco pelo email labri.brasil@gmail.com.
30 de dez. de 2011 | By: @igorpensar

Conheça o L'Abri

L'Abri honra seu nome, cujos sentido em francês é abrigo ou refúgio.  L'Abri não é uma denominação, é uma comunidade, onde cristãos se reúnem ao redor da simplicidade de Cristo, procuram uma espiritualidade cristã autêntica e ao mesmo tempo que buscam integrar a fé cristã à cultura.  Em L'Abri aprendi a olhar Cristo e o cristianismo como uma grande tenda, onde todos podemos nos refugiar.  Se você ainda não conhece o L'Abri fica aí o convite para que você também participe de um de seus retiros temáticos, conferências ou termos.  Informe-se mais abaixo:

Site do L'Abri Brasil: http://labribrasil.org/
Blog do L'Abri Brasil: http://www.labri-brasil.blogspot.com/

28 de dez. de 2011 | By: @igorpensar

Emanuel: o judeu de Belém

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6).

De acordo com os registros bíblicos, foi na cidade de Judá, Belém, que nasceu Jesus.  Beit-Lechem - בית לחן - como é conhecida em língua hebraica, quer dizer “casa do pão”.  Cidade onde o famoso Rei Davi nasceu, e o mais famoso, filho de José e Maria, Jesus, nasceu.

Jesus era um judeu interiorano típico, o do tipo conhecido pela designação am haaretz (povo da terra).  Em maior idade, provavelmente apresentava pele morena e traço típicos de um semita.  Nariz comprido com barba escura e traços faciais fortes.  De origem familiar humilde, cujo pai era artífice, poderia possuir alguma habilidade como carpinteiro, pedreiro ou ferreiro.  José, apesar de conhecido no ocidente como carpinteiro, bem poderia ter sido um profissional do ramo dos artifícios.  Afinal, o termo grego tektôn é uma expressão genéria usada para pedreiros, ferreiros e artesãos em geral.  Entre os judeus, há uma longa tradição, de que era responsabilidade do pai transmitir ao filho algum ofício.  Neste caso, Jesus poderia ter herdado o mesmo ofício de seu pai.

A evidência da modéstia da família de Jesus encontra-se em uma sutil menção ao tipo de oferta sacrificial que seus pais ofereceram no dia de sua apresentação no Templo.  Lá afirma-se que eles ofereceram um par de pombinhas.   Nas leis levíticas de sacrifícios, a regra era a oferta de um novilho, mas havia uma exceção para família pobres e sem posse, que poderiam em seu lugar, oferecer dois pombinhos.  Pombos eram aves que poderiam ser adquiridas com relativa facilidade por família mais pobres.  A partir deste detalhe, pode-se reconstituir uma cena comovente, famílias ricas e abastadas trazendo bois e ovelhas gordas, enquanto aquele casal, com vestes modestas, trazendo dois pombos para a oferta.   Precisamente, foi esta a família de Jesus, o filho de Davi.


27 de dez. de 2011 | By: @igorpensar

Kuyper: direita ou esquerda?

Trecho do artigo: "Cem Anos do Partido Anti-Revolucionário de Abraham Kuyper"*

"Politicamente, Kuyper acreditava que esquerda é esquerda, e direita é direita, entretanto, em algum momento sempre se encontravam.  Afinal, ambos possuem uma origem comum: o espírito iluminista da revolução francesa.  Apesar de tomarem rotas diferentes para chegarem lá, no final das contas, acabam convergindo para o ponto comum de um estado moderno absoluto.  Por esta razão, como líder do Partido Anti-Revolucionário, ele se envolveu na elaboração de programas de políticas públicas que poderiam representar uma alternativa cristã ao conservadorismo, liberalismo e socialismo.  Afinal, estas não são mais que pequenas variações de posição no mesmo espectro de ideologias seculares."

*The Kuyper Newsletter - Vol. 1 - No.3 - October 1980 - Gordon J. Spykman, Calvin College - disponibilizado por Steve Bishop em seu blog.

Tradução: Igor Miguel


23 de dez. de 2011 | By: @igorpensar

Evangelho x Religião

Infelizmente, o termo religião hoje assumiu o sentido de "prática legalista" ou um tipo de "formalismo religioso", perdendo seu sentido original de "religare" (religar alguém a Deus).  Hoje, a religiosidade está associada a um tipo de "barganha espiritual" ou "troca performática".   Pra quem acha que é necessário "pagar um preço para se obter a graça", ou que é necessário combinar alguma coisa com a graça para ser ou permanecer salvo, ainda está sob um tipo de cativeiro religioso.   A obediência é efeito, nunca causa.  Em nada a salvação está condicionada a obediência.  Simplesmente, quem vive na desobediência, pode ser simplesmente alguém que nunca foi tocado pela graça.  A obra de Jesus é completa, não depende de absolutamente nada que o homem pode fazer.  Como você é aceito por Deus?  Resposta: pelos méritos de Cristo.  Cuja obra, começa na conversão e justificação, se estende pela santificação e culmina na glorificação.  Tudo obra da graça.